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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

24 de agosto - Dia da Infância

Foto Pessoal

Confesso que não sabia que hoje é comemorado o Dia da Infância.

Uma data instituída pela UNICEF com a finalidade de promover uma reflexão sobre a condição da vida das crianças de todo o mundo.

Toda criança têm direitos básicos, tais como alimentação, educação, saúde, lazer, liberdade e ambiente familiar e de sociedade. Deve também ser protegida da discriminação, exploração, violência e negligência, tal como está registrado na Declaração Universal dos Direitos da Criança:



1- Todas as crianças são iguais e têm os mesmo direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
2- Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver fisicamente e intelectualmente.
3- Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade.
4- Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe. 
5- As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.
6- Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
7- Todas as crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer.
8- Todas as crianças têm direito de ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes. 
9- Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho.
10- Todas as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.

Contribuindo para as reflexões a respeito que devem ser feitas não somente hoje, mas, todos os dias buscando o bem estar de nossas crianças vale a pena reforçar que:

  • Mais de 45% das crianças de nosso País são de famílias pobres;
  • As crianças negras têm quase 70% mais chances de viver na pobreza do que as crianças brancas;
  • Aproximadamente uma em cada quatro crianças de 4 a 6 anos estão fora da escola;
  • A cada dia, 129 casos de violência psicológica e física, incluindo a sexual, e negligência contra crianças e adolescentes são reportados, em média, ao Disque Denúncia 100. Isso quer dizer que, a cada hora, cinco casos de violência contra meninas e meninos são registrados no País. Esse quadro pode ser ainda mais grave se levarmos em consideração que muitos desses crimes nunca chegam a ser denunciados.

Logo, há muito que ser feito!

E nem vou entrar na questão da redução da maioridade penal, que vocês já sabem a minha opinião. (leiam aqui)

Uma infância feliz sem sombra de dúvida é o começo da mudança e devemos fazer a nossa parte não só por nossos filhos, mas por todas as crianças ao nosso redor.

Neste final de semana me deparei com duas situações absurdas envolvendo crianças:

Na primeira um pai (se é que era pai) estava brigando com a filha de aparantemente uns 8 anos dentro do ônibus em alto tom. A mãe não dizia nada e ainda recusou colo para a filha. Todos comentavam o absurdo baixinho, mas ninguém fez nada (inclusive eu).

Na segunda, soube que uma garotinha de no máximo 3 aninhos se perdeu em nossa região e foi encontrada pela Policia muito distante de sua casa. Pergunto: Como ela saiu andando por ai? Como atravessou a rua? Ninguém deu falta dela?

Meu coração dispara só de imaginar uma situação dessas...

Que mulheres estas duas meninas se tornarão no futuro?

Não estou aqui para julgar os seus responsáveis até mesmo porque eu me acovardei em tomar qualquer tipo de atitude que pudesse ajudar estas duas meninas.

Mas, e se fosse a minha Iasmin?

São reflexões como estas que devemos nos obrigar a fazer em prol de nossas crianças. Que usemos o dia de hoje para refletir, denunciar e agir e que façamos disso um habito em nossas vidas.

Que o dia de hoje seja lembrado pelas vitórias de nossos pequenos e não pelos traumas e dificuldades que a vida ainda lhes proporciona.

Que eu consiga mudar a minha atitude ao ver crianças sendo maltratadas ou negligenciadas...

E assim, que tenhamos um Mundo Melhor!

Refletir já é um bom começo...

Até o próximo post!



Fontes:

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pois é: Lá se foi à primeira Copa do Mundo da Iasmin (e de todas as crianças brasileiras)

Não foi desta vez que a Iasmin viu o Brasil ser Campeão. Mas, para a minha sorte ela ainda não entende estas coisas.

A eliminação da Seleção Brasileira por 7 a 1 pela a Alemanha está repercutindo como o maior vexame da história do Mundial e deixou as nossas crianças inconsoláveis.

Diversos jornais, sites e revistas, publicaram imagens dos pequeninos aos prantos ao presenciarem a goleada aqui em nossa casa (Mineirão/BH).

Por mais que se fale que "o que vale é competir", todo mundo quer mesmo é ganhar. Porém, o importante é que a criança entenda que o jogo pode levar a derrotas e frustrações mesmo.

Para especialistas, é essencial que os pais e cuidadores ajudem meninos e meninas a darem um novo significado ao placar negativo, oferecendo-lhes a expectativa da esperança e explicando-lhes que outras Copas virão e poderão ser vencidas.

Conversar com a criança ajudando-a entender que ninguém consegue ganhar sempre e que perder é natural, é de fundamental importância para que ela não desista e tenha determinação em outras questões de sua vida.

A dica é dizer que:
  • ·    Perder é chato, mas que isso não significa que ela vá perder sempre, e que ela pode pensar em uma estratégia para ganhar da próxima vez.
  • ·         Explicar que adultos também perdem, mas que com o tempo aprendem a lidar com isso. Você pode contar alguma situação real em que você perdeu ou que as coisas não saíram como você imaginava.
  • ·         Falar que ninguém é perfeito e que todos nós temos facilidades em algumas coisas e dificuldades em outras.

Saber ganhar também é preciso. A criança tem que curtir sua vitória, claro, mas sempre respeitando o adversário - principalmente aqueles que não lidam bem com a derrota -, pois da próxima vez ela é quem pode perder.

Por fim, ajude seu filho a nomear o que sente. A família deve conduzir a criança a dar nomes para as sensações e só assim ela entenderá os sentimentos. Dê algumas pistas fazendo perguntas como: “Você está triste porque o Brasil perdeu?”, “Está preocupado com alguma coisa?”.

Se ensinarmos nossas crianças saber lidar com as derrotas e frustrações, evitaremos no futuro, jovens que não sabem perder, não sabem ouvir 'não', querem tudo do jeito deles, e acabam se tornando um problema sério para a sociedade.  


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pois é: Sou Mãe!


Há muito tempo eu não escrevo e hoje me deu uma vontade tremenda de escrever sobre este momento que estou vivendo.


Incrível! 
Porém, de 10 coisas que você escuta 9 são desgraças alheias.
Convenhamos, se a futura mamãe (principalmente se for marinheira de primeira viagem como eu) entrar nessa paranoia, ela não sai de casa e não curte um momento tão mágico em sua vida.
Se gravidez fosse um bicho de sete cabeças a humanidade estaria em extinção!
Eu estou amando cada segundo da gestação e adotei a politica, entra em um ouvido sai no outro - Quem nada me acrescenta também não me faz falta!
Que o mundo está de pernas para o ar, isso já sabemos de cor e salteado. Não preciso ficar sendo lembrada a cada segundo do bebê que foi roubado, do bebê que morreu devido há uma falha médica, da mãe que pariu um elefante ou perdeu o bico do peito e assim vai, para bem pior...
Os erros dos homens não diminuem em nada as taxas de natalidade e sabe se lá quantas crianças no mundo nascem por minuto.
E sabem por que nascem?
Porque depositamos sim, nestes #pequenosdesejos a esperança de ter um futuro melhor.
Na dúvida, revejam o vídeo “Por que trazer uma criança a este mundo?”, que compartilhei de uma amiga na semana passada.

Então é isso, não sou a primeira nem a última mãe da face da Terra. Se todas anteriores a mim conseguiram cumprir esta missão com mérito, (ressalto: vamos esquecer por alguns instantes as que jogam no lixo, abortam e são tudo menos mães) por que eu não darei conta ?????

Ah! Minha magreza não me impede de ter um parto normal! Faço muitos votos para que seja assim. A Rúbia, ou Bia (para os íntimos) que parece frágil, menininha, que não aparenta a idade que tem, é mulher como qualquer outra e ser mãe sempre fez parte do meu destino.

Opiniões alheias, trágicas e pessimistas, estamos dispensando!

Que venha a Iasmin, mais uma mulher para habitar este mundo que carece tanto de amor (inclusive amor próprio, pois, quando nos amamos nada nos abala). 

É o amor que importa, e para a Iasmin nunca vai faltar!


Rúbia Lisboa