sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Mamãe, você viu o cabelo dela?

Quem acompanha o blog mais de perto sabe do meu esforço em difundir reflexões contra o racismo e incentivar que nossas crianças se aceitem como são, independentemente de serem baixinhas, gordinhas, magrinhas, negras, com o cabelo liso ou com o cabelo crespo.

É uma batalha difícil uma vez que a mídia cria estereótipos ou padrões de beleza que julgam certos ou errados.

Não existe o certo ou o errado!

Feio ou o bonito.

Cada um é como é e, a aparência não pode ser jamais um motivo para nos tornar inferior ou superior a alguém.

Mas como ensinar isso a uma criança?

Percebi que involuntariamente venho cometendo um erro com a minha Iasmin.

Para incentivá-la a comer feijão, legumes ou frutas sempre usamos a frase:

“Come para o seu cabelo crescer! ” (Quem nunca?)

E talvez, de tanto usarmos esta frase ou de tanto a Iasmin ver ao seu redor cabelos diferentes ao seu, agora é ela quem nos surpreende com as perguntas:

“Mamãe, você viu o cabelo dela? ”

“Olha mamãe o cabelo da princesa! ”

“ Que bonito o cabelo dela! ”

“Mamãe, vamos pentear o seu cabelo? ”

Quando eu era criança, não gostava do meu cabelo. Era muito difícil entender porque todas as minhas coleguinhas tinham cabelos longos e só eu que não.

Se eu contar todas as minhas transformações, vocês vão rir das tragédias pelas quais meu cabelo já passou na busca de tentar ser igual ao que eu via na Tv ou na escola (vou pensar se até o final deste post crio coragem para postar as várias Rúbia’s que já fui).

Cortei curtinho (preciso criar essa coragem de novo), usei todos os tipos de relaxamentos possíveis, usei trancinha de plástico, até chegar nos alongamentos que eram o que me deixava mais satisfeita, mas, que não era meu!

Já contei aqui no Blog que resolvi tirar justamente para não criar uma falsa expectativa na Iasmin.
E ela está crescendo com um cabelo maravilhoso e cabe a mim ensina-la que ela tem toda a liberdade do mundo para ser o que é.

Meu cabelo minha identidade, não é assim que funciona?!

Foto pessoal: "Não quero brincar
com essas bonecas!"
E que este seja o lema da minha pequena, que já é muito vaidosa e passa horas na frente do espelho...
Ser natural é uma questão de coragem!

Na verdade, hoje vai muito além disso:

É um movimento político, levantar uma bandeira com orgulho e combater o preconceito.

Ainda vou realizar o sonho de presentear a Iasmin com bonecas negras.

Fico eufórica quando vejo algum lançamento e sinto muito por minha filha só brincar com bonecas loiras de olhos azuis.

Mas, temos primos maravilhosos, com cabelos mais lindos ainda, e que sem sombra de dúvidas já são exemplos para minha pequena.

Que ela cresça com a certeza de que não faz parte de uma minoria e sim, de um lindo povo que até então se escondia, mas, que aos poucos tem descoberto o seu valor, a sua importância na sociedade e que está se “empoderando” cada vez mais para provar que #duroeoseupreconceito.

E que eu também consiga me tornar um exemplo para minha filha (aos poucos estou me livrando da chapinha, ráh!)


Por mais bonecas como essas.Nós queremos!
Iasmin e alguns dos seus lindos primos.

Um pouco das várias Rúbia's que já fui
Até o próximo post!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

E lá se foi o nosso Carnaval...

Foto Pessoal: Baby Maravilha
Tudo que é bom dura pouco e assim foi o nosso carnaval!

Quatro dias perfeitos e em família....estávamos precisando de um momento assim.

A vovó foi para um sitio e a folia ficou por conta do papai, mamãe e Iasmin.

A grana estava curta para viajarmos também e ai o desafio foi se divertir sem sair de casa ou gastando quase nada.

Estou encantada com a evolução do carnaval mineiro. Na verdade com o carnaval de BH mais precisamente, pois, o carnaval do interior de Minas sempre “bombou”.

Agora aqui na capital era um deserto e não se via uma viva alma.

Vi nos noticiários que foram nada mais nada menos do que 1,6 milhão de foliões nas ruas de “Beagá”.

Olha que lindeza!

E assim nos encontramos nos blocos ou eventos que identificamos com a nossa cara.

Bloquinhos infantis não faltaram por aqui. Meu pesar foi apenas pelo fato deles se concentrarem na zona sul.

Mas, de última hora surgiram opções aqui na zona norte e nós marcamos a nossa presença! (não fui em todos que queria mas, valeu!)

Iasmin continua na fase do medo e crise dos dois anos e se assustava com tudo quanto é máscara ou pessoa fantasiada.

Até no bailinho da escolinha chorou e se acanhou enquanto não se acostumou.

Duda e Iasmin
A parte boa é que a Duda voltou e ai sim, tivemos uma “Vida Divertida” desde a sua chegada...

A mãe dela desistiu de tira-la da escolinha e amizade dessas duas continua a todo vapor e nos renderá boas histórias.

Passar um dia de Carnaval com elas foi magnifico e como sempre resultou em lindas fotos.

Demos um fugidinha  de um dia no sitio em que a vovó estava e voltamos com direito a um trio só nosso e sem sair de casa, onde Iasmin se esbaldou de baianinha.

De Baby Maravilha à baianinha!

Como disse, a vantagem do Carnaval é que nele podemos ser o que quiser...

E nele eu senti o gostinho do que realmente quero ser: mãe, esposa e dedicar a maior parte do meu tempo à minha família.

Como foi bom ficar mais próxima daqueles que amo e fazem a minha vida valer a pena.

Sem preocupar com relógio, sem a dor da despedida ou da ausência.

O Carnaval me fez sentir realizada mesmo que por apenas quatro dias.

Permitiu-me refletir sobre o que realmente me faz feliz...

E quem sabe desta reflexão não surgem novas decisões, escolhas ou caminhos?!

Não dizem por ai que a vida no Brasil só começa depois do Carnaval?

Talvez, uma nova vida comece pra gente a partir de agora...

Eu tomo posse!

Enquanto aguardamos as cenas dos próximos posts, fico na doce lembrança de um Carnaval incrível....

Segue as fotinhas tiradas “By Mamãe”...



Nosso carnaval foi em um "Encontro com Fernando Sabino"

Baby Maravilha em ação! Detalhe:
A fantasia foi da mamãe :)






"Baianinha"


Fotos Pessoais



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Com vocês, na passarelaaaaaa... Iasminnnnnnn!

Crédito das fotos ao concurso.
O post de hoje é uma dívida antiga minha com vocês, na verdade dívida do ano passado quando (para aqueles que se lembram) eu postava fotos da Iasmin participando de um concurso de moda.

Esperei o concurso acabar para poder contar tudo.

Explico: por um motivo ético e obvio não queria que o blog influenciasse no resultado da minha pequena positiva ou negativamente.

Esperei também ter todas as fotos na mão para poder ilustrar as aventuras da Iasmin na passarela e só conseguia ter cada cd de fotos, após um mês de cada desfile ou etapa que a ela continuava no concurso.

Primeira pergunta:

Porque submeter a minha pequena a um concurso de moda sendo tão pequena?

Única e exclusivamente por desejo e curiosidade de mãe....ou egoísmo de mãe.

Sim! Pensei em mim no primeiro momento. Queria saber como funcionava este mundo da moda, queria ter assunto para o blog, queria ver a minha filha chegar lá.

A mãe que não acha o seu filho o ser mais fofo do mundo ao ponto de sair em revistas ou comerciais que atire a primeira pedra.

É paguei língua de novo.

Segunda pergunta, ou melhor, esclarecimento:

Foi um concurso pago!?

Sim! Todos os participantes pagam por este concurso.

A agência organizadora sempre explicou os motivos: gastos com produção, locação de espaço, divulgação, premiação e etc.

Por isso, se você tem interesse que seu filho participe das próximas edições reserve uma boa grana.

Por fim, a pergunta que não quer calar:

E ai? Como foi participar?

A resposta vai ser longa, afinal foi uma aventura e tanto!

Na primeira etapa Iasmin teve que participar de uma sessão fotográfica.

As fotos sempre eram mais fáceis, considerando o fato de que a mãe da Iasmin é metida à fotografa e faz a menina de cobaia quase que 24 horas por dia.

Resultado?

Ela foi aprovada!

Ai veio à segunda etapa, aquela em que eu me senti a pior mãe do mundo:

O desfile!

Iasmin ia andar em uma passarela acompanhada de uma estranha?

Jamais!

“Meu Deus! O que estamos fazendo aqui? Minha filha vai chorar, vai apavorar, não vai querer entrar e só está nesta barca furada por um desejo meu!” – eu pensava com as pernas tremulas enquanto esperávamos no backstage ela ser chamada na passarela.

E foi!

“Senhoras e senhores com vocês na passarela: Iasmin”

Ela nem esperou acabar de ser anunciada e já estava puxando a mão da sua acompanhante, para explorar a passarela.

A minha boca foi parar no meu pé!

Minha filha com um pouco mais de um ano, de a mão a uma desconhecida, desfilando?

Não pude acreditar!

Meu coração parecia que ia pular pra fora de tanto orgulho que eu estava.

A danadinha fez bonito!

Neste dia tive a certeza que não conhecemos em nada os nossos filhos e que eles nos surpreendem a todo o momento.

E ela passou de novo para a próxima etapa.

O que também é previsto pelos os organizadores.

Afinal, como desclassificar um bebê?

Todos são fofos e merecem. Nós mães que colocamos os nossos filhos em um pedestal.

Próxima etapa?

Mais fotos, mais desfile, mais gastos.

Newborn(?)
Fiquei um pouco na dúvida neste momento, pois, alegaram que com os bebês de até quase dois anos seria feito um ensaio newborn.

Eu metida a fotografa fiz o newborn da Iasmin quando ela estava com sete dias de vida e, pelo meu conhecimento leigo em fotografia sei que este é objetivo deste tipo de ensaio.

Ficava me perguntado como seria estas fotos para bebês com mais de um ano.

Bom: foi um cesto um pedaço de tecido, o bebê dentro e estava pronto o newborn....

(cri...cri...cri)

Foi um custo segurar a Iasmin dentro do bendito cesto, mas as fotos fluíram bem também.

Chegou o segundo desfile, e ai quem diria, já estávamos na semi-final!

O que fez o meu desespero vir à tona outra vez...

Agora as mães iam acompanhar os seus filhos na passarela.

Jesus apaga a luz!

Eu não sentia minhas pernas mais! Me imaginei caindo, tropeçando na minha filha, ela chorando e eu sem saber o que fazer lá de cima, tive dor de barriga na véspera, pensei em desistir.

Não! Se chegamos até aqui vamos até o fim!

Lá vamos nós outra vez!

Acho que apertei a mão da Iasmin com tanta força, que no meio da passarela ela parou e começou a se contorcer querendo se soltar.

Pensei: ela vai fazer uma pirraça aqui e agora!

Soltei!

Ela correu!

Todos riram!

Carrego ou não carrego?

Ela voltou!

Fez carão para os flashes e fez o percurso de volta desfilando feito uma mocinha.

Caminhei atrás dela naquele pensamento: corre mesmo, pois, quando eu te pegar sua danadinha...

Não queiram imaginar a minha cara de “bocó” enquanto ela estava se divertindo.
Na final morta de cansada

Apesar de tudo isso, ela ainda foi classificada para a final.

É um parto gente! Quase um ano de concurso.... E eu não aguentava mais, financeiramente e emocionalmente.

Sorte dos bebês que não fazem a mínima do que está acontecendo enquanto nós mães, estamos nos descabelando (...)

Na final não teve nova sessão de fotos. Era só o desfile e amém. Ou vai ou racha!

Já estava ótimo ter chegado até ali.

Não criei expectativas para que Iasmin ganhasse.

Confesso que desde o começo tinha uma opinião formada sobre negros no mercado da moda e ela não mudou (para bons entendedores, meia palavra basta). Apenas paguei para ver...

A final de qualquer concurso em nossas vidas é sempre muito tensa!

As mães estavam quase se matando, a espera parecia não ter fim, e os bebês estavam exaustos.

Jamais vou esquecer da neném que dormiu profundamente minutos antes do desfile e a mãe quase a virou do avesso para acordá-la no momento de entrar na passarela.

Com a Iasmin não foi diferente.

Estava muito irritada e não quis andar desta vez. Fez todo o caminho no meu colo e nas tentativas frustrantes de coloca-la no chão ela grudava nas minhas pernas.

Assustou com a quantidade de pessoas e por pouco não começou a chorar.

Obvio que não ganhou!

Valeu a pena ter participado?

Sim pelo fato da minha filha ter me surpreendido do começo ao fim e ter me dado à oportunidade de conhecê-la melhor (foram momentos únicos entre nós duas que jamais vou me esquecer). Não por ela ser tão pequena.

Acho que na idade dela é muito desgastante a partir do momento que não se trata de uma vontade própria (mesmo que se tivesse ganhado).

Se lá na frente, quando ela estiver maior e quiser participar novamente, eu darei todo apoio e pagarei o que for para que ela (e não eu) se sinta realizada.

Hoje Iasmin está no casting e contato de algumas agências de moda de Belo Horizonte, já participou de um remunerado e caso surjam novas oportunidades vamos avaliar dentro dos limites dela que ainda é apenas um bebê.

Só seguiremos a diante se ela estiver confortável ou quando tiver maturidade para dizer se é isso que realmente quer.

Muitas pessoas já me pediram indicações de agências.

Já fiz uma postagem a respeito e não tenho uma preferida, ainda.

Deixo no final deste post o link de algumas que conheci ao longo desta aventura.

Pesquisem!

Estamos falando de um mercado que envolve dinheiro, glamour, cinco minutos de fama, mas principalmente a integridade de nossos filhos e eles sim são o nosso bem mais precioso.

Hashtag #ficaadica!

Até o próximo post!



Créditos da fotos: Concurso New Look
Agencias e Produtores que conheço:

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Iasmin em: O Show da Luna


Fotos Pessoais
Sabe porque gostamos da Luna?

Primeiro porque ela é brasileira, segundo, porque a partir da sua curiosidade natural, comum à todas as crianças da mesma idade, ela consegue ensinar e muito aos nossos filhos.

Nem preciso comentar o quanto a música principal é contagiante e não somente os nossos pequenos, mas a gente também se assusta cantarolando “eu quero saber” no trânsito, no trabalho, no chuveiro, a qualquer momento ou em qualquer lugar.

A Luna estreou em 2014 e já é considerada sucesso absoluto. Convive muito bem com o seu irmão Júpiter, come verduras e outras comidas saudáveis, é educada, lúdica, criativa, simples e eu poderia ficar aqui até amanhã elogiando a menina meiga que conquistou nossos corações.

Iasmin desde pequena (como se ela já fosse enorme, rsrsrs) se encanta por desenhos mais musicais. Ficava hipnotizada na abertura e até hoje para o que estiver fazendo quando escuta aquele assobio de longe.

Graças a Deus sempre preferiu a Luna do que a Peppa Feiosa (Sim! É assim que chamamos a porquinha rosa “bobinha” lá em casa – assunto para um outro post).

Iasmin gosta tanto da Luna que não acreditei quando soube que ela viria de graça em um shopping aqui de “Beagá”.
Pausa para elogiar, afinal o Blog não é um carrasco que só critica os outros:

Quem nos acompanha a mais tempo, sabe da minha briga com os preços absurdos dos eventos infantis e com a falta deles comparando à outras grandes capitais e até mesmo regiões mais nobres de nossa cidade.

Como fico feliz quando surgem oportunidades com fácil acesso e gratuitas.

Porém, “eu quero saber, quero muito saber! ”

Porque as crianças choram quando estão próximas dos seus personagens preferidos?

Iasmin batia palma, fazia festa e cantava as músicas, mas, de longe!

Era chegar perto que o berreiro começava. Como pode?

Nem com as estatuas dos personagens ela quis tirar foto.

Pode isso?

Quero propor ao Show da Luna um episódio “porque as crianças choram” quando estão perto de algo que na teoria elas gostam?!


Se alguém souber, por favor, me explique.

E não era choro de emoção, era choro de terror, de medo, de socorro...

As fotos?

De tão trágicas ficaram cômicas!

Fiquei na dúvida em fazer ou não este post: seria expor minha filha ao ridículo?

Não sei...

Pois, crianças choram sim! Tem medo sim! Fazem pirraça sim! E seria muito “falsiane” da minha parte dizer que minha Iasmin fica 24 horas sorrindo como a Luna ficou e aturou aquele monte de crianças em um shopping lotado.

Enfrentamos fila, empurra empurra, senhas esgotadas, tudo para chegar perto da Luna e a Iasmin chorar...

Jesus apaga a luz!

Outro dia li alguma coisa que dizia: “Não force seu filho a tirar foto com o Papai Noel”.

No Natal Iasmin disse que não queria e respeitamos a sua escolha.

Agora com a Luna não consigo entender o que aconteceu, já que ele gosta tanto do desenho.

Acho que é valido o registro para que lá na frente ela saiba e se divirta (ou tenha vontade de nos matar por ter tornado público este fato) que em um determinado dia, ela literalmente saiu correndo ao ver o seu personagem preferido de perto...

Eu quero saber...

Solta o som Dj!

Não poderia terminar este post sem a melhor música dos últimos tempos....


domingo, 24 de janeiro de 2016

O primeiro dia na aula de natação

Fotos by Papai
Desde o ano passado Iasmin está na fila de espera para fazer natação.

Graças a Deus, na última semana recebemos a ligação que a vaga dela tinha saído.

Estávamos radiantes!

A geração da Iasmin é tão elétrica que sempre acreditei e defendi que uma atividade é indicada o quanto antes. Seja algo relacionado á música, dança ou esporte.

Sem contar nos benefícios para a saúde.

No caso da natação, é comprovado que  os bebês melhoram sua coordenação, equilíbrio, força muscular (já acho a Iasmin forte pra caramba), relaxam, ganham apetite e dormem melhor.

Fato!

Estou escrevendo este post em um domingo, são 16:36 e Iasmin está dormindo desde meio dia.

Sábado foi a estreia dela!

A vovó comprou um biquíni fofo da Minnie, uma touquinha rosa toda estilosa, fora o roupão da Peppa que Iasmin se acha quando veste ele.

Ficamos na expectativa a semana toda.

O combinado era papai entrar com Iasmin, mamãe fotografar a primeira aula e nas próximas aproveitar a ida à academia para também fazer um atividade física.

Só que não!

A guerra começou no momento de colocar a touca. Iasmin não aceitava por nada, até que por fim a professora abriu uma exceção e deixou ela iniciar sem.

O papai entrou na piscina!

Iasmin começou a berrar, mas, a berrar, a berrar...que ficamos sem reação!

Fui até lá e a entreguei para o papai naquele momento em que a comparação é inevitável:

Todas as crianças se divertindo e só seu filho aos prantos.

Abre aspas para a mamãe:

Mamãe estava com uma calça de ginastica, uma camiseta e a maquina fotográfica.

Jamais imaginaria que teria que entrar na água. Não levei biquíni, maiô, nada!

Fecha aspas!

Se são 45 minutos de aula, uma hora de aula não sei, acho que Iasmin chorou 40.

Não consegui tirar uma foto se quer.

Só não pulei na piscina, pois, lembrei que não estava com a roupa apropriada.

Mais do que depressa fui até a recepção da academia e pedi a moça um maiô.

Troquei de roupa correndo e ai sim pulei na piscina.

Se não estava confortável para ela, imagina o meu desespero.

Fui acalmando, brincando, mostrando que as outras criancinhas estavam nadando, ela começou a querer imitar e bater as perninhas e a aula acabou...

Foram nem 10 minutos direito, mas o suficiente para registrar o pouco tempo que ela enfim sorriu no seu primeiro dia na natação.

No final a professora nos deu um crédito e explicou que é assim mesmo: ela vai pode estranhar no inicio, mas, logo se acostumará.

Que o tempo todo que ela chorou ela me procurava ao redor da piscina. Não que o papai não seja a pessoa adequada, mas, os bebês percebem nas mães mais segurança quando estão diante de um novo desafio.

A prova é que ela só parou de chorar depois que eu entrei na piscina.

No próximo sábado ou que eu entre com ela e seja assim até ela se acostumar ou que não deixe notar a minha presença.

Sim! Longe da gente eles se virão e se comportam de outra maneira.

Estamos utilizando o método matronatação que é justamente a natação com os pais onde, devemos mostrar segurança aos nossos filhos.

Tá vendo? Mais do que explicado agora!

Sábado que vem esperamos que seja diferente...

Segue agora mais alguns benefícios da natação para os nossos pequenos e as fotos que são créditos do papai.

Foram menos de dez minutos, mas, o papai está começando a pegar o jeito na fotografia. Afinal o blog está crescendo e vou precisar aumentar a equipe (risos)

Benefícios da natação

- Desenvolvimento psicomotor. Melhora a coordenação, o equilíbrio e o conhecimento do espaço. Aumenta a força graças aos exercícios musculares, fazendo com que exista um desenvolvimento prematuro nas habilidades psicomotoras tais como gatinhar e caminhar.

- Fortalecimento do sistema cardio-respiratório. É benéfico para a condição cardiovascular e, dessa forma, melhora a resistência do bebé. Amplia a capacidade do seu sistema respiratório e a regulação adequada à sua circulação sanguínea.

- Relaxa a criança. Os exercícios suaves combinados com a água a uma temperatura agradável relaxam o bebé, estimulam o seu apetite, aumentam o apetite e fazem com que a criança durma melhor e, como consequência, melhora o seu carácter e comportamento.

- Reforça a sua segurança e a sua independência. O bebé sente-se mais seguro e desfruta muito aprendendo a nadar ao sentir que os seus pais têm a sua atenção concentrada nele. Aumenta o seu sentimento de independência e de auto-confiança.

- Aumenta o coeficiente intelectual. Está demonstrado que os bebés que fizeram natação nos primeiros 2 anos de vida desenvolveram uma percepção maior do mundo que os rodeia. A água estimula a capacidade de brincadeira da criança e isto repercutirá positivamente nas futuras aprendizagens.

- Desenvolve as habilidades vitais de sobrevivência. Aprendem a ultrapassar dificuldades, o que mais à frente utilizarão no dia-a-dia para serem mais autônomos.

-  Ajuda na socialização. Estimula a confiança em si mesmo e, dessa forma, melhora a comunicação com os outros. A convivência na piscina com as outras crianças ajudará o seu filho a relacionar-se melhor, para além de aprender a compartilhar e a realizar atividades junto a outras pessoas.

- Fortalece o seu sistema imunitário. São crianças que não sofrem tantos resfriados, otites, etc. Isto porque o seu sistema acostuma-se a uma série de circunstâncias.






Até o próximo post.

Fonte: Todo Papás

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Ainda sobre os 30 Anos: Fibroadenoma da mama, já ouviu falar?

Sabrina Silva
Aproveitando a deixa dos meus 30 anos quero compartilhar com vocês um assunto que deve ser do interesse de todas nós: fibroadenoma da mama, sabem o que é?

Por mais que a nossa genética aponte a possibilidade de um possível câncer, mulher nenhuma está preparada para este diagnóstico.

Imagine se ele vier antes dos 30 anos?

No Brasil, não há estatísticas sobre o câncer de mama precoce, mas pesquisas norte-americanas mostram que aproximadamente 7% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama têm 40 anos ou menos. Se reduzirmos nossa análise para 30 anos, esse percentual será ainda menor.

O fibroadenoma da mama é um tumor benigno que surge frequentemente em mulheres com menos de 30 anos como um nódulo duro que não causa dor ou incômodo e é semelhante a uma bolinha de gude. Geralmente não se torna um câncer e sua malignização é um evento raro.

A Sá ou melhor, Sabrina Silva é minha “prima-amiga-irmã” (ainda não achei no dicionário um termo que defina a nossa relação pois, ela é tudo para mim e ainda madrinha da Iasmin) passou por esta experiência aos 27 anos e veio contar para gente como é o fibroadenoma e, principalmente deixar um alerta para todas nós.

(Minha primeira entrevista oficial no blog J)

“Meu nome e Sabrina Silva tenho 30 anos recém completados em novembro de 2015, sou recém-casada e mãe da Lola - SIM sou mãe de cachorro com muito orgulho. Trabalho na área administrativa e financeira a uns bons anos e tenho uma vida rotineira como todas nos. Venho contar para vocês como descobrir um bicho de sete cabeças ou melhor 7 ou mais nódulos na mama. Sim tenho 30 anos mais desde os 27 já sei da existência deles, e para você que já começou a rezar 10 ave marias eu não vou morrer !!!!”

De onde surgiu a ideia de fazer o toque durante o banho uma vez que a maioria das moças nesta idade não tem este habito?

Nem eu tinha esse habito, foi uma surpresa coisa do destino mesmo.
Em janeiro de 2014 numa quarta-feira muito feliz pois, havia tirado a carteira de habilitação, a noite após o trabalho, fui tomar meu banho como de costume , em meio sabonete e espumas quando passei a mão ao lado da mama esquerda senti uma bolinha (tipo bola de gude) meu Deus!!! O chão do banheiro parece que desmoronou! Não contei para minha mãe por medo mesmo de assusta-la e falei somente com meu marido na época namorado.

Por que decidiu ir ao médico?

De imediato já comecei a pesquisar na internet o que seria e as mensagens não eram positivas, então no dia seguinte marquei a mastologista. Tenho plano de saúde mais nos dias de hoje não se tem consultas para serem agendadas tão rápidas. Então esperei por uma loooonga semana. Não tinha referência nenhuma da doutora que havia escolhido e foi na sorte mesmo.

Quais foram os procedimentos após a primeira consulta?


Chegando ao consultório todos os meus medos se multiplicaram já que optei por não contar para minha mãe e tive que ir sozinha, uma vez que o Lê estava no trabalho e não teve como me acompanhar.
A consulta é como rotina mesmo: perguntas de doenças familiares (meu pai faleceu de câncer no pulmão) histórico se já fez cirurgias e outras perguntas. Depois a Dra pediu para tirar a blusa e o sutiã e deitar na maca.
Ela fez o exame de toque e me disse:
“Tem outro aqui olha, é maior!”
Gente pensei: “Estou é com os dois pés na cova mesmo” (brincadeirinha).
Com a descoberta desse outro nódulo e com proporção maior ela optou por fazer a punção neste para enviar material para biopsia.

Como foi receber o resultado?

fibroadenoma retirado
Voltei ao consultório 15 dias após a primeira consulta para receber o resultado da biopsia, ainda sozinha pois queria ter a certeza que não era nada grave.
A Dr.a me explicou que estess nódulos que agora tem nome: fibroadenoma são mais normais do que imaginamos e que não era Câncer..(Isso que queria tanto escutar).

Qual foi o tratamento?

Quando descobri fazia ultra-som de 6 em 6 meses agora já faço o controle anual (como o Papanicolau na ginecologista). Dessa forma a Dra. Verifica se teve alteração de tamanho, local e etc. Desde então não tive mais alteração nenhuma.

Qual é o conselho para as moças com a mesma idade que você?

Meninas e meninos (sim homens também) faça o auto - exame da mama seja na hora do banho ou em outro momento em que estiver com mais tranquilidade. Conheça o seu corpo e isso fara muito bem a você. Não é por que tenho vinte e poucos anos que não tenho que ir ao médico, precaução é sempre bom!

Viram meninas?

Imagens da Internet
Já postei aqui no Blog alertas quanto a prevenção do Câncer de Mama e em outubro este assunto sempre ganha mais destaque na mídia. Mas, atenção à saúde da mulher é algo que devemos ter o ano todo e nunca é cedo demais para começar.

Obrigada Sá pela coragem em tornar pública a sua experiência e que sirva de exemplo para muitas moças antes mesmo de completarem os seus trinta anos.

Até o próximo post!


Fontes:
http://www.mamorad.com.br/exames/saude-da-mulher/
http://www.tuasaude.com/fibroadenoma-da-mama/

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Pois é; Trintei!


Agora sim: 30 anos e um dia!

Nem deu tempo de postar ontem, mas, enfim comecei a subir a serra.

Fazer uma retrospectiva destes 30 anos de vida é inevitável.

De uma infância feliz, com direto à casinha na arvore, brincava de “Patrulha Salvadora” com os meus primos, porque sempre quis ajudar ao próximo. Não existia a Luna na minha época, mas, eu já fazia o show da “Rubiana” no banheiro e cantava horrores para a minha sombra.

De repente cismei de brincar de secretária do Presidente (afs!) e, por fim, virei jornalista ainda pequena e escrevia o jornal da família. Gostava tanto de escrever que fazia as peças de teatro para junto com os primos apresentar no Natal.

Cresci mais um pouquinho e meu pai se foi. Comecei a trabalhar aos 12 anos em uma lojinha da minha rua e receber 50 reais para levar um menino na escola. Com este dinheiro comprei meu primeiro celular, aqueles tijolões que a gente pendurava na cintura e fazia questão de exibir (mico!).

Cresci mais um pouquinho e veio os primeiros namoricos. Nunca fui nenhuma especialista na arte da sedução e tive poucos namorados. Queria festa de 15 anos com direito à valsa (para dançar com eles é claro), mas, não rolou.

Curtia um samba, mas, minha mãe só deixava eu ficar até as 19 horas. Logo agora que a brincadeira estava ficando boa!?

Fiz fã cube para grupo de pagode (mico de novo) e aí me desiludi (como nas músicas de antigamente mesmo, que eram mais sofrência do que as de hoje, e a coreografia era dois pra lá, dois pra cá e uma sambadinha) e fui me arriscar nas terras do forró. “Eita” xote gostoso e saudades desta época!

Ainda na “aborrencência”, estilhaços da minha infância voltaram a se refletir em minha vida. Da “Patrulha Salvadora” fui trabalhar em ONG, do “Show da Rubiana” e das peças no Natal fui fazer teatro, de “Secretária do Presidente” fui trabalhar com político, e de tanto gostar de escrever jornal de mentirinha fui fazer Jornalismo de verdade.

No amor também descobri uma ironia do destino. Meu atual marido já me conhecia de vista desde os meus 12 anos de idade em que eu desfilava com o celular tijolão e comandava a coreografia no pagode (aquele momento que você cava um buraco enfia a cabeça, pois não está mais pagando um mico e sim um King Kong). Eu nunca tinha notado a sua presença ao meu redor e por acaso nossos caminhos se cruzaram e ele me ganhou ao dizer que o meu “sorriso era a coisa mais linda”.

Quem diria que ia dar em casamento não?

E destes 30 anos de vida, quase a metade ele está ao meu lado....

Passamos por poucas e boas juntos, momentos tristes e alegres. Deixamos para trás amigos que a vida já nos levou mesmo ainda tão jovens.

Sim! Perdi meu pai, minha avó, tios e tias, alguns amigos e meu melhor amigo. E se tem uma coisa nesta vida (ou após a vida) que ainda quero é que um dia a gente possa se encontrar.

Assim crescemos e aos meus 28 anos recebi a joia mais preciosa que a vida poderia me dar: minha flor de Iasmin.

E antes dos 30, quem diria: “Pois é; Sou Mãe!”

E que eu consiga viver mais 30 anos para poder ver a minha filha crescer.

Chego à conclusão que realmente nada é por acaso e tudo está escrito.

Minha vida segue uma ordem cronológica certinha dos fatos. O que sou hoje é fruto legitimo das minhas brincadeiras de criança do passado.

Aquilo que mais me marcou na infância é o que mais reflete na minha vida adulta.

Acho que é por isso que dou tanto valor para uma criança e aí mais uma coincidência, olha eu aqui com vocês e com este blog único e exclusivamente voltado para os nossos pequenos.

Meu destino já estava traçado.

É isso que sou e é isso que gosto de fazer.

Como será daqui pra frente?

Não faço a menor ideia!

Mas, confio que o “Cara lá de Cima” já escreveu certo por linhas tortas.

Cenas dos próximos posts...

Afinal; “Pois é,Trintei!”
Foto Pessoal