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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

"Se eu quiser falar com Deus..."

Venho de uma ausência nas postagens do blog pois, por mais que pareça clichê, o fim do ano sempre é mais corrido para todos nós.

É o período que mais me consome no emprego: provas, encerramento do semestre, preparação do novo ano que vai começar, tarefas que me fazem trabalhar mais de 12 horas por dia como já comentei com vocês.

Venho também de um período pessoal triste. Em pouco mais de um mês foram quatro perdas entre vizinhos, amigos, parentes e entes queridos que de repente nos deixaram sem ao menos termos tempo de dizer adeus.

E queira ou não, é a dor da perda e da partida que fazem a gente refletir mais sobre a vida, se estamos no caminho certo e aproveitando o tempo (que não sabemos o quanto temos) da melhor forma possível.

Está sendo também neste fim de ano que estou tendo que aprender como ensinar a minha filha que na vida há sentimentos bons e ruins, momentos em que ficamos tristes e alegres. E ela tão pequenina já tendo que lhe dar com emoções tão diferentes.

Se não é fácil para gente, imagina para eles?

Se olharmos a nossa volta infelizmente nos deparamos apenas com notícias ruins e nestes casos o questionamento é inevitável: Porque tanta tragédia meu Deus?

No último sábado participamos de mais um círculo do nosso Encontro de Casais com Cristo (ECC) e o tema foi justamente a Oração.

Me surpreenderam com a seguinte pergunta: “ Como está a Oração da Rúbia? ”

Respondi: “Não está! ”

Estou em uma fase de questionamentos em que ainda não consegui entender o tempo e os propósitos de DEUS.

Não estou aqui para falar de religião, mas, da fé como um fator necessário para nos dar um norte na vida, creia você em que quiser.

Na sexta por exemplo, sai aos prantos do trabalho após ter uma conversa com minha líder sobre o quanto está sendo difícil para mim conciliar a vida profissional com a maternidade (Iasmin já vai fazer dois anos e ainda não superei este dilema).

Que bom que ela também é mulher, já que estamos em um momento em que a sociedade está tão machista e que o mercado de trabalho ainda não acolheu a mãe. 

Por sorte, trabalho em uma empresa com uma visão diferenciada e como disse minha líder sou uma excelente profissional, mas, que se cobra ser uma excelente mãe. Ou a sociedade me cobra isso e por este motivo as coisas se tornam mais difíceis.

É poder ser... 

A questão é que ainda não me encontrei como mãe e profissional e para resumir esta parte faço as palavras da Cinthia Dalpino as minhas palavras. Belíssimo texto... (leia aqui)

São nestes desacertos e dúvidas, perdas e partidas que eu questiono tanto a Deus e talvez peque nas minhas orações.

Mas, poder refletir sobre isto já pode ser o início do caminho, para se ter a resposta que as vezes é necessário passar por estes enfrentamentos.

Que o propósito do “cara lá de cima” pode ser totalmente diferente daquilo que acreditamos ser o ideal no momento.

Se eu quiser falar com Deus, “tenho que encontrar a paz”, “tenho que me aventurar”...

Não é fácil, mas vou tentar! 

E que no ano que se aproxima, eu tenha a maturidade e o discernimento para compreender tudo que passou...


Até o próximo post.
Rúbia Lisboa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Amélia é que era mulher de verdade...


Setembro de 2015: mais de cinquenta anos depois, comparados quando a minha avó tinha seus 30 anos de idade enquanto, entre minha mãe e eu a diferença são de quase três décadas.

As mudanças na vida da mulher da época da minha avó, para a minha mãe, para mim e para a Iasmin são inenarráveis. Estamos falando de quatro gerações diferentes.

Das histórias que já ouvi de quando a minha mãe era criança, sei que minha avó criou os nove filhos lavando roupa para fora em córrego enquanto ainda cuidava DA CASA.

Nem todos os filhos estudaram. Minha mãe mesmo não terminou o ensino médio até hoje. E quando eu nasci, ficou um tempo sem trabalhar (exigência do meu pai) para cuidar de mim e DA CASA e depois foi fazendo unhas e usando o que recebia apenas para os gastos comigo, enquanto as despesas DA CASA eram únicas e exclusivas do meu pai, até o momento em que ele viveu.

Eu já estudei até a pós-graduação. Mesmo trinta anos atrás, meus pais optaram por terem apenas um filho o que já é uma diferença gritante comparada à minha avó. Lembro-me que nas tarefas DE CASA meu pai sempre lavava o banheiro, fazia as comidas mais gostosas (minha mãe vai pirar quando ler isso), enquanto ela cuidava do restante DA CASA. Mas, nada impedia meu pai de também lavar, passar, varrer... Que comparado ao meu avô então, seria considerado coisas absurdas para um homem fazer.

Entrei nas tarefas DE CASA antes da adolescência. Adorava ajudar o meu pai a lavar o banheiro, comecei arrumando meu quarto, tirando uma poeira e aos poucos já fazia de tudo. Exceto cozinhar e passar que não levo jeito até hoje.

Nunca tivemos uma ajudante mas, as tarefas sempre foram divididas. Por coincidência do destino, meu marido também é o principal responsável pelo banheiro. Porém, como eu fico fora por mais tempo e ao contrário da minha mãe, contribuo com as despesas, hoje ele faz de tudo e me ajuda pra caramba.

O problema está justamente no conflito entre as gerações. Explico: 

Minha avó tinha nove filhos e cuidava Da CASA sozinha ou com a ajuda deles à medida que iam crescendo, porque meu avô naquela época jamais faria uma atividade doméstica.

Minha mãe cuidava DA CASA com mais frequência pois, não trabalhava fora até um determinado tempo e ainda assim tinha a ajuda do meu pai e obvio, não tinha nove filhos.


Eu cuido DA CASA menos ainda, por que fico fora de casa pelo menos onze horas por dia, divido as tarefas com meu marido SIM (embora ele faça mais do que eu), não acho que casa seja só obrigação da mulher e muito menos acho que seja a prioridade da minha vida. Convenhamos, você só tem os finais de semana para curtir seu filho: Opção A – vai colar a barriga no fogão, lavar roupa, passar e deixar a casa um “brinco” para daqui cinco minutos seu filho espalhar todos os brinquedos novamente ou Opção B – vai dá um “tapinha de leve” de forma que mantenha o higiene da casa (é claro), vai trocar o fogão pelo restaurante ou marmitex sempre que puder e ao invés de ficar caprichando e caprichando em vão, vai fazer um mega passeio e se divertir com sua família?

As votações estão abertas! Nem preciso dizer qual é a opção que eu escolhi (risos).

Mas ai meus caros, acontece a terceira guerra mundial. Como vocês sabem, minha mãe mora conosco e o conceito dela de arrumação da casa é completamente oposto ao meu.

Vocês podem ir até minha casa agora e garanto-lhes que não está um chiqueiro. Há o mínimo de organização possível até a Iasmin chegar da escolinha (kkkkkkkkkk). Ela vai brincar, espalhar tudo mas, para a nossa praticidade compramos um baú para os brinquedos e assim que ela dormir, com segundos jogamos tudo lá dentro e a casa estará organizada novamente.

Simples assim!


Passar pano, lavar banheiro e derivados deixamos para fazer uma vez por semana e está de bom tamanho, exceto para a minha mãe!

Na última sexta trocamos, eu lavei o banheiro e o maridão varreu e passou pano em toda casa. No sábado curtimos a preguiça e fizemos passeios rápidos. No domingo eu tirei poeira de tudo enquanto a Iasmin dormia. Na segunda-feira minha mãe fez tudooooooooooooo de novo dizendo que não fazemos nada, que a casa tá uma bagunça, que ela não é a nossa empregada e blá blá blá.....É mole?

A questão é: jamais vamos entrar em um acordo! Eu não tenho vocação para ser Amélia, e imaginem a geração da Iasmin daqui trinta anos. Tenho certeza que vou comparar o pouco que faço hoje com o nada que talvez ela fará no futuro (é o que imagino).

Mas, vamos aceitar que dói menos! Os tempos são outros e as Amélias da época da minha avó estão extintas do mercado.

Hoje o que mais se houve por ai é que os filhos sentem a ausência dos pais que estão sempre mais atarefados com os seus empregos. O pouco tempo que temos para ficar com eles vamos nos ocupar com as tarefas de casa?

“Nem a pau Juvenal!”

É lógico que tem que haver um bom senso, mas, jamais terei obsessão por limpeza ou tarefas domésticas. 

E digo mais! Digite ai no Google “Planejamento das Atividades Domésticas” e verás milhões de dicas que recomendam distribuir as tarefas pelos dias das semanas e não se matar ao fazer tudo de uma vez como era antigamente.

Minha mãe sempre reclama: o que a adianta passar pano e não tirar poeira?

Mas, onde está escrito que os dois devem ser feitos obrigatoriamente juntos?

O planejamento dos afazeres otimiza a realização das atividades, exigindo menos do seu tempo para manter a casa em ordem e agradável. Com um cronograma do que deve ser feito, é mais fácil também delegar tarefas quando não se mora sozinha.

Economizando tempo (e energia!) com as tarefas domésticas, terá mais disposição para as atividades que você realmente ama.

Por fim, só lamento mãe! (Vou dar a louca quando a Iasmin falar assim comigo, ráh! Mas, faz parte do ofício rsrsrsrsrs...)

“Amélia é que era mulher de verdade...”

E eu? Estou longe disso e nem quero ser uma!

Até o próximo post!

Fonte:


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Horário flexível no trabalho: por tempo limitado, mas consegui!

Recentemente compartilhei um link na fanpage do blog que falava sobre o horário flexível no trabalho dizendo que estava muito feliz com este pequeno passo que causaria uma enorme diferença em minha vida pessoal.

Pois é: eu consegui!

Hoje é o meu primeiro dia no novo horário.

Diante da minha novela de conciliar trabalho com as responsabilidades familiares, esta foi à alternativa que minha líder e eu encontramos neste primeiro momento.

Foi pesquisando que descobri que o horário flexível pode ser solicitado por pais e mães com filhos menores de 12 anos, portadores de deficiência ou com doença crônica, independentemente da idade.
Inclusive tem sido uma alternativa para solucionar problemas de atrasos dos funcionários em grandes capitais como São Paulo, por exemplo.

As vantagens vão desde o aumento da produtividade individual, a redução do número de faltas e atrasos, o aumento da capacidade de concentração e diminuição dos acidentes de trabalho, além da diminuição da necessidade de horas extras, devido ao melhor acoplamento dos horários às necessidades de produção.

O meu maridão tem a cada semana um dia em que ele pode trabalhar de casa desde que bata as metas. Não é ótimo?

Sem contar que é uma forma sensacional de motivar funcionários, incentivar e reter os talentos da empresa.

Voltando ao meu caso em especifico, o trato é válido até o final deste ano. Mas não deixa de ser um bom começo.

Não vou sofrer por antecipação e o ano que vem só a Deus pertence. (Diante do cenário econômico que o País se encontra, não podemos fazer planejamentos a longo prazo e por este motivo, o combinado foi temporário).

Vou trabalhar em horário comercial toda segunda e terça-feira. Desta forma, levo a Iasmin para a escolinha e vou direto para o trabalho. Em contrapartida, poderei sair mais cedo e terei mais tempo para curtir minha filha no final do dia, já que nos demais sempre a encontrava dormindo e ficava arrasada por só dedicar à minha pequena pouco mais de uma hora ao longo de um dia inteiro.

Muitas empresas já praticam o horário flexível, porque verificaram que é muito mais importante o cumprimento satisfatório das tarefas do que a observância rígida dos horários de início e término do trabalho.

E é por estas e outras que muitas mães optam por trabalharem de casa, mas como eu ainda não descobri um dom que me gere renda vou me virando do avesso na busca de alternativas que me permitam conciliar a vida profissional com a maternidade.

Estou doida para ler e aceito de presente (risos) o livro Aprendiz de equilibrista: Como ensinar os filhos a conciliar família e carreira de Cecília Russo Troiano. Nele ela diz que mães, em maior ou menor intensidade, quase sempre têm culpa por trabalharem fora. Culpa de não estar o tempo todo com os filhos, de se ausentar de algum evento da escola, etc. Para a autora, a culpa já vem instalada na maternidade, como um “chip”. (olha eu usando as palavras dela, para justificar a minha culpa rsrsrsrs.)

Tá bommmm culpa não!

Mas é mais forte do que eu...buáááááá!

De qualquer forma, sinto-me mais aliviada com estes dois dias que ganhei para ficar mais perto da minha filha e família (afinal, não posso esquecer que tenho um marido que tem sido pai e mãe e preciso zelar por meu casamento também).

Tenho certeza que este pequeno passo já será suficiente para a Iasmin agradecer e eu recuperar as energias para poder seguir em frente por mais algum tempo.

Cenas dos próximos posts...

Até lá!




Fontes:

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Por mais momentos assim!


Fotos pessoais.
Quanto mais a Iasmin cresce mais sinto a necessidade de ficar perto dela e este desejo me consome.

Vocês que têm acompanhado o blog mais de perto sabem o quanto sonho com o momento em que poderei conciliar melhor a maternidade com a vida profissional.

Enquanto isso não acontece, o papai e eu temos investido nos finais de semana e feriados para (sei lá) de alguma forma tentar suprir a minha ausência na vida da pequena.

Pode ser que ela nem sinta tanto assim... Pode ser que sim!

Pode ser que seja muita neura da minha cabeça.... Pode ser que não!

Vai saber?

Se algum psicólogo ler este post e quiser me dar uma sugestão, aceito (risos).

Na dúvida, tento fazer que os finais de semana sejam “eternos” e a segunda-feira sempre começa com o gostinho de quero mais e com o cronometro ligado para que a sexta-feira chegue novamente.

Acho que está funcionando!

Iasmin tem adorado os nossos passeios, quando dorme, sonha de dar gargalhada. Imagino que está lembrando-se do dia incrível que teve ou, com que será que um bebê sonha?

É também não sei! Só sei que tem sido incrível para nós três.

Há certas dificuldades:

São poucas as opções de programas que aceitem crianças menores de três ou quatros anos. Só em dois shoppings aqui de BH foram várias atrações que achamos fantásticas e até gratuitas, mas, que não aceitavam pequeninos na idade da Iasmin.

Restam teatros, musicais com os personagens mais famosos do momento, e outras atrações que como já registrei minha indignação aqui no Blog, possuem preços absurdos inclusive para bebês.

Diante da crise que o País está enfrentando, não dá e nem temos condições de investir em programas mais caros de cultura e lazer.

As alternativas surgem nos parques e praças da cidade, na soverteria do bairro, na piscina de bolinha ou banho de mangueira feito em casa mesmo.

Atitudes simples que conseguem arrancar os mais belos sorrisos e as sinceras demonstrações de afeto em uma família.

Sou tão babona que me emociono ao ver a alegria de minha filha. Esqueço todo o meu sentimento de culpa ao vê-la chamando “mamãe” sem parar e me dando aquele abraço mais gostoso recheado de beijo melado por conta dos dentinhos que estão nascendo.

Dançando sem música, batendo palma e gritando “êêêêê” do nada, talvez apenas para nos mostrar o quanto está feliz.

Foi assim no Dia dos Pais, foi assim no passeio com a Duda, foi assim lavando o carrinho de brinquedo, foi assim no piquenique deste último feriado, com direito a cochilo debaixo da árvore para repor as energias e começar a brincar tudo outra vez.
Lavando o carro da família,rs.

Porque o bom da vida é ser criança!

Por fim, apenas um relato para outra mudança natural que acontece com nós – adultos - após a chegada dos filhos:

Estava preocupada em deixar meus “amigos” de lado após a maternidade. Mas na verdade, você percebe que seu circulo de amizades acaba transformando-se gradativamente em amizades com outras famílias que também possuem filhos.

Não há um afastamento proposital, mas não da para você ficar levando seu filho de apenas um ano em programas de adultos e nem seus amigos vão te chamar mais para todos os lugares que eles frequentam.

Quando você se da conta, suas amizades tornam-se os pais dos coleguinhas de seu filho ou aquele amigo que nem era tão próximo assim, mas, que também teve um bebê por agora e assim vai...

Sempre surgem outras crianças para tornar os dias de seu pequeno (a) mais divertidos e adultos para compartilharem do assunto que agora é o de maior interesse e importância para você: filhos!

Dia dos Pais no Parque
Não rola ficar falando de criança 24 horas com quem não tem uma e nem sair por ai como se também não tivesse uma.

Trata-se de um ciclo natural da vida sem a intenção de dizer que a vida de quem tem filhos é melhor do que a vida de quem não tem.

Ambas têm seus altos e baixos e tratam-se das escolhas feitas por cada um.

Escolhi ser mãe e de fato não está sendo fácil fazer a minha vida girar em torno da maternidade (voltemos ao inicio deste post). Não da para a maternidade, ou melhor, a Iasmin ficar a mercê da minha vida. Do tipo: nas horas vagas eu encaixo a minha filha!

Fiz a minha escolha, não me arrependo e aos poucos ela vai entrando nos eixos.

Não há um modelo perfeito nem um manual de instruções, mas agora, “Pois é: Sou Mãe”!

Os melhores dias do ano para mim têm sido sim os sábados, domingos e feriados e anseio por muito mais deles.

Enquanto não consigo aumentar a minha “cota”, que cada dia, minuto e segundo com a minha filha seja único, verdadeiro e inesquecível. Com gostinho de “bis” e lágrimas nos olhos de emoção.

Prova de que são momentos assim que fazem a vida valer a pena e nos dão força para seguir em frente.


Até o próximo post.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

De volta para a realidade


Foto pessoal: Trabalho x Maternidade
Hoje ao invés de dizer “até mais tarde” tive que dizer “até amanhã minha filha”!

E ai, foram meus olhos que encheram de lágrimas no lugar dela chorar ao ter que ir para a escolinha.

Pois é: minhas férias acabaram e meu coração está despedaçado...

Trabalho desde os meus doze anos de idade e como disse no post anterior foi a primeira vez que eu não senti falta do serviço externo.

Deus realmente escreve certo por linhas tortas, não entendo nada de questões trabalhistas e creio que nos últimos dez anos, foi a primeira vez em que eu tirei férias com trinta dias consecutivos.

Acho que o “Cara” lá de cima falou “vou deixar suas férias de trinta dias só para quando você for mãe”.

Mas ai me sacaneou né?! Fiquei mal acostumada e agora dói e muito para retornar.

Desde o inicio da gravidez tenho pesquisado muito a respeito de mães que trabalham em casa e se tornaram empreendedoras.

Acho um máximo, mas ainda não descobri a minha vocação para a coisa.

Estou estudando e procurando alternativas. Trata-se de um investimento em longo prazo e enquanto não me encontro tenho que continuar trabalhando fora.

A internet pode ser o caminho. O blog ainda não me gera renda, mas, não deixa de ser um meio. Como contei na fanpage para vocês ontem, começo arriscando com vendas virtuais. Vamos ver no que vai dar!

Há mães que tem o dom para o artesanato. Conheci uma que faz bolsas em Florianópolis e tem peças de até R$100. Fazendo uma conta rápida, com poucas vendas ela já conquista o nosso “digno” salário mínimo.

A questão é ser paciente e perseverante (espero que eu consiga ser), mas, para iniciantes tudo é sempre mais difícil.

Li um artigo que diz que no caso da internet o segredo são as parcerias. Porém na pratica, percebi o quanto as pessoas são egoístas.

Na teoria é fácil: você curte ou segue uma pessoa ou página, que curti você também. Vocês trocam figurinhas, um fala do trabalho do outro e juntos conquistam mais visibilidade.

Na internet há espaço para todos, mas as pessoas ignoram aqueles que estão chegando agora. Sente medo de perderem publico. Você pede apoio na divulgação e nem o “não” recebe. Passei por isso na tentativa frustrada do Projeto Smiles.

Penso que se são atitudes para o bem, porque não divulgar, ajudar?

Mas infelizmente nem todos pensam assim.

Para vocês terem uma ideia nem parente apoia ou divulga, quanto mais gente de fora. O caminho é longo meus caros e estou sentindo isso na pele.

Há uma mãe de uma amiguinha da Iasmin (ela saberá que estou falando dela, rs) que vai iniciar o seu blog em breve. E dou a maior força! Quanto mais tivermos oportunidade de trocarmos experiências sobre os nossos filhos, mais teremos sucesso na educação deles, por exemplo. (logo quero contar do blog dela para vocês).

Então deixa eu ir a luta na minha jornada das 11 às 21.

Quando eu voltar Iasmin já estará dormindo e eu só a verei por pouco mais de uma hora amanhã de manhã antes de leva-la para a escola.

E choro novamente hehehehehe...fazer o que né?!

Espero que lá na frente ela entenda a minha ausência e principalmente que essa ausência seja passageira.

Que eu possa contar para vocês que enfim consegui me tornar uma mãe empreendedora ou trabalhar fora em um horário que me permita estar mais próxima da minha filha.

Respira, inspira e não pira!

Força na peruca que vai começar tudo outra vez...

Meu consolo é que mãe é aquele ser de luz, tipo com super poderes que sempre da conta do recado.

Pode demorar, mas eu vou conseguir!

Até o próximo post.











quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Game Over Férias

As férias passaram tão rápidas quem nem postei nada no blog. Já voltei ao batente, Iasmin já está de volta à escolinha e a vida segue outra vez.

Nossa como o tempo voa!

Minha pequena já está engatinhando, está levada da breca, fica em pé sozinha, já tem dois dentinhos, em breve vai andar e daqui dois meses, meu Deus dois meses, fará um aninho!

Se você quer ver o tempo correr torne-se mãe! 

Eu confesso que estou um pouco assustada com a velocidade que as coisas estão acontecendo e já entrei em contradição em um monte de teorias que postei aqui no blog.

Na prática é bem diferente....

Imaginava que seria uma mãe moderninha, sempre arrumada, bonita, que não deixaria de cuidar de mim.

Mas na verdade, nunca mais tive “tesão” por compras pessoais. Sempre que vou ao shopping olho apenas as vitrines infantis e me esqueço da Rúbia mulher, Rúbia esposa. Só compro algo pessoal se está relacionando à Iasmin. Por exemplo: chegou o batizado, preciso de uma roupa nova!

Hoje, 10 meses depois da chegada dela, que me dei de presente duas sapatilhas que estavam na promoção e de tanto minha mãe falar que estou com sapatos horríveis, que meu marido não deixou de comprar as coisas dele, enquanto eu ando um molambo. Afs!

Eu sei! Falei que não tínhamos que deixar de se cuidar da gente, que mulher feia é falta de maquiagem e blá blá blá...Mas não sei o que acontece! Quero aproveitar ao máximo cada minuto com a minha pequena que simplesmente esqueço-me do resto e de mim.

Compartilhei um texto recentemente na fanpage do blog que fala exatamente sobre isso. É de uma mãe contando para a filha o que é ser mãe. E o trecho abaixo foi o que mais me tocou:

“Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida — não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.”

E é bem isso que sinto: hoje sou uma Rúbia totalmente diferente de um ano atrás. Tudo que eu faço, penso, sinto é relacionado à Iasmin. Passei a ter muito mais medo da morte porque quero ver a minha filha crescer. Antes era inconsequente agora, até para atravessar a rua tomo mais cuidado. Resfriado então? Nem pensar! Mãe não tem o direito de ficar doente.

A mais engraçada das minhas mudanças radicais é que dizia convicta que festa de um aninho é bobagem. Que a criança não aproveita nada, nem vai se lembrar depois....e agora não sonho com outra coisa (cenas dos próximos posts).

Mudei também profissionalmente, é pois é! Não em termos de falta de profissionalismo, responsabilidade e comprometimento. Inclusive já trabalho bem perto de casa e isso é um bom começo. Mas mesmo assim, busco mais. Ainda anseio por conseguir conciliar melhor a maternidade com a profissão e o meu horário ainda não me permite isso.

Agora o meu ponto de vista sobre mães que trabalham fora é que só vale a pena se você conseguir se dedicar ao seu filho (a) o mesmo tempo que se dedica ao trabalho. E hoje a sensação que tenho é que não estou conseguindo fazer isso com sucesso (outra contradição: dizia que não ia ficar me culpando, mas mães sempre se culpam). 

O interessante é que convivo com várias mães com filhos de idades próximas a de Iasmin. Duas pediram demissão, outras duas preferiram a babá, e eu estou neste dilema pessoal: não quero tirar da escolinha, pois é gritante a diferença no desenvolvimento da minha pequena, e quero continuar a trabalhar desde que o tempo que eu fico fora de casa seja o mesmo em que ela esta na escola. Porém, querer nem sempre é poder e um dia vou ter que me decidir.

Tenho fé em Deus que vou conseguir. Do contrário, terei que colocar na balança até que ponto vale a pena curtir a minha filha somente nos finais de semana (e a resposta nós já sabemos).

Enfim as férias foram fundamentais para recuperar a energia e o tempo que fiquei longe da minha cria no final do ano. Foram importantes também para eu repensar que ser mãe não é algo que você aperta um botão e faz tudo no automático. Pelo contrário, exige paciência consigo mesma, dedicação total com seu filho e definitivamente nos transforma em novas mulheres.

Eu estou mudando da água para o vinho, mas, ainda não tenho noção de que mulher ou que mãe irei me tornar.

A única certeza que tenho é que quero viver cada minuto como se fosse o último com minha Iasmin, (jargão de mãe) que não sei o dia de amanhã e que o futuro só a Deus pertence.

Então, vamos viver o que 2015 reserva para a gente.

Abraços e até o próximo post.

*Rúbia Lisboa

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Trabalho x Maternidade (1° Round)

Hoje será um dia crucial em minha vida.
Não me restam mais dúvidas que a maternidade vira a mulher do avesso e ai a gente descobre que o avesso é o nosso melhor lado.
Tive que tomar uma decisão difícil e depois de quase 10 anos convivendo com as mesmas pessoas, optei por e consegui a oportunidade de trabalhar mais perto de casa e ficar mais próxima da Iasmin.
Meu coração está apertadinho!
O local onde trabalho me acolheu desde os meus estudos. Formei-me e continuei aqui até hoje.
E agora chegou o último dia.
Aiiiii...não sou boa para despedidas!
Eu não posso nem começar que dano a chorar.
Mas se há uma coisa inevitável nesta vida, é a danada!
Um tchau, um até breve, um “qualquer dia amigo a gente vai se encontrar”, mais cedo ou mais tarde surgirão em nosso vocabulário mesmo contra a nossa vontade.
A alegria por poder estar perto de minha filha e enfrentar um novo desafio profissional se mistura à tristeza de ter que deixar uma turma que se tornou a minha segunda família.
Ser mãe e conseguir trabalhar fora me enche de orgulho. Jamais deixaremos de cumprir o papel que desempenhamos em casa. Seguiremos cuidando da família, dos filhos... Sim! Nós damos conta de tudo! E em muitos casos sem nenhuma ajuda. 
Por isso, tenho tanto orgulho de mim nesta nova fase e incentivo que as mães trabalhadoras devem seguir suas lutas, mesmo com todo o esforço exigido.
Este é o meu consolo neste dia de despedidas.
Ser mãe é fazer escolhas, renuncias e sacrifícios.
Mas com a certeza de que no final das contas tudo valerá a pena.
Então, bora iniciar uma nova fase...a  Iasmin agradece!
*Por Rúbia Lisboa