quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O casal Cristão no Mundo de Hoje - Nossa participação no ECC


 Desde domingo estou pensando como seria este post.

Ficou gigante, mas, acredito que valerá a pena.

Há todo um  sigilo que devo manter porém, ao mesmo tempo é uma experiência tão única que me sinto na obrigação de repassar.

Por ironia do destino ou não (é o poder de Deus mesmo) me deparo com aquelas recordações do Facebook em que exatamente no dia 30 de setembro de 2013 eu contava como foi trabalhar no Encontro de Casais pela primeira vez:

“Ainda estamos anestesiados com as “doses cavalares” que recebemos do Senhor em três dias maravilhosos.
Não há cansaço ou enjoo (estava grávida de três meses) que atrapalhe tamanha benção recebida.
E sinceramente, faria tudo de novo! 
Aos que não gostam dos meus posts do gênero, só lamento, e saibam que continuarei assim. Sinto apenas por aqueles que me excluíram e não poderão ler mais este e todos os outros que ainda estão por vir... rsrsrsrsrs
Agora mais do que nunca, temos a obrigação de deixar rastros de Deus por onde passarmos. E o melhor meio de comunicação do momento sem sombra de dúvidas é o Facebook.
Enfim, quero registrar meu testemunho de como foi mais essa experiência.
Um casal jovem, com pouco tempo de casados dando uma palestra para 20 casais de até 50 anos de união. 
Que responsa, que nervosismo, que tremedeira.....a primeira vez a gente nunca esquece!
Pessoas desconhecidas, depositando toda expectativa em nós. Com sede de serem tocados de alguma forma.
Do meu digníssimo marido a maior surpresa. Arrancou gargalhadas de todos na primeira frase dita. Estou encantada (embora tenha o atrapalhado falar mais). Mas ele foi incrível, não parecia em nada o cara tímido que sempre conheci....Me apaixonei ainda mais por este novo jeito Diego de ser.
Teve tremenda facilidade em interagir com os outros maridos presentes, que faziam perguntas e queriam ouvir mais. Se alegraram ao ouvirem do papai de primeira viagem que o herdeiro (a) está a caminho. E como foi aplaudido!
Estou boquiaberta até agora...meu marido disse tudo isso! Quem diria não? Ficarei nas nuvens o resto da semana....se bobear para sempre com o gostinho de quero mais.
Os SINCEROS votos de felicidade, agradecimento e bênçãos valem mais do que qualquer moeda deste mundo.
E o principal: Deus fez de nós verdadeiros porta vozes. Tudo que dissemos, com certeza veio do “Cara lá de cima”....ELE ia soprando em nossos ouvidos cada palavra a ser dita, cada brincadeira a ser feita. E em um tom descontraído conseguimos passar a SUA MENSAGEM.
Missão cumprida! 
Com muito orgulho e sem nenhuma vergonha, somos um Casal em Cristo!
Agradeço a Deus, pelo privilegio da oportunidade. Se fomos escolhidos, não foi por acaso, e queremos continuar sempre nesta jornada.....Amém!"

Nossa!

Hoje, 30 de setembro de 2015 aqui estou escrevendo sobre o mesmo assunto novamente. A diferença, é que em 2013 compartilhei esta experiência apenas com os meus amigos da rede social. Hoje, tenho um blog e meu testemunho vai para quase 600 famílias que não conheço pessoalmente.

O que mudou de lá para cá?

Continuamos anestesiados com a mesma emoção de ter trabalhado para o Senhor e em prol de outras famílias mais uma vez.

Fomos convidados a dar a mesma palestra: “O Casal Cristão no Mundo de Hoje”.

Fora isso, ainda tínhamos a missão de convidar outros casais a participarem do encontro. Que responsabilidade!

Como disse, não posso entrar em detalhes. Afinal, se eu contar tudo não despertaremos a curiosidade de outras famílias para participarem do encontro.

Mas a moral da história se resume em:

“O mundo não lê a Bíblia, eles leem a nossa vida. Se você quiser mostrar a Bíblia para eles, mostre através da sua vida”.

Não somos um casal perfeito e uma coisa posso contar: não sei se vocês perceberam mas há um gap referente ao ano de 2014. Não participamos? Pelo contrário, trabalhamos da mesma forma mas recusamos a palestra.

Explico tal como expliquei para os 23 casais que nos ouviram na tarde deste último domingo:

Não estávamos bem ao ponto de dar uma palestra. Sim! Enfrentávamos a nossa primeira grande crise no relacionamento. Iasmin estava com apenas cinco meses, eu tinha acabado de voltar da licença maternidade, o estresse em “deixar” a minha filha ainda tão pequena me consumia. Trata-se de um momento muito difícil na vida de uma mulher e muitas vez com motivo ou sem motivo (foram várias tentações na época), acabava descontando a minha fúria em meu companheiro.

Superamos, graças a Deus! O que nos possibilitou dar este relato na palestra deste ano.

O casal cristão é aquele que justamente consegue enfrentar as tentações pregadas pelo mundo lá fora, que ora junto e sabe o poder do perdão. Enquanto houver amor e fé, haverá o perdão. Ensinamos mais uma vez aos casais que nos ouvia, uma forma simples de se perdoarem (risos).


E foi bom a gente ter passado por esta crise no ano passado para conseguirmos dar a mesma palestra com um olhar muito mais maduro desta vez.

Iasmin, trabalha desde quando estava dentro da minha barriga e ficamos felizes com isso. Sentimos que estamos fazendo a nossa parte para que a nossa filha cresça e aprenda aquilo que julgamos certo.
Não estou aqui para falar de religião, estou aqui para falar de fé. Da importância de crermos em algo para dar um norte em nossas vidas.

A recompensa disso?

Não é dinheiro nem nenhum outro tipo de moeda de troca. E sim o simples fato de poder fazer bem ao próximo. Famílias desconhecidas que agora se tornaram nossas amigas depois de três dias de convivência. 

Há um pós encontro, e foi de arrepiar ver os seus testemunhos ontem. Dizendo o quanto aprenderam conosco. Maridos e pais de família encantados, afirmando que mudarão suas posturas daqui para frente. Que valorizarão muito mais suas esposas e filhos.

Que seus amigos questionavam onde eles estavam escondidos no último final de semana e eles respondiam que estavam fazendo uma viagem para um outro planeta.

Lagrimas de emoção!

E nos questionaram: a alegria deste grupo é sempre assim?

Respondemos sem sombra de dúvidas: Sempre!

Pois, vivemos em Cristo! Com todos os nossos defeitos e pecados, mas, o simples fato de termos Deus como alicerce de nossas famílias faz com que tenhamos forças de superar qualquer obstáculo.

Valeu a pena?

Ver a Iasmin batendo palma ontem ao final de cada testemunho mesmo sem entender ao certo o que estava acontecendo, nos prova que sim.

Prova que nossa família pelo menos busca o caminho certo.

Não sabemos o dia de amanhã e pode ser sim que alguma hora fraquejamos. Afinal, quantas familiais não se desfazem hoje em dia? 

Mas, não quero pensar nisso agora e enquanto tivermos Deus em nossos corações, teremos forças para defender a nossa família.

Encerro com o trecho de uma música que foi cantada no evento de ontem, que por coincidência foi uma das músicas do meu casamento e que mexeu muito comigo:

"Eu posso ir muito além de onde estou
Vou nas asas do Senhor
O Teu amor é o que me conduz
Posso voar e subir sem me cansar
Ir pra frente sem me fatigar
Vou com asas, como águia
Pois confio no Senhor!"
(Nas asas do Senhor - Celina Borges)


Ai chorei....kkkkkkkkk.

Até o próximo post e que venham novos encontros!


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Festa da Família na Escola de Iasmin - Parte II


Este final de semana foi mágico para nós!

Nos dedicamos durante três dias ao Encontro de Casais com Cristo – ECC, com direito à participação da Iasmin pela terceira vez e abrimos um parêntese durante este momento de muita unção para darmos uma escapadinha até a Festa da Família na Escola. Ambos com o mesmo proposito né?!

Vou deixar para falar do ECC mais adiante e quanto à Festa da Família, também vou deixar os detalhes para a minha amiga Natália do Blog Vida Divertida que foi a primeira vez em que ela participou.

Quando somos estreantes o olhar é muito mais mágico, não é mesmo?!

Só tenho a agradecer mais uma vez à Escola da Iasmin pelo zelo em nos proporcionar eventos tão encantadores.

Como contei da primeira vez é gratificante para nós pais, ter a oportunidade de conhecer mais de perto o mundo de nossos filhos.

Ver a Iasmin com seus coleguinhas (com a Duda, principalmente) conhecer outras famílias, presenciar o quanto ela ama a suas professoras, nos dá a certeza de que escolhemos a escola certa.

Reforço então a importância da relação Família x Escola:

Parceria!

Acho que esta palavra resume tudo. 

Não devemos inverter responsabilidades e sim caminhar lado a lado – família e escola – para que nossos filhos ou alunos se tornem cidadãos de bem.

Por fim, imagens dizem mais do que palavras:

Duda & Iasmin

Fotos pessoais.











Resultado do muro feito pelos alunos



Até o próximo post!

Rúbia Lisboa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Amélia é que era mulher de verdade...


Setembro de 2015: mais de cinquenta anos depois, comparados quando a minha avó tinha seus 30 anos de idade enquanto, entre minha mãe e eu a diferença são de quase três décadas.

As mudanças na vida da mulher da época da minha avó, para a minha mãe, para mim e para a Iasmin são inenarráveis. Estamos falando de quatro gerações diferentes.

Das histórias que já ouvi de quando a minha mãe era criança, sei que minha avó criou os nove filhos lavando roupa para fora em córrego enquanto ainda cuidava DA CASA.

Nem todos os filhos estudaram. Minha mãe mesmo não terminou o ensino médio até hoje. E quando eu nasci, ficou um tempo sem trabalhar (exigência do meu pai) para cuidar de mim e DA CASA e depois foi fazendo unhas e usando o que recebia apenas para os gastos comigo, enquanto as despesas DA CASA eram únicas e exclusivas do meu pai, até o momento em que ele viveu.

Eu já estudei até a pós-graduação. Mesmo trinta anos atrás, meus pais optaram por terem apenas um filho o que já é uma diferença gritante comparada à minha avó. Lembro-me que nas tarefas DE CASA meu pai sempre lavava o banheiro, fazia as comidas mais gostosas (minha mãe vai pirar quando ler isso), enquanto ela cuidava do restante DA CASA. Mas, nada impedia meu pai de também lavar, passar, varrer... Que comparado ao meu avô então, seria considerado coisas absurdas para um homem fazer.

Entrei nas tarefas DE CASA antes da adolescência. Adorava ajudar o meu pai a lavar o banheiro, comecei arrumando meu quarto, tirando uma poeira e aos poucos já fazia de tudo. Exceto cozinhar e passar que não levo jeito até hoje.

Nunca tivemos uma ajudante mas, as tarefas sempre foram divididas. Por coincidência do destino, meu marido também é o principal responsável pelo banheiro. Porém, como eu fico fora por mais tempo e ao contrário da minha mãe, contribuo com as despesas, hoje ele faz de tudo e me ajuda pra caramba.

O problema está justamente no conflito entre as gerações. Explico: 

Minha avó tinha nove filhos e cuidava Da CASA sozinha ou com a ajuda deles à medida que iam crescendo, porque meu avô naquela época jamais faria uma atividade doméstica.

Minha mãe cuidava DA CASA com mais frequência pois, não trabalhava fora até um determinado tempo e ainda assim tinha a ajuda do meu pai e obvio, não tinha nove filhos.


Eu cuido DA CASA menos ainda, por que fico fora de casa pelo menos onze horas por dia, divido as tarefas com meu marido SIM (embora ele faça mais do que eu), não acho que casa seja só obrigação da mulher e muito menos acho que seja a prioridade da minha vida. Convenhamos, você só tem os finais de semana para curtir seu filho: Opção A – vai colar a barriga no fogão, lavar roupa, passar e deixar a casa um “brinco” para daqui cinco minutos seu filho espalhar todos os brinquedos novamente ou Opção B – vai dá um “tapinha de leve” de forma que mantenha o higiene da casa (é claro), vai trocar o fogão pelo restaurante ou marmitex sempre que puder e ao invés de ficar caprichando e caprichando em vão, vai fazer um mega passeio e se divertir com sua família?

As votações estão abertas! Nem preciso dizer qual é a opção que eu escolhi (risos).

Mas ai meus caros, acontece a terceira guerra mundial. Como vocês sabem, minha mãe mora conosco e o conceito dela de arrumação da casa é completamente oposto ao meu.

Vocês podem ir até minha casa agora e garanto-lhes que não está um chiqueiro. Há o mínimo de organização possível até a Iasmin chegar da escolinha (kkkkkkkkkk). Ela vai brincar, espalhar tudo mas, para a nossa praticidade compramos um baú para os brinquedos e assim que ela dormir, com segundos jogamos tudo lá dentro e a casa estará organizada novamente.

Simples assim!


Passar pano, lavar banheiro e derivados deixamos para fazer uma vez por semana e está de bom tamanho, exceto para a minha mãe!

Na última sexta trocamos, eu lavei o banheiro e o maridão varreu e passou pano em toda casa. No sábado curtimos a preguiça e fizemos passeios rápidos. No domingo eu tirei poeira de tudo enquanto a Iasmin dormia. Na segunda-feira minha mãe fez tudooooooooooooo de novo dizendo que não fazemos nada, que a casa tá uma bagunça, que ela não é a nossa empregada e blá blá blá.....É mole?

A questão é: jamais vamos entrar em um acordo! Eu não tenho vocação para ser Amélia, e imaginem a geração da Iasmin daqui trinta anos. Tenho certeza que vou comparar o pouco que faço hoje com o nada que talvez ela fará no futuro (é o que imagino).

Mas, vamos aceitar que dói menos! Os tempos são outros e as Amélias da época da minha avó estão extintas do mercado.

Hoje o que mais se houve por ai é que os filhos sentem a ausência dos pais que estão sempre mais atarefados com os seus empregos. O pouco tempo que temos para ficar com eles vamos nos ocupar com as tarefas de casa?

“Nem a pau Juvenal!”

É lógico que tem que haver um bom senso, mas, jamais terei obsessão por limpeza ou tarefas domésticas. 

E digo mais! Digite ai no Google “Planejamento das Atividades Domésticas” e verás milhões de dicas que recomendam distribuir as tarefas pelos dias das semanas e não se matar ao fazer tudo de uma vez como era antigamente.

Minha mãe sempre reclama: o que a adianta passar pano e não tirar poeira?

Mas, onde está escrito que os dois devem ser feitos obrigatoriamente juntos?

O planejamento dos afazeres otimiza a realização das atividades, exigindo menos do seu tempo para manter a casa em ordem e agradável. Com um cronograma do que deve ser feito, é mais fácil também delegar tarefas quando não se mora sozinha.

Economizando tempo (e energia!) com as tarefas domésticas, terá mais disposição para as atividades que você realmente ama.

Por fim, só lamento mãe! (Vou dar a louca quando a Iasmin falar assim comigo, ráh! Mas, faz parte do ofício rsrsrsrsrs...)

“Amélia é que era mulher de verdade...”

E eu? Estou longe disso e nem quero ser uma!

Até o próximo post!

Fonte:


terça-feira, 15 de setembro de 2015

E lá se vão meus 20 e poucos anos...

Foto Pessoal.
Há quase um mês postei uma foto na fanpage do blog cheia de fios e aparelhos devido a alguns exames cardiológicos.

Estava esperando o retorno ao médico e resultados para pode escrever a respeito.

Definitivamente a maternidade muda completamente o corpo de uma mulher e convenhamos, não tenho mais meus 20 e poucos anos.

Antes da Iasmin minha vida se resumia em: tomar café da manhã com o marido, cochilar um pouco mais (já que meu horário de trabalho sempre foi tarde e noite), pegar o ônibus (antes eu trabalhava no centro), dormir dentro do ônibus, trabalhar a minha jornada de quase 10 horas por dia sentada na frente de um computador (é assim até hoje), pegar o ônibus novamente, voltar para casa, ver algum programa na TV com o marido (nunca jantamos) e dormir, para no dia seguinte ser a mesma rotina.

Agora com a Iasmin a rotina é: tomo café com o marido, cochilo mais uns 40 minutos até ela acordar, ela acorda perto das 8 da manhã, brincamos o mínimo e nos arrumamos para ir para a escolinha. Volto para casa, tomo banho e venho para o trabalho, ficando apenas uns 7 minutos dentro do ônibus, mas, trabalhando as mesmas 10 horas na frente do computador, chegando em casa quase as 22 horas (agora com exceção das segundas e terças para a honra e gloria do Senhor, rs), Iasmin já está dormindo e nós dormimos também (quando ela não acorda de madrugada – leiam os posts sobre a mãe zumbi).

Nós sábados, domingos e feriados há todas as atividades domesticas e tenho que compensar os momentos que não tive com a minha filha durante a semana. Consequência? O corpo não aguenta!

Se fosse só brincar e passear com ela ótimo! Mas tem que lavar, passar, varrer, fazer comida (e ainda sou uma negação na cozinha) e ai, quando ela dorme a tarde nós desmaiamos também e o serviço só vai acumulando....

Voltando na questão da minha saúde, tenho um agravante que é a pressão baixa. Minha ginecologista aplaudia, todos os médicos falam que é muito melhor você ter a pressão baixa do que alta. Mas, na pratica meus caros, não é bem assim!

Fico para morrer quando ela chega nos 9.5 e até 8.4. Eu definitivamente não funciono, fico lerda, sonâmbula, as lagrimas escorrem pelos olhos sem controle. Preciso me segurar para não cochilar no trabalho repetitivo na frente do computador. Custo a processar respostas que precisam ser dadas de imediato. Fico esgotada ao extremo e o mesmo acontece quando tenho que acompanhar as Iasmin que está ligada no 220w.

Ai vem o cansaço físico, fico ofegante quando faço um esforço mínimo que para mim parece ser gigante. Coluna então? Sinto que já não tenho mais...Surgem dores em lugares que eu nem sabia que existiam em meu corpo (risos).

A primeira pergunta dos médicos é se meu estado emocional vai bem, pois, a depressão pode ocasionar dores e fadigas injustificáveis. Ráh!

Tenho tempo para ficar deprimida? Claro que há aquela súbita vontade de chutar o balde e ligar o fo#@da%&8-se.

Não para a minha filha, jamais! Mas para tudo e todos que me ocupam o tempo em que eu poderia estar com ela.

Ops! Sou um ser racional, não posso chutar o balde (será?) e a gente vai aguentando.

Enfim, não acho que isso seja depressão, mas vai saber né? Um dia prometo que farei terapia, acho que todos nós devemos afinal, é difícil falar e assumir isso.

A questão é que os males físicos (ou emocionais) de fato existem e os resultados dos exames foram????

Que eu estou ótima! A culpa é do tipo de vida que eu levo. Totalmente sedentária, alimentação precária e principalmente falta da bendita atividade física.
Meu marido, por exemplo, joga o seu futebol todo final de semana e é bem mais motivado, disposto e saudável do que eu.

Antes eu não sentia, pois não era tão exigida. Agora tenho que ter disposição e pique para acompanhar minha pequena que está com as energias a todo vapor. Segundo os médicos, se eu fizer nem que seja uma dança ou natação já vou mudar totalmente a minha vitalidade. A pressão vai melhorar, vou corrigir minha postura e consequentemente minimizar as dores nas colunas, não ficarei tão cansada e sonolenta, terei mais apetite e comerei melhor e, assim por diante.

A desculpa que não pode faltar é usada por todos:

Falta-me tempo! Tempo de tempo e tempo de dinheiro.

Mas prometi para mim mesma que tomarei alguma atitude a partir do mês que vem.

Xiiiiii...não me imagino em uma academia. Afs!

Ok! Eu juro! Vou tentar! Me cobrem, me ajudem...

Afinal, quero ou não quero curtir a minha filha?

Que seja por ela então!

Força, foco e fé!

Não é assim que se diz?

E que venha os 30 anos com força na peruca, corpinho de 15 e saúde de 10... Eu chego lá!

(Forcei!kkkkkkkk)

Cenas dos próximos posts.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Horário flexível no trabalho: por tempo limitado, mas consegui!

Recentemente compartilhei um link na fanpage do blog que falava sobre o horário flexível no trabalho dizendo que estava muito feliz com este pequeno passo que causaria uma enorme diferença em minha vida pessoal.

Pois é: eu consegui!

Hoje é o meu primeiro dia no novo horário.

Diante da minha novela de conciliar trabalho com as responsabilidades familiares, esta foi à alternativa que minha líder e eu encontramos neste primeiro momento.

Foi pesquisando que descobri que o horário flexível pode ser solicitado por pais e mães com filhos menores de 12 anos, portadores de deficiência ou com doença crônica, independentemente da idade.
Inclusive tem sido uma alternativa para solucionar problemas de atrasos dos funcionários em grandes capitais como São Paulo, por exemplo.

As vantagens vão desde o aumento da produtividade individual, a redução do número de faltas e atrasos, o aumento da capacidade de concentração e diminuição dos acidentes de trabalho, além da diminuição da necessidade de horas extras, devido ao melhor acoplamento dos horários às necessidades de produção.

O meu maridão tem a cada semana um dia em que ele pode trabalhar de casa desde que bata as metas. Não é ótimo?

Sem contar que é uma forma sensacional de motivar funcionários, incentivar e reter os talentos da empresa.

Voltando ao meu caso em especifico, o trato é válido até o final deste ano. Mas não deixa de ser um bom começo.

Não vou sofrer por antecipação e o ano que vem só a Deus pertence. (Diante do cenário econômico que o País se encontra, não podemos fazer planejamentos a longo prazo e por este motivo, o combinado foi temporário).

Vou trabalhar em horário comercial toda segunda e terça-feira. Desta forma, levo a Iasmin para a escolinha e vou direto para o trabalho. Em contrapartida, poderei sair mais cedo e terei mais tempo para curtir minha filha no final do dia, já que nos demais sempre a encontrava dormindo e ficava arrasada por só dedicar à minha pequena pouco mais de uma hora ao longo de um dia inteiro.

Muitas empresas já praticam o horário flexível, porque verificaram que é muito mais importante o cumprimento satisfatório das tarefas do que a observância rígida dos horários de início e término do trabalho.

E é por estas e outras que muitas mães optam por trabalharem de casa, mas como eu ainda não descobri um dom que me gere renda vou me virando do avesso na busca de alternativas que me permitam conciliar a vida profissional com a maternidade.

Estou doida para ler e aceito de presente (risos) o livro Aprendiz de equilibrista: Como ensinar os filhos a conciliar família e carreira de Cecília Russo Troiano. Nele ela diz que mães, em maior ou menor intensidade, quase sempre têm culpa por trabalharem fora. Culpa de não estar o tempo todo com os filhos, de se ausentar de algum evento da escola, etc. Para a autora, a culpa já vem instalada na maternidade, como um “chip”. (olha eu usando as palavras dela, para justificar a minha culpa rsrsrsrs.)

Tá bommmm culpa não!

Mas é mais forte do que eu...buáááááá!

De qualquer forma, sinto-me mais aliviada com estes dois dias que ganhei para ficar mais perto da minha filha e família (afinal, não posso esquecer que tenho um marido que tem sido pai e mãe e preciso zelar por meu casamento também).

Tenho certeza que este pequeno passo já será suficiente para a Iasmin agradecer e eu recuperar as energias para poder seguir em frente por mais algum tempo.

Cenas dos próximos posts...

Até lá!




Fontes:

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Por mais momentos assim!


Fotos pessoais.
Quanto mais a Iasmin cresce mais sinto a necessidade de ficar perto dela e este desejo me consome.

Vocês que têm acompanhado o blog mais de perto sabem o quanto sonho com o momento em que poderei conciliar melhor a maternidade com a vida profissional.

Enquanto isso não acontece, o papai e eu temos investido nos finais de semana e feriados para (sei lá) de alguma forma tentar suprir a minha ausência na vida da pequena.

Pode ser que ela nem sinta tanto assim... Pode ser que sim!

Pode ser que seja muita neura da minha cabeça.... Pode ser que não!

Vai saber?

Se algum psicólogo ler este post e quiser me dar uma sugestão, aceito (risos).

Na dúvida, tento fazer que os finais de semana sejam “eternos” e a segunda-feira sempre começa com o gostinho de quero mais e com o cronometro ligado para que a sexta-feira chegue novamente.

Acho que está funcionando!

Iasmin tem adorado os nossos passeios, quando dorme, sonha de dar gargalhada. Imagino que está lembrando-se do dia incrível que teve ou, com que será que um bebê sonha?

É também não sei! Só sei que tem sido incrível para nós três.

Há certas dificuldades:

São poucas as opções de programas que aceitem crianças menores de três ou quatros anos. Só em dois shoppings aqui de BH foram várias atrações que achamos fantásticas e até gratuitas, mas, que não aceitavam pequeninos na idade da Iasmin.

Restam teatros, musicais com os personagens mais famosos do momento, e outras atrações que como já registrei minha indignação aqui no Blog, possuem preços absurdos inclusive para bebês.

Diante da crise que o País está enfrentando, não dá e nem temos condições de investir em programas mais caros de cultura e lazer.

As alternativas surgem nos parques e praças da cidade, na soverteria do bairro, na piscina de bolinha ou banho de mangueira feito em casa mesmo.

Atitudes simples que conseguem arrancar os mais belos sorrisos e as sinceras demonstrações de afeto em uma família.

Sou tão babona que me emociono ao ver a alegria de minha filha. Esqueço todo o meu sentimento de culpa ao vê-la chamando “mamãe” sem parar e me dando aquele abraço mais gostoso recheado de beijo melado por conta dos dentinhos que estão nascendo.

Dançando sem música, batendo palma e gritando “êêêêê” do nada, talvez apenas para nos mostrar o quanto está feliz.

Foi assim no Dia dos Pais, foi assim no passeio com a Duda, foi assim lavando o carrinho de brinquedo, foi assim no piquenique deste último feriado, com direito a cochilo debaixo da árvore para repor as energias e começar a brincar tudo outra vez.
Lavando o carro da família,rs.

Porque o bom da vida é ser criança!

Por fim, apenas um relato para outra mudança natural que acontece com nós – adultos - após a chegada dos filhos:

Estava preocupada em deixar meus “amigos” de lado após a maternidade. Mas na verdade, você percebe que seu circulo de amizades acaba transformando-se gradativamente em amizades com outras famílias que também possuem filhos.

Não há um afastamento proposital, mas não da para você ficar levando seu filho de apenas um ano em programas de adultos e nem seus amigos vão te chamar mais para todos os lugares que eles frequentam.

Quando você se da conta, suas amizades tornam-se os pais dos coleguinhas de seu filho ou aquele amigo que nem era tão próximo assim, mas, que também teve um bebê por agora e assim vai...

Sempre surgem outras crianças para tornar os dias de seu pequeno (a) mais divertidos e adultos para compartilharem do assunto que agora é o de maior interesse e importância para você: filhos!

Dia dos Pais no Parque
Não rola ficar falando de criança 24 horas com quem não tem uma e nem sair por ai como se também não tivesse uma.

Trata-se de um ciclo natural da vida sem a intenção de dizer que a vida de quem tem filhos é melhor do que a vida de quem não tem.

Ambas têm seus altos e baixos e tratam-se das escolhas feitas por cada um.

Escolhi ser mãe e de fato não está sendo fácil fazer a minha vida girar em torno da maternidade (voltemos ao inicio deste post). Não da para a maternidade, ou melhor, a Iasmin ficar a mercê da minha vida. Do tipo: nas horas vagas eu encaixo a minha filha!

Fiz a minha escolha, não me arrependo e aos poucos ela vai entrando nos eixos.

Não há um modelo perfeito nem um manual de instruções, mas agora, “Pois é: Sou Mãe”!

Os melhores dias do ano para mim têm sido sim os sábados, domingos e feriados e anseio por muito mais deles.

Enquanto não consigo aumentar a minha “cota”, que cada dia, minuto e segundo com a minha filha seja único, verdadeiro e inesquecível. Com gostinho de “bis” e lágrimas nos olhos de emoção.

Prova de que são momentos assim que fazem a vida valer a pena e nos dão força para seguir em frente.


Até o próximo post.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Era uma vez uma mãe zumbi! Parte II

Ainda continuo lendo todos os artigos e matérias possíveis e impossíveis sobre o sono dos bebês.

Na primeira vez que escrevi sobre este assunto disse que não daria nenhuma dica, pois até então, nada tinha funcionado comigo e não tínhamos nenhuma orientação médica.

Logo depois, uma pediatra amiga sugeriu um remedinho homeopático para usarmos durante 30 dias.
Escrevi o primeiro post em junho e assim fizemos até julho e de fato funcionou.

Iasmin dormia noites inteiras...

Dormimos as férias inteiras...

Fomos à consulta com a pediatra dela mesmo e recebemos uma explicação que até então achávamos que era ao contrário.

A doutora disse que para os bebês, quanto mais eles dormirem ou tiverem um dia tranquilo, mais terão uma boa noite de sono.

Porém, nós mães e pais de primeira viagem acreditamos que quantos mais eles dormirem durante o dia menos vai dormir a noite. Mito!

Comecei a observar a Iasmin e foi batata!

Durante as nossas férias, dormíamos até três horas durante à tarde além da ajuda do remedinho, é claro.

A noite ela dormia como um anjinho e nós ficamos felizes para sempre.... #sqn

E nós ficamos felizes até as aulas voltarem. Explico:

Passaram-se os trinta dias, paramos de dar o remedinho e as aulas começaram.

Iasmin não dorme mais à tarde.

Na agenda da escola vem anotada uma média de quarenta minutos à uma hora de soneca depois do almoço. E só!

Iasmin fica o resto do dia ligada no 220w... Brinca e apronta o tempo inteiro!

O que voltou acontecer?????

Vocês não imaginam como estou um urso panda!

Ela chega da escolinha “pregada” e, no máximo às 18:30 já está apagada.

Por volta das 21, 22 horas (horário em que estou chegando do trabalho) ela acorda com toda a bateria recarregada.

Que horas ela vai dormir novamente????

Meia- noite e meia, uma, duas horas da manhã...

São vários “round’s” na luta Iasmin x Sono e ela sempre ganha.

Fica esgotada, chora, fica brava conosco, começa a fechar os olhinhos, mas desperta, dança, canta, roda...faz tudo, menos dormir!

Só é vencida na marra, quando já estamos exaustos e às altas horas da madrugada.

Acho não, tenho certeza que vamos ter que comprar o remedinho outra vez.

Não sei se vai dar certo de novo, pois, a rotina dela na escolinha é pra lá de agitada.

As professoras até estão tentando faze-la dormir à tarde, mas, em vão!

E eis que ela surge novamente:

“Olhos de panda... cabelo atrapalhado... 10 mil bocejos por segundo...força na peruca no trabalho...e muita disposição para brincar com a filha que possui uma bateria sem fim!”

É um pássaro? Não!

Um avião? Não!

Quem é então?

É aaaaaa superrrrrrrrr Mãeeeeeeeeee Zumbiiiiiiiiii!

Que deixa a Mulher Maravilha e a She-Ra no chinelo...Quem são elas para terem os super poderes que só nós temos. 

E esta batalha ainda não está perdida. A esperança é a última que “dorme”.

Até o próximo post onde, ainda vou contar sobre quando enfim a Iasmin voltou a dormir bem DE-FI-NI-TI-VA-MEN-TE.

Ráh!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A amizade desde o jardim de infância.


A importância de se ter amigos:

Um dos valores mais importantes na vida é o da AMIZADE. E este sim deve ser um pensamento compartilhado por todos os pais às suas crianças.

Fizemos uma enquete recente em  nossos blogs para saber se as pessoas lembram-se de suas amizades da infância e 100% das respostas foram afirmativas. Mesmo que o afastamento seja imprescindível quando  adultos,  a  sempre  uma recordação gostosa daqueles que fizeram parte dos nossos círculos de amizade ainda quando éramos pequenos.


A criança é o ser mais puro que existe, ama sem limites e brinca sem maldade. A Amizade na infância ajuda no desenvolvimento,  ensina  a lidar com o afeto pessoal, que ao   contrário   do   afeto da família, você não nasce com ele  ou ele não é imposto, é um sentimento que surge naturalmente.

Segundo o Guia Infantil “As crianças devem saber quem é um bom amigo e porquê, como se comportam os bons amigos, e como manter uma boa amizade. Devem aprender que um bom amigo pode ser para sempre, e que para isso é necessário cultivar e alimentar a amizade, dia após dia, na escola, no parque, na vizinhança, etc. O contato com os iguais faz com que o universo da criança seja ainda mais grandioso e rico. Através do outro, a criança pode aprender sobre o mundo e sobre si mesma.”

A amizade na infância ensina a criança a:

  • Ter uma boa convivência com o próximo;
  • Compartilhar brinquedos, tempo e sentimento;
  • Viver em harmonia; 
  • Respeitar o próximo;
  • Reconciliar após as brigas;
  • Ajudar o próximo;
  • A se preocupar com os amigos


Crianças pequenas (1 a 3 anos) podem ser amigas?

Claro que sim, mas da maneira delas!

Ao mesmo tempo em que elas se abraçam, uma pode morder a outra, chorar ao ver
seu “melhor amigo” pegar aquele brinquedo favorito e assim por diante. O que não é o fim da amizade. 


Duda e Iasmin

Como sabem somos mães, ambas marinheiras de primeira viagem e temos o privilégio de  poder  acompanhar  de muito perto uma linda e verdadeira história de amizade, que se depender de nós será duradoura.

Esta história tem como protagonistas nossas filhas Maria Eduarda (Duda) e a Iasmim (Mim).   As duas foram   para  o berçário    bem    cedo,    e    tão    logo    já começaram a se aproximar. Hoje as duas são inseparáveis, mesmo tendo outros amiguinhos que elas também têm muita afinidade.

Juntas elas pulam o dia todo, quase não dormem, brincam sozinhas, acordam as outras crianças, adoram pega-pega, enfim... aprontam todas e há sempre uma história diferente onde as duas estão envolvidas.

Vibramos nos bastidores! Queríamos ser mosquitinhos para poder ver tudo de perto...

A coisa mais gostosa é chegar à escolinha e ver as duas fazendo bagunças juntas, brincando de roda, cantando, se abraçando...

Abraço  que  não  dá  vontade  de  separar.  Mas,  chega  a  hora  de  ir  embora,  do tchauzinho gostoso, da despedida sincera, do “amanhã tem mais”. 

Na  quadrilha da escola, foi uma comédia literalmente, pois as duas não desgrudavam: rodavam, cantavam ,  dançavam.  Até pareciam trocar  confidencias  que só  as  duas entendiam.

No último fim de semana, as levamos à  Lagoa do Nado para um passeio juntas e não imaginávamos que seria tão gratificante. Abraçavam-se, davam as mãos, se olhavam, trocavam os sucos, colocavam biscoito uma na boca da outra, e mesmo quando uma queria  ouvir  música  e  outra  ir  ver  o  peixinho  não  se  desgrudavam,  ficavam  ali decidindo de que forma se divertiriam primeiro.

Foi uma festa, porém, com a despedida em lágrimas... (até a gente se emociona, rs). 

Acreditem ou não, além de todas estas histórias, esta amizade também é rodeada de coincidências.

Nós   mamães   não   tínhamos   contato   anteriormente,   e   quando começamos a nos aproximar fomos percebendo muitas coisas em comum. Uma delas foi uma das datas mais importantes até hoje na vida delas: A festinha de aniversario de ambas que são do mês de abril, foi com o tema Joaninha, e pasmem! Até o smash the cake foi muito parecido. Descobrir estas coisas é tão gostoso e nos faz torcer ainda mais por esta amizade.

Como mães, ficamos deslumbradas com a amizade de nossas filhas mesmo sendo tão pequenas. Sabemos da importância deste contato para o amadurecimento delas na  vida  em  sociedade  principalmente  quando  se  tornarem  adultas.  Torcemos  e faremos a nossa parte para que seja uma amizade sincera e duradoura.

E se por ventura lá na frente elas não estiverem juntas mais, deixamos aqui o nosso registro carinhoso de como uma foi importante na vida da outra. Com direito a gostinho de quero mais, aquela saudade gostosa e a certeza de que valeu a pena se conhecer.

Até o próximo post.



Smash the cake da Iasmin
Smash the cake da Duda
1 Aninho da Duda
1 Aninho da Iasmin
Primeira Festa Junina Iasmin & Duda
Primeira Festa Junina Iasmin & Duda
Um dia de diversão no Parque Lagoa do Nado


A amizade é tudo!


 Por Natália Baptista e Rúbia Lisboa

Fontes: