Mostrando postagens com marcador sentimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sentimento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Mãe (ou pai) de menina

Foto Pessoal
Quem acompanha o blog a mais tempo está careca de saber o quanto me castigo por ficar tantas horas longe da minha Iasmin e que a prova maior disto foi que “mamãe” foi uma das últimas palavras pronunciadas por ela.

Chegava em casa e a encontrava dormindo e consequentemente o seu contato sempre foi maior com o papai, com a vovó e as tias da escolinha.

Graças a Deus isto tem mudado! Ela está dormindo bem mais tarde (o que devemos policiar) e tem ficado muito apegada a mim (sentia falta deste contato de mãe e filha) que estou amando. 

Já li o livro Criando Meninas da Gisela Preuschoff e hoje ao foliar algumas páginas me prendi à detalhes que até então não tinha dado tanta importância e agora achei tão interessantes ao ponto de compartilhar com vocês (mas indico a leitura do livro na integra).São eles:


  • Teoria do Apego (John Bowlby, década de 50): As crianças só desenvolvem ao máximo sua capacidade quando possuem uma ligação confiável e segura com pelo menos um adulto que sirva de modelo.
  • Complexo Materno Positivo (Verena Kast): Trata-se do primeiro, íntimo e agradável elo com a mãe (acho que Iasmin e eu estamos começando o nosso agora, depois da separação causada pelo fim da licença maternidade).
    Foto Pessoal
  • As garotas que são formadas por um complexo materno positivo acreditam em seu direito de existir, são criativas e “vivem e deixam viver”.
  • A maioria das mulheres bem-sucedidas conviveu com um pai que ensinou a independência e a autossuficiência. Elas se referem ao pai como alguém inteligente, ambicioso, ativo e tolerante.
  • Autoestima elevada é a melhor proteção que você pode oferecer à sua filha. Boa autoestima significa acreditar na própria importância e no próprio valor, independentemente da aparência e do desempenho.
  • O pai pode fazer muito pela autoestima da filha. Quando a menina se sente amada, respeitada e considerada pelo pai, recebe muito mais do que caberia em um porta-joias antigo.
  • Quando pequenina, a sua criança se sente amada e valorizada se você cuida dela, acaricia-a e a pega no colo, se fala com ela, se ouve o que ela tem a dizer e leva a sério suas necessidades.
  • Para as mães de adolescentes, no que se refere à gravidez na adolescência, lembrem-se que “o seu estilo de vida influi decididamente na decisão da sua filha – engravidar ou não. Os filhos de mães adolescentes tendem a se tornar também pais e mães adolescentes ” – Steve Biddulph.
  • Quando você respeita a sua filha e lhe dá atenção, ela desenvolve todos os dons que traz em si.
  • As filhas comparam o pai com todos os homens com quem se relacionam. Quando pai e filha mantêm um relacionamento bom e próximo, ela quase sempre escolhe um marido parecido com ele (Fato! Aconteceu comigo e meu marido lembra muito o meu pai).
  • A relação mãe-filha às vezes é conturbada (a minha com a minha mãe é até hoje) mas, pode melhorar, se a mãe prestar atenção à bagagem que traz da infância (espero ser diferente com a Iasmin). 
Os conflitos mais comuns entre mães e filhas são (peguei aqueles que mais me identifico): 


  • A falta de respeito na adolescência quando a filha quer mais privacidade e a mãe por exemplo, não respeita a suas escolhas (eu e minha mãe nesta época éramos vulcões em erupção).
  • Chantagem emocional: Muitas mães ficam perdidas quando não conseguem controlar suas filhas e, então, apelam, falando dos sacrifícios que fizeram por elas a vida toda (escuto esta ladainha até hoje). 
  • Disputa na criação dos filhos/netos: A avó acha que sabe tudo sobre o neto. E a filha não quer ouvir os conselhos da mãe. (O que mais escuto é: você não fica com ela, então não sabe!)

Ser mãe de menina é mágico (e de menino também) mas, para nós mulheres, ter uma menina significa que vamos participar e nos emocionar com os momentos mais marcantes de nossas vidas outra vez.

Encerro com algumas perguntas: Que tipo de mulher minha filha deve vir a ser? Qual é o meu papel na sua educação e no seu futuro? Que ideia nós fazemos de uma menina? Você que não tem uma filha, já desejou ter uma? Por quê? O que desejamos para a nossa filha?

Reflitam a respeito! Eu estou em uma reflexão e aprendizado constante desde que soube que seria mãe de menina.
Papai e eu nos olhamos ao sair da sala de ultrassom e nos perguntamos: “e aí”?


O nome veio sem nenhum combinado anterior: “Que venha a Iasmin! ”


E a nossa vida nunca mais foi a mesma e nos reserva muitas surpresas ainda...

Ganhei o livro “Criando Meninas” no meu aniversário e chá de fraldas da minha tia Edna, com a seguinte dedicatória:

“Rúbia,
Arriscar de vez em quando, faz a vida valer a pena...”

Acho que isso resume tudo!

Como está valendo a pena!

Até o próximo post.

Fontes:
Livro:Criando Meninas - Para Pai e Mães de Verdade! 
Biddulph, Steve - Fundamento

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pois é: Lá se foi à primeira Copa do Mundo da Iasmin (e de todas as crianças brasileiras)

Não foi desta vez que a Iasmin viu o Brasil ser Campeão. Mas, para a minha sorte ela ainda não entende estas coisas.

A eliminação da Seleção Brasileira por 7 a 1 pela a Alemanha está repercutindo como o maior vexame da história do Mundial e deixou as nossas crianças inconsoláveis.

Diversos jornais, sites e revistas, publicaram imagens dos pequeninos aos prantos ao presenciarem a goleada aqui em nossa casa (Mineirão/BH).

Por mais que se fale que "o que vale é competir", todo mundo quer mesmo é ganhar. Porém, o importante é que a criança entenda que o jogo pode levar a derrotas e frustrações mesmo.

Para especialistas, é essencial que os pais e cuidadores ajudem meninos e meninas a darem um novo significado ao placar negativo, oferecendo-lhes a expectativa da esperança e explicando-lhes que outras Copas virão e poderão ser vencidas.

Conversar com a criança ajudando-a entender que ninguém consegue ganhar sempre e que perder é natural, é de fundamental importância para que ela não desista e tenha determinação em outras questões de sua vida.

A dica é dizer que:
  • ·    Perder é chato, mas que isso não significa que ela vá perder sempre, e que ela pode pensar em uma estratégia para ganhar da próxima vez.
  • ·         Explicar que adultos também perdem, mas que com o tempo aprendem a lidar com isso. Você pode contar alguma situação real em que você perdeu ou que as coisas não saíram como você imaginava.
  • ·         Falar que ninguém é perfeito e que todos nós temos facilidades em algumas coisas e dificuldades em outras.

Saber ganhar também é preciso. A criança tem que curtir sua vitória, claro, mas sempre respeitando o adversário - principalmente aqueles que não lidam bem com a derrota -, pois da próxima vez ela é quem pode perder.

Por fim, ajude seu filho a nomear o que sente. A família deve conduzir a criança a dar nomes para as sensações e só assim ela entenderá os sentimentos. Dê algumas pistas fazendo perguntas como: “Você está triste porque o Brasil perdeu?”, “Está preocupado com alguma coisa?”.

Se ensinarmos nossas crianças saber lidar com as derrotas e frustrações, evitaremos no futuro, jovens que não sabem perder, não sabem ouvir 'não', querem tudo do jeito deles, e acabam se tornando um problema sério para a sociedade.