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quinta-feira, 12 de maio de 2016

#MãeDeFolga

Divulgação Canguru BH
Seguindo na contramão dos acontecimentos que nos cercam, o meu primeiro dia oficialmente desempregada foi bem inusitado.

Ou melhor, a minha primeira noite (rsrs)

Tudo isso graças à revista Canguru BH que eu não me canso de elogiar aqui no blog.
Eles fizeram um evento que vai ficar para a história!

Principalmente para a minha história em particular que acabei de encerrar um ciclo e iniciar um novo (ainda misterioso) com o pé direito.

Hoje recebi a seguinte mensagem via o site do Padre Marcelo Rossi:

“A alegria é o melhor remédio que o céu fornece aos homens: cura tudo.”

Então para quem ainda questiona ou julga a minha “felicidade” por estar desempregada eis mais uma boa resposta.

O resto é uma questão de tempo e a noite de ontem foi mais uma prova concreta disso. 

O Pois é Sou Mãe teve o privilégio em poder convidar 10 mães para este evento que foi tão mágico e é lógico que levei mães que representam meu filho caçula: o Conecta Mães BH.

E a escolha das minhas companheiras não poderia ter sido mais do que perfeita (conto mais adiante)

Ter uma vida social comum no meu caso, sempre foi impossível devido ao fato de trabalhar a noite.
Os finais de semana nunca foram suficientes para tudo que tínhamos vontade de fazer.

Confesso que ir para uma balada é algo que fugia a minha realidade.

Não culpo a Iasmin e sim a rotina que eu levava e que me impedia de ter momentos como este.
Incentivo e muito que todas as mães tenham o seu dia de folga.

Happy Hour #MãeDeFolga da Canguru: criando filhos em BH.
Foto: Gustavo Andrade
E foi isso que a Canguru fez realizando o happy hour ‪#‎MãeDeFolga‬,  só para as mulheres sem filhos ou maridos por perto.

Usando das palavras da revista, “que atire a primeira fralda aquela que nunca se pegou desejando uma folga das crianças”. (risos)

Proporcionou-nos algumas horas de bate-papo descontraído e risadas entre amigas, música boa (e nos esbaldamos na pista hahahaha) comidinhas deliciosas e muito brindes. 

Permitiu-nos voltarmos para casa com as energias renovadas para cuidar dos filhos e da família.

Voltando ao meu time seleto, parecíamos um bando de adolescente indo para a balada pela primeira vez.

Não sabíamos que roupa vestir, ficamos ansiosas, nos atrasamos, uma arrumou a outra, mas, fomos!

O que me deixou emocionada é que um simples evento como este, é mais do que suficiente para botar a autoestima desta mulherada lá em cima.

Mulherada que realmente não está acostumada a deixar a família para se divertir.

Para nós, não é tão simples sair como os maridos costumam a fazer no domingo para jogar o futebol ou tomar uma cervejinha com os amigos sem carregar a culpa de estar deixando os filhos (erro grave).

Precisamos nos permitir mais e ontem isso foi possível.
Conectadas Naty, Rúbia, Isabel e Paula

Teve momentos em que a falta do hábito, vergonha ou timidez gritavam tão alto que desistir seria o caminho mais fácil ou correto, talvez.

Marido que na hora H disse que não ia ficar com o filho, ou filho que teve febre, e todos os mais variados obstáculos que foram aparecendo para nos fazer desanimar.

Imagina deixar o filho de cinco meses com uma amiga pela primeira vez?!

“Não eu não vou, e não posso fazer isso!”

Mas, com o coração na mão, fizemos!

Até minha mãe foi! Vejam a grandiosidade disso...

Por isso a escolha das Conectadas foi perfeita!

Superamos barreiras que na maioria das vezes nós mesmas criamos e nos permitimos ter um momento só nosso.

Gostamos tanto que daqui pra frente vamos repetir a dose por conta própria.

Estou orgulhosa por cada mulher que tive a honra em poder levar comigo.

Mais provas de que juntas somos mais e que o Conecta continua crescendo pelo caminho certo.

#juntassomosmais
A gente se apoia, se ajuda, da coragem uma pra outra, se fortalece!

Nem tenho palavras para agradecer a Canguru mais.

Acho que ainda não tem um ano que nos conhecemos e ela já está transformando não só a minha vida como a de várias mulheres (como disse a Cris Guerra ontem).

E isso é único!

Que venha mais #MãeDeFolga!

Queremos bis sem culpa de ser feliz!

Afinal a alegria cura tudo!

Parabéns Canguru!

Parabéns Conectadas!






Tias poderosas

Tias e Mamis :)

Representantes do Conecta Mães BH


terça-feira, 22 de março de 2016

TDAH - Mitos e Verdades


Imagens Canguru BH
No último sábado participei da palestra TDAH- Mitos e Verdades, realizada pela revista Canguru BH.

Confesso que sabia muito pouco a respeito e fiquei impressionada com a importância de discussões referente ao assunto para nós pais e educadores.

Vou tentar compartilhar com vocês um pouco do que aprendi:

O TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade – é um distúrbio neuropsiquiátrico mais comum na infância e costuma ocorrer em 1 a cada 20 pessoas.

Seu conjunto de sintomas já são descritos desde o século 18 e é uma doença reconhecida que possui mais de 10 mil artigos científicos publicados a respeito.

Vale ressaltar que o TDAH não está ligado ao excesso de estímulos da vida moderna e pode ter forte influência dos componentes genéticos.

Dificuldades para sentar por um longo período, prestar atenção em algo e controlar os impulsos são alguns dos sintomas deste transtorno que somente em 2012 já tinha o registro de 924.732 portadores.

Pelo fato dos meninos serem mais hiperativos o diagnóstico é dado mais rapidamente comparado às meninas que tendem a ser mais desatentas.

Pais que possuem filhos com TDAH, acalmem seus corações!

A culpa não é de vocês e este transtorno “é uma exacerbação de características que toda criança tem’ – Paulo Mattos.

O comportamento deve ser observado desde pequeno: memória ruim, adiamento de uma ação, falta 
de persistência, baixa tolerância a situações monótonas e repetitivas, perda frequente de objetos, esquecimento de compromissos, dentre outros.

Pelo menos seis destas e outras características devem aparecer antes dos 12 anos em dois ou mais ambientes diferentes a modo de interferirem no comportamento social, acadêmico ou ocupacional.

O TDAH não está sozinho!

Por exemplo, 10% dos homens com TDAH têm dislexia, transtorno de ansiedade, transtornos de humor ou de tique.

Com isso, as consequências podem ser:


  • Reprovação;
  • Abandono escolar;
  • Desemprego;
  • Divórcio;
  • Acidentes automobilísticos;
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • E até dependência de drogas.

Os sintomas não desaparecem espontaneamente ao final da adolescência e há 3 classes de medicamentos no Brasil.

Apesar de ser polêmico o uso ou não do medicamento, ele possui efeito rápido ao contrário de outros remédios psiquiátricos e é eficaz em 80% dos casos. Não causa dependência e não diminui o crescimento.

O não uso pode permitir que consequências secundárias aconteçam, como o uso de álcool e drogas além de constrangimentos que podem marcar negativamente o resto da vida de uma pessoa.

Infelizmente ainda falta uma maior eficácia de políticas nas escolas para trabalharem com a situação. Porém, a lei resguarda que alunos com TDAH sejam atendidos.

O tratamento varia entre a terapia medicamentosa, terapia cognitiva comportamental, orientação escolar, quando necessário acompanhamento com fonoaudiólogo e assim por diante.

Os testes de diagnóstico são realizados a partir dos 6 anos de idade e não devemos confundir com autismo que pode ser diagnosticado antes.


domingo, 29 de novembro de 2015

A metamorfose

Seria um sábado como qualquer outro. A diferença era que há alguns dias, estava na expectativa de assistir a palestra da Cris Guerra, realizada pela revista Canguru BH, sobre a “Arte de ser Mãe”.

Definitivamente, ser mãe é uma arte!

Vim de uma semana exaustiva no trabalho. Com uma jornada de aproximadamente quinze horas por dia e o que é pior, sem ver a minha Iasmin direito.

Na quinta-feira eu literalmente já não raciocinava mais, já tinha perdido a noção de qual dia da semana estávamos e executava minhas tarefas no piloto automático.

Resultado?

Falhas!

Na sexta-feira (27/11) doida para enfim poder terminar o expediente às 19 horas (horário de gente normal) me dei conta que tinha me esquecido de algo muito importante. Ou fazia naquele momento ou teria que trabalhar no sábado e consequentemente perder apalestra.

Fiquei, organizei tudo e mais uma vez ultrapassei o meu horário de trabalho. Por incrível que pareça neste dia cheguei em casa e Iasmin estava acordada. Esqueci todo o cansaço físico e mental e fomos brincar.

Quando ela enfim dormiu, do jeito que eu estava, apaguei também.

Para o sábado estava combinado de ir á palestra na companhia da Nathália, mãe da Duda, do blog Vida Divertida.

Porém ela teve um imprevisto e não pode ir mais. Eu desanimei completamente. O cansaço me pedia para ficar quietinha na cama e dormir o sábado o dia inteiro. Sabem-se lá quantas horas o meu sono está atrasado.

Pensei: “Ir sozinha? Não conheço ninguém...estou tão cansada...é não vou! Fico, arrumo casa rapidinho e vou curtir o papai e a Iasmin. Coitado né, já fica com ela a semana toda e ainda vai ter que ficar no sábado para eu poder sair. É, não vou mais não!”

O evento era às 10h30min. As 09h40min eu  estava deitada ainda com estes meus pensamentos de ir ou não ir, quando perguntei ao papai qual seria a nossa programação.

Ele respondeu: Às 15 horas eu vou jogar bola!

Oi?

Eu preocupada em deixa-lo mais uma vez com a Iasmin e ele com o futebol marcado?

Mais do que depressa pulei da cama e fui me arrumar:

“Estou indo para a palestra, volto antes do seu jogo!”

E ai, já na palestra, ouvi uma fala da Cris que foi perfeita para min:

“Ser mãe não é a minha única forma de realização”

Isso estava lá em minhas teorias durante a gestação. Mas que caiu por terra depois que a Iasmin nasceu.

Foi bom levar este puxão de orelha ontem e me associei à postura do papai (que hoje domingo, também está jogando bola).

Ele não está errado. Tem mais que jogar o seu futebol mesmo. Consegue ter os momentos dele independente da paternidade.

Enquanto eu, estou deixando de me realizar de outras formas que não se referem à maternidade.

Isso é um erro grave. Amanhã a Iasmin já estará caminhando sozinha e eu não vou recuperar o meu tempo que passou.

Estou cometendo o erro que tanto julgo na minha mãe. Colocando filhos em primeiro lugar e deixando de viver.

E ela ainda me questionou: uma vez por mês agora você tem que ir nestes eventos?

Em outras palavras ela quis dizer: uma vez por mês agora, você não arruma casa, não faz o almoço e deixa a sua filha depois de ter trabalhado a semana toda?

Pena que não somos como os papais e não temos coragem para fazer isso todos os finais de semana. Mas, que bom que tive uma recuperação de consciência a tempo de não perder a palestra.

Mesmo o assunto sendo relacionado aos filhos, era um momento só meu! Não tinha que pensar em trabalho, marido ou casa para arrumar.

Não jogo futebol, até hoje não faço a bendita da atividade física, não tenho um momento de lazer que não seja relacionado à filhos ou família.

A rotina é trabalho e casa, casa e trabalho...(sendo a casa um segundo trabalho também).

Preciso me realizar de outras formas (pelo menos estou tentando que o blog seja uma delas).

E ai vem outro ensinamento da Cris:

“O que faz um filho feliz é (entre outras coisas) uma mãe feliz”.

Matando-me de trabalhar desta forma, chego cansada e estressada o que reflete na Iasmin. Ontem voltei tão em êxtases da palestra que o nosso sábado foi perfeito até o final. Iasmin estava radiante!

Voltando na palestra, “o manual do filho é uma construção conjunta e personalizada” e, ontem aprendi lições que vou acrescentar ao meu manual de ser mãe.

Troquei algumas teorias de lugar, mudei as ordens das prioridades referentes à maternidade e acho que teremos mudanças daqui pra frente. 

Por fim, me surpreendi ao me ver junto com a minha Iasmin em dois trechos de um vídeo que encerrou a palestra com chave de ouro e dizem assim:

“..seus olhos passeiam ansiosos pela volta. E a volta é sempre para ele – ou ela (no meu caso ela)...



“...seu velho (referindo-se ao coração de mãe) vai estar lá (junto ao coração do filho), vivo, judiado de tanta adrenalina (e bota adrenalina na minha vida nestes quase dois anos).


Ser mãe é uma metamorfose! (mudança constante, crescimento, que me deixará mais adulta, mais madura, mais mulher...).

Como já dizia Raul Seixas antes ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

E “nada como um filho para nós apresentar potenciais que nem imaginávamos ter!”.

Foi perfeito!

Chorei, mas, sai de lá com ainda mais forças.

“Esqueci meus medos. E quando vier a tempestade, enxugarei o que chove por dentro e virarei capa para acolher minha princesa com a força de um mundo...”

Afinal:

Pois é: sou mãe!

E mais uma vez obrigada Canguru e Cris por permitirem que eu me conheça melhor!



Até o próximo post!

Rúbia Lisboa

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Em terra de blogueira...

No último sábado tive a honra de ser convidada pela Revista Canguru para participar o Encontro de Mães Blogueiras de Belo Horizonte.

Como contei no último post o “Pois é”, foi criado a partir da minha paixão pela escrita, para ser uma forma de conseguir exercer a minha profissão e principalmente para me dar mesmo que a longo prazo, possibilidades de estar mais próxima da Iasmin.

É um trabalho de formiguinha!

Desde a sua criação venho me inspirando em outras mães que fazem o mesmo e venho tentando trocar figurinhas/experiências com todas as plataformas que se referem à maternidade.

Apresento-me, conto um pouco sobre o blog e ofereço conteúdo em troca de conteúdo, divulgação em troca de divulgação e assim vai.

Em 99% das vezes, nem o não eu recebo e simplesmente sou ignorada!

Fico em uma constante pesquisa de assuntos, sites, aplicativos que possam ser uteis para o nosso dia a dia de mãe e repito: boas histórias, experiências, descobertas e etc., devem ser compartilhadas.

Foi durante estas expedições pessoais na internet que descobri a Canguru e confesso-lhes, foi amor à primeira vista.

Tal como o Pois é, a revista acabou de nascer e quando li sobre a sua proposta me identifiquei completamente.

Então, bora me apresentar! Afinal, o “não” eu já tinha.

No dia 5 de outubro eu fiz o primeiro contato e ao contrário da grande maioria com quem tento uma aproximação, a resposta foi imediata.

Fotos da Canguru
Quase cai da cadeira! Responderam que gostariam de me conhecer e me convidaram para o café das Mães Blogueiras.

“Murri! ”

Pensei: nem blogueira eu sou! Ou será que sou?

O que é ser uma blogueira de verdade?

Se for apenas ter um blog, eu sou!

Se for ter muitos seguidores, não sou!

Se for ter um diário online, eu sou!

Se for ganhar dinheiro com o blog, não sou!

Enfim, preciso comer muito arroz com feijão para chegar lá, mas, a questão era que eu ia participar de um encontro de blogueiras.

Desde então não dormi mais.... (risos).

A começar da pergunta que não queria calar: com que roupa eu ia?!

Se já está sendo difícil ser uma blogueira, imagina entender de moda?!

Nota zero para mim neste quesito, não domino nada! (Minha prima Amanda me salvou e quando cheguei em casa descobri no programa Moda e Estilo que estava de “lide like”, tipo anos 50 com saia midi e rodada, de cintura marcada e estampa de flores – vivendo e aprendendo, né?!).

Tive colapsos nervosos ao saber quais mães blogueiras estariam lá.

Fotos da Canguru
Meu Deus: a Cris Guerra ia estar lá!

A Cris é a Cris! Está bombando na rede, tem mais de 100 mil seguidores. É publicitária, escritora, saca tudo de moda e ao meu ver, a melhor parte do seu currículo é que ela também é mãe.

E ser mãe foi o que permitiu sermos todas iguais durante o encontro. Mãe é mãe e só muda de endereço.

Naquele momento, apesar de chegar sozinha e tímida sem saber nem onde me sentar, o fato de ser mãe me deixou no mesmo patamar que todas presentes. Independente do meu blog ser um sucesso ou do número de curtidas que tenho.

E aí descobri a magia do evento. Me emocionei ao ver a Ivana Moreira, diretora de redação da revista, dizer que estávamos ali por um mesmo proposito. 

Sim! Estamos preocupadas com a educação, bem-estar e futuro de nossos filhos.

E o que mais conversamos no sábado é que “Beagá” carece de espaços que possibilitem discussões no que se refere a criar filhos nos dias de hoje e troca de experiências que visem o melhor para as nossas crianças.

Fui muito bem recebida pela Camila Capone que dentro da revista tem o blog “Viu e Curtiu” que apresenta coisas interessantes e divertidas, que envolvam o universo infantil e digital.

Com Fernanda e Carol
Sentei-me ao lado da Carol, do Blog Dicas da Carol que fala de moda, comportamento e beleza, ao lado da jornalista Fernanda Agostinho do Blog Ciranda, também dentro da Canguru e com a Ana Paula Menegatt e Flávia Fontes responsáveis pelo Seminário de Mães, que aconteceu em julho aqui em BH e morri de paixão por não ter participado (tive algum outro compromisso no dia e faltava-me grana), mas, no próximo eu vou, se Deus quiser.

É, me senti uma blogueira de verdade mesmo que por algumas horas.

Por todas as vezes que fui ignorada ao tentar apresentar o Pois é, o “sim” que recebi da Canguru fez tudo que já caminhei até aqui valer a pena.

Tive que conter as lágrimas durante as falas da Ivana e da Cris e estou tendo que segurar agora também.

Há espaço para todas na rede e sempre que o assunto for os nossos filhos e o futuro que queremos deixar para eles, aí que temos que unir forças mesmo.

Quanto mais mães blogueiras, quanto mais figurinhas trocarmos, mais estamos contribuindo para um mundo melhor.

Começo a semana com mais ânimo do que nunca!

A estrada é longa, mas a persistência é ainda maior.

Obrigada Canguru!

Abraços e até o próximo post.




Vejam todas as fotos do evento na
fanpage da Canguru






sábado, 24 de outubro de 2015

O blog & eu: O primeiro degrau que subimos!

Minha história com a escrita começou na infância. Fui garota de diário, daqueles que comprávamos na papelaria e que vinham com cadeado de coração, mas, que qualquer grampo de cabelo abria.

Era o meu tesouro, tinha prazer em escrever. Para quem ler? Não sabia! O bom era ver eles acabarem logo de tanta história, para comprar um novinho de novo.

Pensava: quem sabe quando eu morrer não seriam transformados em livro?

Minha professora da primeira série me prometeu isso com as minhas poesias. Entreguei todas para ela e depois nunca mais a vi. Se tem livro meu por aí, um dia vou descobrir (risos).

Lembro-me que quando meu pai adoeceu mostrei meu esconderijo de diários só para ele. E disse: “não conte para minha mãe, será nosso segredo! ”

Se ele contou eu nunca soube, se foi lá ler cada um levou minhas histórias contigo.

A internet chegou e o costume de escrever em diários foi deixado de lado. Positiva ou negativamente, o vício passou a ser online.

Muitos criticam a exposição virtual, dizem que confundimos as redes sociais com divãs. Eu não vejo desta forma. Ao contrário do passado em que gostava de guardar os meus “tesouros”, defendo hoje que boas histórias merecem ser compartilhadas.

E assim passei a fazer, seja atuando mesmo que voluntariamente em blogs e jornais dos mais diversos assuntos (ação social, política, família – é, quando criança escrevia o jornal da família), ou seja simplesmente contando a vida como ela é.

Sou uma verdadeira “bico”, penetra, xereta da vida e sempre gostei de transformar em conto ou “causo” algo excepcional que presenciava. (Os amigos mais próximos, vão se lembrar dos meus “Causos do Buzão”)

Talvez esta seja a forma encontrada para mascarar a frustração de não trabalhar na profissão que escolhi para mim. De não me tornar uma jornalista enferrujada e continuar fazendo aquilo que sempre gostei: escrever!

Com a maternidade, ai sim! Agora tenho assunto para o resto da minha vida e se já escrevi sobre de tudo um pouco, porque não?

Assim nasceu o blog Pois é, Sou Mãe!

Meu diário público e online sobre a maternidade.

Para quando eu morrer a Iasmin ter o registro de como foi toda a nossa vida de mãe e filha.

No início este era o único objetivo. Mas, com o passar dos tempos passei a perceber no blog uma alternativa de poder ser mais presente na vida da minha filha. Me espelho em várias mães blogueiras que conseguiram este triunfo.

E mesmo que ainda esteja tudo muito tímido (embora ainda não tenha clareza de quais são os indicadores que me façam ser uma blogueira de verdade) considero-me uma aprendiz de sucesso.

Acredito que estou no caminho certo.

É o que eu gosto e sempre gostei de fazer. Acho que nasci para isso. Sinto-me útil, sinto-me jornalista de alguma forma mesmo que ainda não tenha retorno financeiro para tal. Sinto-me mãe!

Como já disse uma vez: se o blog me der 1% de chance para ficar mais próxima da Iasmin, eu vou lutar por esta chance até o fim.

Hoje subi mais degrau nesta meta de vida.

Entusiasmo e emoção resumem a manhã maravilhosa que tive.

Costumo a usar a frase: “As pessoas não falham, elas desistem! ”

E eu não vou desistir mesmo!

Se Deus quiser, isto é só o começo e segunda-feira conto como foi. (huahauah,suspense!)

Encontro de Mães Blogueira realizado pela revista
Canguru com a participação de Cris Guerra