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terça-feira, 14 de junho de 2016

E lá se vai o primeiro mês de uma nova história...

Há pouco mais de um mês eu escrevia um post de despedida da até então história da minha vida.

História da minha vida, pois, até um mês atrás a minha vida foi à mesma na última década. E mesmo com a chegada da Iasmin, prevaleceu uma rotina que venho vivendo há 10 anos.

Abrir mão de tudo isso e apostar no incerto de fato está sendo um tiro no escuro. Mas, se eu não arriscasse, nunca poderia saber como é.

Ainda não deu tempo de saber como será e tenho total consciência de que não vai ser fácil, mas, o gostinho destes 30 primeiros dias já é mais do que suficiente para me fazer querer arriscar ainda mais e principalmente, não querer voltar atrás (ao não ser para um emprego em horário comercial).

No post do mês passado eu focava todas as minhas expectativas para o novo projeto pessoal “Conecta Mães BH”.

Estava muito empolgada com o seu rápido crescimento e as possibilidades que ele pode trazer não só para mim, mas, para todas as mães envolvidas.

A empolgação hoje é ainda maior e não só o foco, mas, a força e fé continuam todas voltadas para ele.

Nos mês passado comemorava o fato de sermos 700 mulheres na rede. Hoje, já somos quase o dobro (vejam o quanto é gratificante fazer algo que se gosta).

É engraçado como fato de estar em casa passa para o outro a sensação de estar atoa.

E sinceramente? 

Neste último mês “trabalhei” mais do que se estivesse trabalhando fora.

Até hoje não consegui fazer uma coisa que é o sonho de consumo de todo mundo que está de férias ou em casa: dormir, ver sessão da tarde por mais repetida que seja, ou ficar realmente atoa....

Os dias estão voando, ao contrário do tédio que eu ficava no trabalho pelo fato das horas demorarem a passar.

Venho de um mês sem nenhuma conquista financeira, mas de vitórias pessoais tão gratificantes que valem mais do que qualquer dinheiro.

Talvez este seja o ponto que mais me faça parecer uma doida (risos)

Estar feliz e sem dinheiro nos dias de hoje é sinônimo de loucura.

Recentemente, participei de uma calorosa discussão construtiva onde defendia incansavelmente que dinheiro é uma consequência natural quando se faz algo que gosta.

Poderia estar desesperada pelo fato de estar desempregada (e posso vir a ficar ainda). Mas, prefiro acreditar que quando existe amor, você consegue alternativas para solucionar qualquer problema.

Dentre as vitórias pessoais neste último mês, alinhado ao crescimento do Conecta, está o fato de ter tido o privilégio de participar do II Seminário Internacional de Mães, sendo o blog um dos parceiros oficiais deste magnifico evento.

Foi um dia único para o meu crescimento materno, profissional e pessoal. Que me possibilitou a certeza de que estou no caminho certo.

Ouvir palestrantes renomadas falarem sobre os desafios da maternidade e me questionarem quanto a “que mãe eu quero ser”, foram mais do que suficientes para renovar minhas energias e me manterem firme em meus objetivos.

Jamais esquecerei o encerramento da palestra da Dra Filó (assista aqui):

"E enquanto vocês estiverem aqui cuidando, saiba que tem alguém junto cuidando. Que vocês não tenham medo... Ao falar 'essa situação é impossível' ou 'eu não vou dar conta deste menino', lembrem que quem convidou vocês para ser mãe é fiel e permanece ao lado. Mesmo que vocês não percebam a presença porque ELE é muito discreto e não se exibe. Mas, se você solicitar, ELE fala "NÃO TENHA MEDO, EU ESTOU AQUI"!

Este será meu mantra daqui pra frente!

Não estou sozinha, e Deus há de me guiar.

Acabo até rindo das ironias do destino: em 30 anos de vida, sempre rodei, rodei para, nos final das contas estar envolvida com alguma causa social.

Desde a minha infância foi assim e já contei isso para vocês aqui no blog.

É como se Deus soprasse em meu ouvido: “Minha filha, o que tanto procuras? Sua missão é essa! Não perca o foco e eu cuido do resto”!

E esta sendo assim desde que a Iasmin chegou, desde que o Conecta surgiu, desde que decidi escrever uma nova história para minha vida.

As coisas, simplesmente estão fluindo! Basta aprendermos que é no tempo de Deus e não no nosso.

Dei este testemunho no encontro de casais no último sábado e fiquei orgulhosa ao ver meu marido sendo questionado se ele sentia a presença de Deus em minha vida depois desta minha decisão.

Da sua maneira, ele respondeu que sim, e que está nítido a minha melhora depois que deixei o meu emprego.

Voltando ao Seminário, acho que sou prova viva para uma fala dita também pela Dra Filó, mais ou menos assim: “uma mãe bem a família vai bem, uma mãe mal a família vai mal”. E é isso mesmo!

Até palestra sobre o Conecta demos na última semana. Quem diria?

Nesta evento, o que mais me comoveu foi uma aluna nos dar um feedback no final, contando que estava sendo pressionada a entrar para uma rede “x” de venda de produtos. Mas, que após ouvir a nossa história e do Conecta, ela prefere muito mais passar a vender coxinhas que é algo que ela adora fazer do que participar de algo que não lhe deixará feliz.

Minha resposta para ela foi:

“Pronto! Você já sabe por onde começar. E se vai ser feito com amor, com certeza será um sucesso!”

E eu, sem ganhar um centavo por ministrar esta palestra, me senti muito mais feliz por de alguma forma ter sido útil a alguém. (...)

Para encerrar, voltando ao post do mês passado, recomendei o documentário “O começo da Vida”.

Adivinhem?

Assisti ontem!

Até nisso Deus agiu, pois eu tinha que assistir em um momento certo.

Impossível não se emocionar com este documentário.

À medida que fui assistindo, escrevi 10 paginas de ensinamentos que tirei dele e carregarei comigo daqui pra frente.

Algumas conclusões são:

  • “Cada criança que nasce é uma surpresa para a humanidade”

Definitivamente a Iasmin está sendo o fator chave para surpreender a minha vida dia após dia. E mesmo sem ela ainda ter consciência disso, agindo em mim, está contribuído para a vida de outras pessoas.

  • “A mãe é a primeira mostra de humanidade com a qual a criança tem contato. A relação que você tem com a sua mãe determina o mundo que você vai entrar”...

Então que a relação que eu tenha com a minha filha seja a mais positiva possível. E estar presente é fundamental para que isso ocorra com sucesso.

  • “A mãe é a principal responsável na construção do capital humano investido no seu filho. E esse amor materno é uma parte importante da economia. Porém não é totalmente reconhecida pela nossa sociedade.”

Impossível não associar esta frase não só aos meus anseios pessoais como aos objetivos do Conecta.

  • “Se você trabalha 9 horas por dia e fica 2 horas com seu filho, como vai construir o amor entre vocês? Se for uma questão de qualidade e não quantidade, diga para o seu chefe que vai trabalhar menos tempo. Vamos ver se ele topa!”

Essa nem precisa de legenda. (hahahah adorei)

  • “Os primeiros anos são como construir a fundação de uma casa. Você constrói a estrutura onde todo resto se desenvolverá. Então, se a fundação não for bem construída no começo da vida, algo ruim pode acontecer quando a construção se erguer.” (assista aqui)

Embora eu não deva satisfação das minhas escolhas, aí está mais uma boa resposta. E que todo pai e mãe tenha a convicção disso.

Por último, uma das cenas que mais me fez chorar neste documentário foi a de uma menina de aproximadamente sete ou oito anos que cuida sozinha dos dois irmãos menores.

Ao ser questionada sobre quais eram os seus sonhos, ela respondeu sorrindo que não tinha sonhos.

Chorei muito!

Como uma criança nos dias de hoje simplesmente não tem sonhos?

Que graça tem a vida, se não sonharmos?

Qual é a nossa expectativa de futuro sem desejos, vontades ou ambições?

Se uma criança pensa assim hoje, que adulto ela se tornará amanhã?

O “Começo da Vida” ainda ressalva que uma das grandes solidões do mundo contemporâneo e a perda de comunidades. Perdemos o sentido comunitário e a criança precisa disso para se desenvolver.
Então, que façamos a nossa parte para mudar esta triste realidade.

Questione-se todos os dias quanto ao mundo que você vai deixar para seus filhos.

Afinal, não estaremos ao lado deles para protegê-los para sempre e foram questionamentos assim que fizeram a minha vida a tomar o rumo que se inicia agora.

A brincadeira preferida da Iasmin atualmente é “vou te contar um segredo” e então ela vem sussurrando em nosso ouvido bem baixinho “mamãe ou papai, te amo” e morre de rir quando falamos o mesmo, transformando a brincadeira em um “telefone sem fio”.

Uma situação tão simples, mas, que nos últimos dois anos eu nunca havia presenciado com a minha filha.

Isso basta e é a maior riqueza que podemos ter.

Foto pessoal



Até o próximo post!

domingo, 13 de março de 2016

Pois é sou mãe, e esta é a minha escolha.

Imagem de Juro Valendo
Estou em falta com o blog e ai os acasos da vida serão a minha “desculpa da vez”...

Acho que volto com um post redundante, mas, este assunto sempre é a bola da vez (incrível!).

Iasmin está prestes a completar seus dois aninhos e minha vida está de pernas para o ar.

Pois é trintei e de fato a vida depois dos trinta é outra, depois da maternidade então nem se fala.

Muitos devem pensar: “não entendo as mães, reclamam e reclamam logo, para quê foram inventar ter filhos”?

Outras dizem: “amo meu filho, mas, odeio ser mãe”! (...)

Você encontra diversas justificativas ou teorias sobre a vida após a maternidade.

Eu amo minha filha e amo ser mãe!

Se você não quer ser mãe, não gosta de crianças ou algo do tipo, respeite a minha escolha de ter filhos e vice e versa e assim nossa convivência se torna mais sociável.

Assino embaixo daquela frase que diz “quando a vida te vira do lado avesso é que você encontra o seu lado certo”.

A questão é que o meu lado anda meio incerto, mas se tudo fosse certo, nada teria graça não é mesmo?

De fato me vejo como outra mulher!

Já tomei decisões importantes em minha vida e não vou voltar atrás (em breve espero poder contar para vocês). Não faço ideia de quais serão as consequências disso tudo, mas, acredito que ouvir o coração é a decisão mais racional que existe.

Certa vez li em algum lugar uma moça dizendo que não concorda com o fato das mulheres abdicarem tanto de sua vida pessoal por conta dos filhos.

Bom, é o ponto de vista dela!

Não vejo como uma renuncia e sim como uma escolha passageira. Filhos não são nossos para sempre e mais rápido do que possamos imaginar já estão caminhando por conta própria.

Então, se há um momento que tenho que aproveitar, este momento é o agora.

Vou sim abrir mão de coisas que me impedem de ser uma mãe mais presente. Isso pode significar meu trabalho, os eventos sociais que não são apropriados para uma criança, coisas que eu fazia antes de ser mãe e que são impossíveis de fazer agora, por enquanto.

E que saber? Não sinto nenhuma falta disso!

Certa vez saímos para um encontro que só tinha adultos. Rimos, nos divertimos, foi perfeito. Depois, parei para pensar e me dei conta que a Iasmin ficou o tempo todo sentada no meu colo. Por mais que conversássemos com ela, ela ficou o tempo todo ali em um mundo que não era dela.

Fiquei arrasada!

Você que ainda não é mãe vai achar que é exagero da minha parte. E eu também achava todas as mães exageradas antes de ser uma.

Anote: Ser mãe é pagar língua!

Então, por favor, não me cobre  e nem questione as minhas escolhas ou ausências, pois, amanhã você poderá agir da mesma forma.
Pior é a mãe que critica a outra mãe!

Ai é pedir para morrer...

Estou passando por algo parecido: uma pessoa do nosso convívio parece estar com raiva porque eu “sumi” e não me importo mais com eles depois que virei mãe. Detalhe: ela também é mãe!

Vocês estão carecas de saber que meu horário de trabalho é antissocial. Se não vejo nem a minha filha direito, piorou os meus conhecidos!

Restam-me os finais de semanas e feriados para ser mãe, cuidar da casa, de mim, do marido, e tentar ter uma vida social. Mas, obvio, não dá tempo de visitar todos que conheço ou fazer tudo que tinha planejado.

E você? Quantas vezes me ligou ou me visitou?

Acho que toda vida de mãe é assim né?!

Ou seja; é o sujo falando do mal lavado!

Para encerrar mais um desabafo virtual, recentemente recebi uma lição de moral de uma jovem que me deixou emocionada...

Ela está com 18 anos e na faculdade de Direito. Comentei que fico com a Iasmin pouco mais de meia hora por dia durante a semana.

Ela ficou espantada e disse que quando era criança sua vida também era assim.

Sua mãe sempre trabalhou em casa de família e com faxina e ela ficava sozinha com o irmão mais novo.

Disse que sonha muito em ser mãe, mas, antes vai terminar os estudos e passar em um concurso público para trabalhar somente meio horário e assim ter tempo com os seus filhos.

Que ela sempre diz para a mãe que não reclama da sua ausência no passado, mas, apenas quer ser uma mãe diferente.

Que tem a consciência que se não fosse o esforço (e ausência) da mãe para cria-los, ela não estaria onde está hoje e não seria a jovem que é.

Não preciso dizer mais nada né?!

Prefiro acreditar que filhos são as nossas versões mais evoluídas.

E para que a Iasmin seja eu com 100% de up grade amanhã, mil vezes melhor do que sou hoje, cabe a mim pelo menos tentar lhe mostrar o caminho que julgamos correto.

Não adianta eu só falar, preciso ser exemplo!

E se quando ela tiver com seus 18 anos ter a consciência parecida com a da jovem que me deu este relato, vou ter a certeza de que tudo que estamos passando agora valeu a pena!

Fiz as escolhas corretas...

Que o blog sobreviva até lá para a gente saber o resultado.

Foto Pessoal
Até o próximo post!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Por mais momentos assim!


Fotos pessoais.
Quanto mais a Iasmin cresce mais sinto a necessidade de ficar perto dela e este desejo me consome.

Vocês que têm acompanhado o blog mais de perto sabem o quanto sonho com o momento em que poderei conciliar melhor a maternidade com a vida profissional.

Enquanto isso não acontece, o papai e eu temos investido nos finais de semana e feriados para (sei lá) de alguma forma tentar suprir a minha ausência na vida da pequena.

Pode ser que ela nem sinta tanto assim... Pode ser que sim!

Pode ser que seja muita neura da minha cabeça.... Pode ser que não!

Vai saber?

Se algum psicólogo ler este post e quiser me dar uma sugestão, aceito (risos).

Na dúvida, tento fazer que os finais de semana sejam “eternos” e a segunda-feira sempre começa com o gostinho de quero mais e com o cronometro ligado para que a sexta-feira chegue novamente.

Acho que está funcionando!

Iasmin tem adorado os nossos passeios, quando dorme, sonha de dar gargalhada. Imagino que está lembrando-se do dia incrível que teve ou, com que será que um bebê sonha?

É também não sei! Só sei que tem sido incrível para nós três.

Há certas dificuldades:

São poucas as opções de programas que aceitem crianças menores de três ou quatros anos. Só em dois shoppings aqui de BH foram várias atrações que achamos fantásticas e até gratuitas, mas, que não aceitavam pequeninos na idade da Iasmin.

Restam teatros, musicais com os personagens mais famosos do momento, e outras atrações que como já registrei minha indignação aqui no Blog, possuem preços absurdos inclusive para bebês.

Diante da crise que o País está enfrentando, não dá e nem temos condições de investir em programas mais caros de cultura e lazer.

As alternativas surgem nos parques e praças da cidade, na soverteria do bairro, na piscina de bolinha ou banho de mangueira feito em casa mesmo.

Atitudes simples que conseguem arrancar os mais belos sorrisos e as sinceras demonstrações de afeto em uma família.

Sou tão babona que me emociono ao ver a alegria de minha filha. Esqueço todo o meu sentimento de culpa ao vê-la chamando “mamãe” sem parar e me dando aquele abraço mais gostoso recheado de beijo melado por conta dos dentinhos que estão nascendo.

Dançando sem música, batendo palma e gritando “êêêêê” do nada, talvez apenas para nos mostrar o quanto está feliz.

Foi assim no Dia dos Pais, foi assim no passeio com a Duda, foi assim lavando o carrinho de brinquedo, foi assim no piquenique deste último feriado, com direito a cochilo debaixo da árvore para repor as energias e começar a brincar tudo outra vez.
Lavando o carro da família,rs.

Porque o bom da vida é ser criança!

Por fim, apenas um relato para outra mudança natural que acontece com nós – adultos - após a chegada dos filhos:

Estava preocupada em deixar meus “amigos” de lado após a maternidade. Mas na verdade, você percebe que seu circulo de amizades acaba transformando-se gradativamente em amizades com outras famílias que também possuem filhos.

Não há um afastamento proposital, mas não da para você ficar levando seu filho de apenas um ano em programas de adultos e nem seus amigos vão te chamar mais para todos os lugares que eles frequentam.

Quando você se da conta, suas amizades tornam-se os pais dos coleguinhas de seu filho ou aquele amigo que nem era tão próximo assim, mas, que também teve um bebê por agora e assim vai...

Sempre surgem outras crianças para tornar os dias de seu pequeno (a) mais divertidos e adultos para compartilharem do assunto que agora é o de maior interesse e importância para você: filhos!

Dia dos Pais no Parque
Não rola ficar falando de criança 24 horas com quem não tem uma e nem sair por ai como se também não tivesse uma.

Trata-se de um ciclo natural da vida sem a intenção de dizer que a vida de quem tem filhos é melhor do que a vida de quem não tem.

Ambas têm seus altos e baixos e tratam-se das escolhas feitas por cada um.

Escolhi ser mãe e de fato não está sendo fácil fazer a minha vida girar em torno da maternidade (voltemos ao inicio deste post). Não da para a maternidade, ou melhor, a Iasmin ficar a mercê da minha vida. Do tipo: nas horas vagas eu encaixo a minha filha!

Fiz a minha escolha, não me arrependo e aos poucos ela vai entrando nos eixos.

Não há um modelo perfeito nem um manual de instruções, mas agora, “Pois é: Sou Mãe”!

Os melhores dias do ano para mim têm sido sim os sábados, domingos e feriados e anseio por muito mais deles.

Enquanto não consigo aumentar a minha “cota”, que cada dia, minuto e segundo com a minha filha seja único, verdadeiro e inesquecível. Com gostinho de “bis” e lágrimas nos olhos de emoção.

Prova de que são momentos assim que fazem a vida valer a pena e nos dão força para seguir em frente.


Até o próximo post.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Pausa para dar uma "surtadinha" básica e aliviar o stress. Ráh!


O telefone do seu trabalho toca e é sua mãe para dizer que a geladeira queimou e perguntar o que fazer.

Você que trabalha 10 horas por dia, está no ápice do stress, pensa por alguns instantes em qual resposta dar para não parecer mal educada.

Prefere o silencio e a mãe diz: posso chamar o concerto? Tem dinheiro?

E você sem responder, continua a pensar: “acho que ninguém vive sem geladeira hoje em dia né”?

Por fim se manifesta: “vamos ver o orçamento”!

 Ela disse 'ok' e desliga.

Quando você enfim chega em casa bem tarde da noite, sua filha já está dormindo.

Que pena não vê-la acordada, mas, que bom para colocar as coisas em ordem.

O sofá está lotado de roupa para passar, o banheiro precisa ser lavado, há brinquedo por todo lado, o marido está vendo o programa de futebol e a geladeira?

Continua estragada.

O gelo derretendo e todos os alimentos lá dentro.

Você pergunta: “Não ligou para o concerto”?

E a resposta de sua mãe: “Eu não! Estou esperando vocês resolverem, faço tudo nesta casa”!
Você olha ao redor, da um beijo de boa noite na filha e pensa nas possibilidades:

Passar roupa? Lavar banheiro? Juntar brinquedo? Ligar para o concerto? Ou....?

Escolhe expressão utilizada quando a pessoa não está nem ai com os outros, quando está indignada, ou sem paciência.

Como se não bastasse uma tosse seca de cachorro te domina há duas semanas.

Sua mãe (será que é mal de mãe e também vou ser assim?) ao tentar puxar assunto diante do seu mau humor diz: Vai ao médico!

E você pensa: já estou me medicando com os xaropes da Iasmin (O Ministério da Saúde adverte: não faça isso!).

Por fim, faz um lanche e reflete um pouco sobre o orçamento do mês e a nova despesa que surgiu, mas chega à conclusão que pensar em contas depois das 22 horas pode ser muito prejudicial à saúde além de atrapalhar a sua noite de sono.

Dormir!

Se sua filha de um ano e dois meses dormiu cedo, está ai uma oportunidade dos Deuses!

Vá dormir também!

O resto é o resto e a gente resolve depois .

Chore um pouco para aliviar a tensão e quando amanhecer comece um novo dia!

Ossos do ofício...