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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O dia que a Iasmin ficou de mal do papai e da mamãe e meu coração despedaçou… :(

Imagens da Internet
Como vocês já sabem, as segundas e terças são meus dias de glória pois, consigo trabalhar em horário comercial e ficar mais tempo com a Iasmin.

Na última terça-feira não foi diferente. Cheguei em casa a tempo de pegá-la acordada, fizemos a maior bagunça, brincamos, rimos e cantamos até que de repente: pá!

Ela me deu um tapa na cara do nada.

Não fiquei brava, não revidei e comecei a explicar em um tom bem pausado e amigável que aquilo não se faz, que é feio e o certo é fazer carinho nas pessoas.

Fui conversando tranquilamente e de novo: pá!

Ela deu outro.

O papai que estava do lado, disse firmemente que se ela fizesse novamente, pegaria o chinelo.

Ela encolheu, baixou os olhinhos e ficou assim, sem dizer uma palavra por longos minutos.

Estou preparada para receber as críticas (afinal este é preço que pagamos pela exposição) e foi o que aconteceu antes mesmo de vir aqui contar para vocês. Minha mãe que não viu a cena do princípio chegou e encontrou a Iasmin cabisbaixa.

Foi um caos!

Perguntou o que tinha acontecido, o que tínhamos feito com a menina, chamava a Iasmin para brincar e ela continuava feito uma estátua olhando para baixo.

Não chorou em nenhum momento, mas, se isolou.

Minha vontade era de pegar ela nos braços e tenho certeza que a do papai também.

Ao mesmo tempo algo nos dizia que não podíamos amolecer em um momento de correção (ainda não sei se o que fizemos era uma correção).

Não podíamos voltar atrás. Já bastava a avó ali que nas tentativas de adular tirava a nossa “moral” (se é que posso chamar assim) de pais.

Foram os minutos mais longos e apreensivos da minha vida no que diz respeito à criação e educação da Iasmin neste um ano e meio.

Por fim, me rendi e fui abraça-la e para despedaçar o meu coração ela se esquivou e disse não.

Me matei naquele momento.

Senti a pior mãe do mundo, achei que já tinha traumatizado a menina para o resto da vida (mãe marinheira de primeira viagem é dramática né?!).

Mas, ao mesmo tempo não entendia, pois, acreditávamos não ter feito nada demais. Conversamos, não batemos.

Já assumi aqui que dei umas palmadinhas nela e nem nesta ocasião ela reagiu desta maneira (pelo contrário ria da minha cara).

Dizem que palavras machucam mais do que determinadas atitudes, mas, não acho que tenhamos sido duros em excesso (vai saber!).

Imagens da Internet
Meu Deus...como é difícil educar!

Já li diversos artigos a respeito. Alguns dizem que devemos ser duros, não podemos deixar que isso aconteça com frequência e perderemos o controle. Outros dizem que é uma questão de fase, passageira e assim vai.

Mas na pratica, você não lembra da teoria. Faz aquilo que acredita ser certo no momento e depois fica questionando se foi a melhor atitude ou não.

Eu ainda me pergunto e não encontrei uma resposta.

Depois de quase meia hora ela foi amolecendo e fazendo as pazes conosco. Peguei um livro e lhe contei uma história. Ela interagiu com os personagens, riu um pouquinho e adormeceu.

Eu custei a pegar no sono né?!

O papai não se pronunciou mais (acho que ficou na mesma dúvida cruel também e nem respondeu meus comentários sobre o fato).

No dia seguinte ainda encarei o interrogatório da minha mãe que não acreditava que não havia acontecido “nada”. Disse que até sonhou de tanto dó que ficou da Iasmin por ela se mostrar tão sentida.

Banco a durona com a minha mãe, mas, eu também estava arrasada.

Enfim, de fato passou. No dia seguinte ela acordou alegre e levada da breca como sempre.

Graças a Deus não aconteceu de novo e se acontecer não sei como vou agir.

Não sou especialista, não sou mãe perfeita e sim, sinto culpa.

O consolo (se é que há algum) é que ser mãe é um aprendizado constante.

É, fico triste quando lembro...

Mas, vai passar!

Até o próximo post.




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Horário flexível no trabalho: por tempo limitado, mas consegui!

Recentemente compartilhei um link na fanpage do blog que falava sobre o horário flexível no trabalho dizendo que estava muito feliz com este pequeno passo que causaria uma enorme diferença em minha vida pessoal.

Pois é: eu consegui!

Hoje é o meu primeiro dia no novo horário.

Diante da minha novela de conciliar trabalho com as responsabilidades familiares, esta foi à alternativa que minha líder e eu encontramos neste primeiro momento.

Foi pesquisando que descobri que o horário flexível pode ser solicitado por pais e mães com filhos menores de 12 anos, portadores de deficiência ou com doença crônica, independentemente da idade.
Inclusive tem sido uma alternativa para solucionar problemas de atrasos dos funcionários em grandes capitais como São Paulo, por exemplo.

As vantagens vão desde o aumento da produtividade individual, a redução do número de faltas e atrasos, o aumento da capacidade de concentração e diminuição dos acidentes de trabalho, além da diminuição da necessidade de horas extras, devido ao melhor acoplamento dos horários às necessidades de produção.

O meu maridão tem a cada semana um dia em que ele pode trabalhar de casa desde que bata as metas. Não é ótimo?

Sem contar que é uma forma sensacional de motivar funcionários, incentivar e reter os talentos da empresa.

Voltando ao meu caso em especifico, o trato é válido até o final deste ano. Mas não deixa de ser um bom começo.

Não vou sofrer por antecipação e o ano que vem só a Deus pertence. (Diante do cenário econômico que o País se encontra, não podemos fazer planejamentos a longo prazo e por este motivo, o combinado foi temporário).

Vou trabalhar em horário comercial toda segunda e terça-feira. Desta forma, levo a Iasmin para a escolinha e vou direto para o trabalho. Em contrapartida, poderei sair mais cedo e terei mais tempo para curtir minha filha no final do dia, já que nos demais sempre a encontrava dormindo e ficava arrasada por só dedicar à minha pequena pouco mais de uma hora ao longo de um dia inteiro.

Muitas empresas já praticam o horário flexível, porque verificaram que é muito mais importante o cumprimento satisfatório das tarefas do que a observância rígida dos horários de início e término do trabalho.

E é por estas e outras que muitas mães optam por trabalharem de casa, mas como eu ainda não descobri um dom que me gere renda vou me virando do avesso na busca de alternativas que me permitam conciliar a vida profissional com a maternidade.

Estou doida para ler e aceito de presente (risos) o livro Aprendiz de equilibrista: Como ensinar os filhos a conciliar família e carreira de Cecília Russo Troiano. Nele ela diz que mães, em maior ou menor intensidade, quase sempre têm culpa por trabalharem fora. Culpa de não estar o tempo todo com os filhos, de se ausentar de algum evento da escola, etc. Para a autora, a culpa já vem instalada na maternidade, como um “chip”. (olha eu usando as palavras dela, para justificar a minha culpa rsrsrsrs.)

Tá bommmm culpa não!

Mas é mais forte do que eu...buáááááá!

De qualquer forma, sinto-me mais aliviada com estes dois dias que ganhei para ficar mais perto da minha filha e família (afinal, não posso esquecer que tenho um marido que tem sido pai e mãe e preciso zelar por meu casamento também).

Tenho certeza que este pequeno passo já será suficiente para a Iasmin agradecer e eu recuperar as energias para poder seguir em frente por mais algum tempo.

Cenas dos próximos posts...

Até lá!




Fontes:

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Era uma vez uma mãe zumbi! Parte II

Ainda continuo lendo todos os artigos e matérias possíveis e impossíveis sobre o sono dos bebês.

Na primeira vez que escrevi sobre este assunto disse que não daria nenhuma dica, pois até então, nada tinha funcionado comigo e não tínhamos nenhuma orientação médica.

Logo depois, uma pediatra amiga sugeriu um remedinho homeopático para usarmos durante 30 dias.
Escrevi o primeiro post em junho e assim fizemos até julho e de fato funcionou.

Iasmin dormia noites inteiras...

Dormimos as férias inteiras...

Fomos à consulta com a pediatra dela mesmo e recebemos uma explicação que até então achávamos que era ao contrário.

A doutora disse que para os bebês, quanto mais eles dormirem ou tiverem um dia tranquilo, mais terão uma boa noite de sono.

Porém, nós mães e pais de primeira viagem acreditamos que quantos mais eles dormirem durante o dia menos vai dormir a noite. Mito!

Comecei a observar a Iasmin e foi batata!

Durante as nossas férias, dormíamos até três horas durante à tarde além da ajuda do remedinho, é claro.

A noite ela dormia como um anjinho e nós ficamos felizes para sempre.... #sqn

E nós ficamos felizes até as aulas voltarem. Explico:

Passaram-se os trinta dias, paramos de dar o remedinho e as aulas começaram.

Iasmin não dorme mais à tarde.

Na agenda da escola vem anotada uma média de quarenta minutos à uma hora de soneca depois do almoço. E só!

Iasmin fica o resto do dia ligada no 220w... Brinca e apronta o tempo inteiro!

O que voltou acontecer?????

Vocês não imaginam como estou um urso panda!

Ela chega da escolinha “pregada” e, no máximo às 18:30 já está apagada.

Por volta das 21, 22 horas (horário em que estou chegando do trabalho) ela acorda com toda a bateria recarregada.

Que horas ela vai dormir novamente????

Meia- noite e meia, uma, duas horas da manhã...

São vários “round’s” na luta Iasmin x Sono e ela sempre ganha.

Fica esgotada, chora, fica brava conosco, começa a fechar os olhinhos, mas desperta, dança, canta, roda...faz tudo, menos dormir!

Só é vencida na marra, quando já estamos exaustos e às altas horas da madrugada.

Acho não, tenho certeza que vamos ter que comprar o remedinho outra vez.

Não sei se vai dar certo de novo, pois, a rotina dela na escolinha é pra lá de agitada.

As professoras até estão tentando faze-la dormir à tarde, mas, em vão!

E eis que ela surge novamente:

“Olhos de panda... cabelo atrapalhado... 10 mil bocejos por segundo...força na peruca no trabalho...e muita disposição para brincar com a filha que possui uma bateria sem fim!”

É um pássaro? Não!

Um avião? Não!

Quem é então?

É aaaaaa superrrrrrrrr Mãeeeeeeeeee Zumbiiiiiiiiii!

Que deixa a Mulher Maravilha e a She-Ra no chinelo...Quem são elas para terem os super poderes que só nós temos. 

E esta batalha ainda não está perdida. A esperança é a última que “dorme”.

Até o próximo post onde, ainda vou contar sobre quando enfim a Iasmin voltou a dormir bem DE-FI-NI-TI-VA-MEN-TE.

Ráh!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Era uma vez : Uma Mãe Zumbi!



Já li todos os artigos e matérias possíveis e impossíveis sobre o sono dos bebês.

Iasmin até então, nunca me deu problemas à noite.

Não teve cólica, não acordava durante a madrugada e desde que saímos da maternidade, dorme sozinha em seu quartinho.

Porém à medida que está crescendo as coisas não tem sido bem assim.

Deu para acordar durante as noites, ficar em pé no berço, falar sozinha, chorar, dormir de novo, acordar e assim vai.

Ainda não tenho nenhuma orientação médica a respeito e o pouco que sei refere-se às pesquisas que venho fazendo na internet.

Mas ontem ela se superou:

Tivemos visita a tarde e por volta das 18 horas ela tirou um cochilo. Imaginei que seria uma soneca rápida ou que até mesmo ela iria direto já que não dormiu durante o dia. Sonho né?

Às 23 horas ela acordou nos 220 e meus caros, só foi dormir novamente as 3 da manhã....Meu Deus!

Passamos todos os DVD infantis que temos em casa, apagamos as luzes e quando achava que ela estava caindo no sono, vinha uma música preferida fazer ela dar um pulo e dançar ou simplesmente acabava e ela se despertava gritando: “cabôôôô”.

E lá íamos nós colocar mais um DVD....

Nós cochilávamos e ela continuava acordada.

Por fim ficou nervosa por se sentir sozinha e começou a puxar meu cabelo. Eu com muito sono pela primeira vez perdi a paciência com ela que chorou e chorou.

Hoje o peso da minha consciência mais o meu sono absurdo pesam mais do que uma tonelada.

Ela dormiu na marra e eu sinto que fiz tudo errado.

Hoje sou a verdadeira mãe zumbi!

Não vou dar nenhuma dica para ajudar a criança dormir, pois até agora nenhuma funcionou.

Minha mãe briga comigo, alegando que fazemos a menina dormir cedo.

Mas como impedir que uma criança durma quando está com sono?

Vou aguardar a próxima consulta com a pediatra para tirar todas as minha duvidas.

Enquanto isso continua a minha saga.

Estou aqui curiosa para saber se ela está dormindo ou acordada na escolinha.

Se tiver dormindo, não vai dormir a noite.

Se estiver acordada e brincando com os coleguinhas, pode ser que durma melhor hoje.

Óh dúvida...

Óh sono...

Óh dor no coração por ter brigado com minha pequena (que graças a Deus acordou sem nenhuma mágoa hoje, mas, eu fico aqui me crucificando)...

É por estas e outras que digo:

Pois é: Sou mãe!

E tudo isso faz parte...



Até o próximo post, com menos sono!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Game Over Férias

As férias passaram tão rápidas quem nem postei nada no blog. Já voltei ao batente, Iasmin já está de volta à escolinha e a vida segue outra vez.

Nossa como o tempo voa!

Minha pequena já está engatinhando, está levada da breca, fica em pé sozinha, já tem dois dentinhos, em breve vai andar e daqui dois meses, meu Deus dois meses, fará um aninho!

Se você quer ver o tempo correr torne-se mãe! 

Eu confesso que estou um pouco assustada com a velocidade que as coisas estão acontecendo e já entrei em contradição em um monte de teorias que postei aqui no blog.

Na prática é bem diferente....

Imaginava que seria uma mãe moderninha, sempre arrumada, bonita, que não deixaria de cuidar de mim.

Mas na verdade, nunca mais tive “tesão” por compras pessoais. Sempre que vou ao shopping olho apenas as vitrines infantis e me esqueço da Rúbia mulher, Rúbia esposa. Só compro algo pessoal se está relacionando à Iasmin. Por exemplo: chegou o batizado, preciso de uma roupa nova!

Hoje, 10 meses depois da chegada dela, que me dei de presente duas sapatilhas que estavam na promoção e de tanto minha mãe falar que estou com sapatos horríveis, que meu marido não deixou de comprar as coisas dele, enquanto eu ando um molambo. Afs!

Eu sei! Falei que não tínhamos que deixar de se cuidar da gente, que mulher feia é falta de maquiagem e blá blá blá...Mas não sei o que acontece! Quero aproveitar ao máximo cada minuto com a minha pequena que simplesmente esqueço-me do resto e de mim.

Compartilhei um texto recentemente na fanpage do blog que fala exatamente sobre isso. É de uma mãe contando para a filha o que é ser mãe. E o trecho abaixo foi o que mais me tocou:

“Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida — não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.”

E é bem isso que sinto: hoje sou uma Rúbia totalmente diferente de um ano atrás. Tudo que eu faço, penso, sinto é relacionado à Iasmin. Passei a ter muito mais medo da morte porque quero ver a minha filha crescer. Antes era inconsequente agora, até para atravessar a rua tomo mais cuidado. Resfriado então? Nem pensar! Mãe não tem o direito de ficar doente.

A mais engraçada das minhas mudanças radicais é que dizia convicta que festa de um aninho é bobagem. Que a criança não aproveita nada, nem vai se lembrar depois....e agora não sonho com outra coisa (cenas dos próximos posts).

Mudei também profissionalmente, é pois é! Não em termos de falta de profissionalismo, responsabilidade e comprometimento. Inclusive já trabalho bem perto de casa e isso é um bom começo. Mas mesmo assim, busco mais. Ainda anseio por conseguir conciliar melhor a maternidade com a profissão e o meu horário ainda não me permite isso.

Agora o meu ponto de vista sobre mães que trabalham fora é que só vale a pena se você conseguir se dedicar ao seu filho (a) o mesmo tempo que se dedica ao trabalho. E hoje a sensação que tenho é que não estou conseguindo fazer isso com sucesso (outra contradição: dizia que não ia ficar me culpando, mas mães sempre se culpam). 

O interessante é que convivo com várias mães com filhos de idades próximas a de Iasmin. Duas pediram demissão, outras duas preferiram a babá, e eu estou neste dilema pessoal: não quero tirar da escolinha, pois é gritante a diferença no desenvolvimento da minha pequena, e quero continuar a trabalhar desde que o tempo que eu fico fora de casa seja o mesmo em que ela esta na escola. Porém, querer nem sempre é poder e um dia vou ter que me decidir.

Tenho fé em Deus que vou conseguir. Do contrário, terei que colocar na balança até que ponto vale a pena curtir a minha filha somente nos finais de semana (e a resposta nós já sabemos).

Enfim as férias foram fundamentais para recuperar a energia e o tempo que fiquei longe da minha cria no final do ano. Foram importantes também para eu repensar que ser mãe não é algo que você aperta um botão e faz tudo no automático. Pelo contrário, exige paciência consigo mesma, dedicação total com seu filho e definitivamente nos transforma em novas mulheres.

Eu estou mudando da água para o vinho, mas, ainda não tenho noção de que mulher ou que mãe irei me tornar.

A única certeza que tenho é que quero viver cada minuto como se fosse o último com minha Iasmin, (jargão de mãe) que não sei o dia de amanhã e que o futuro só a Deus pertence.

Então, vamos viver o que 2015 reserva para a gente.

Abraços e até o próximo post.

*Rúbia Lisboa