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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Amélia é que era mulher de verdade...


Setembro de 2015: mais de cinquenta anos depois, comparados quando a minha avó tinha seus 30 anos de idade enquanto, entre minha mãe e eu a diferença são de quase três décadas.

As mudanças na vida da mulher da época da minha avó, para a minha mãe, para mim e para a Iasmin são inenarráveis. Estamos falando de quatro gerações diferentes.

Das histórias que já ouvi de quando a minha mãe era criança, sei que minha avó criou os nove filhos lavando roupa para fora em córrego enquanto ainda cuidava DA CASA.

Nem todos os filhos estudaram. Minha mãe mesmo não terminou o ensino médio até hoje. E quando eu nasci, ficou um tempo sem trabalhar (exigência do meu pai) para cuidar de mim e DA CASA e depois foi fazendo unhas e usando o que recebia apenas para os gastos comigo, enquanto as despesas DA CASA eram únicas e exclusivas do meu pai, até o momento em que ele viveu.

Eu já estudei até a pós-graduação. Mesmo trinta anos atrás, meus pais optaram por terem apenas um filho o que já é uma diferença gritante comparada à minha avó. Lembro-me que nas tarefas DE CASA meu pai sempre lavava o banheiro, fazia as comidas mais gostosas (minha mãe vai pirar quando ler isso), enquanto ela cuidava do restante DA CASA. Mas, nada impedia meu pai de também lavar, passar, varrer... Que comparado ao meu avô então, seria considerado coisas absurdas para um homem fazer.

Entrei nas tarefas DE CASA antes da adolescência. Adorava ajudar o meu pai a lavar o banheiro, comecei arrumando meu quarto, tirando uma poeira e aos poucos já fazia de tudo. Exceto cozinhar e passar que não levo jeito até hoje.

Nunca tivemos uma ajudante mas, as tarefas sempre foram divididas. Por coincidência do destino, meu marido também é o principal responsável pelo banheiro. Porém, como eu fico fora por mais tempo e ao contrário da minha mãe, contribuo com as despesas, hoje ele faz de tudo e me ajuda pra caramba.

O problema está justamente no conflito entre as gerações. Explico: 

Minha avó tinha nove filhos e cuidava Da CASA sozinha ou com a ajuda deles à medida que iam crescendo, porque meu avô naquela época jamais faria uma atividade doméstica.

Minha mãe cuidava DA CASA com mais frequência pois, não trabalhava fora até um determinado tempo e ainda assim tinha a ajuda do meu pai e obvio, não tinha nove filhos.


Eu cuido DA CASA menos ainda, por que fico fora de casa pelo menos onze horas por dia, divido as tarefas com meu marido SIM (embora ele faça mais do que eu), não acho que casa seja só obrigação da mulher e muito menos acho que seja a prioridade da minha vida. Convenhamos, você só tem os finais de semana para curtir seu filho: Opção A – vai colar a barriga no fogão, lavar roupa, passar e deixar a casa um “brinco” para daqui cinco minutos seu filho espalhar todos os brinquedos novamente ou Opção B – vai dá um “tapinha de leve” de forma que mantenha o higiene da casa (é claro), vai trocar o fogão pelo restaurante ou marmitex sempre que puder e ao invés de ficar caprichando e caprichando em vão, vai fazer um mega passeio e se divertir com sua família?

As votações estão abertas! Nem preciso dizer qual é a opção que eu escolhi (risos).

Mas ai meus caros, acontece a terceira guerra mundial. Como vocês sabem, minha mãe mora conosco e o conceito dela de arrumação da casa é completamente oposto ao meu.

Vocês podem ir até minha casa agora e garanto-lhes que não está um chiqueiro. Há o mínimo de organização possível até a Iasmin chegar da escolinha (kkkkkkkkkk). Ela vai brincar, espalhar tudo mas, para a nossa praticidade compramos um baú para os brinquedos e assim que ela dormir, com segundos jogamos tudo lá dentro e a casa estará organizada novamente.

Simples assim!


Passar pano, lavar banheiro e derivados deixamos para fazer uma vez por semana e está de bom tamanho, exceto para a minha mãe!

Na última sexta trocamos, eu lavei o banheiro e o maridão varreu e passou pano em toda casa. No sábado curtimos a preguiça e fizemos passeios rápidos. No domingo eu tirei poeira de tudo enquanto a Iasmin dormia. Na segunda-feira minha mãe fez tudooooooooooooo de novo dizendo que não fazemos nada, que a casa tá uma bagunça, que ela não é a nossa empregada e blá blá blá.....É mole?

A questão é: jamais vamos entrar em um acordo! Eu não tenho vocação para ser Amélia, e imaginem a geração da Iasmin daqui trinta anos. Tenho certeza que vou comparar o pouco que faço hoje com o nada que talvez ela fará no futuro (é o que imagino).

Mas, vamos aceitar que dói menos! Os tempos são outros e as Amélias da época da minha avó estão extintas do mercado.

Hoje o que mais se houve por ai é que os filhos sentem a ausência dos pais que estão sempre mais atarefados com os seus empregos. O pouco tempo que temos para ficar com eles vamos nos ocupar com as tarefas de casa?

“Nem a pau Juvenal!”

É lógico que tem que haver um bom senso, mas, jamais terei obsessão por limpeza ou tarefas domésticas. 

E digo mais! Digite ai no Google “Planejamento das Atividades Domésticas” e verás milhões de dicas que recomendam distribuir as tarefas pelos dias das semanas e não se matar ao fazer tudo de uma vez como era antigamente.

Minha mãe sempre reclama: o que a adianta passar pano e não tirar poeira?

Mas, onde está escrito que os dois devem ser feitos obrigatoriamente juntos?

O planejamento dos afazeres otimiza a realização das atividades, exigindo menos do seu tempo para manter a casa em ordem e agradável. Com um cronograma do que deve ser feito, é mais fácil também delegar tarefas quando não se mora sozinha.

Economizando tempo (e energia!) com as tarefas domésticas, terá mais disposição para as atividades que você realmente ama.

Por fim, só lamento mãe! (Vou dar a louca quando a Iasmin falar assim comigo, ráh! Mas, faz parte do ofício rsrsrsrsrs...)

“Amélia é que era mulher de verdade...”

E eu? Estou longe disso e nem quero ser uma!

Até o próximo post!

Fonte:


terça-feira, 15 de setembro de 2015

E lá se vão meus 20 e poucos anos...

Foto Pessoal.
Há quase um mês postei uma foto na fanpage do blog cheia de fios e aparelhos devido a alguns exames cardiológicos.

Estava esperando o retorno ao médico e resultados para pode escrever a respeito.

Definitivamente a maternidade muda completamente o corpo de uma mulher e convenhamos, não tenho mais meus 20 e poucos anos.

Antes da Iasmin minha vida se resumia em: tomar café da manhã com o marido, cochilar um pouco mais (já que meu horário de trabalho sempre foi tarde e noite), pegar o ônibus (antes eu trabalhava no centro), dormir dentro do ônibus, trabalhar a minha jornada de quase 10 horas por dia sentada na frente de um computador (é assim até hoje), pegar o ônibus novamente, voltar para casa, ver algum programa na TV com o marido (nunca jantamos) e dormir, para no dia seguinte ser a mesma rotina.

Agora com a Iasmin a rotina é: tomo café com o marido, cochilo mais uns 40 minutos até ela acordar, ela acorda perto das 8 da manhã, brincamos o mínimo e nos arrumamos para ir para a escolinha. Volto para casa, tomo banho e venho para o trabalho, ficando apenas uns 7 minutos dentro do ônibus, mas, trabalhando as mesmas 10 horas na frente do computador, chegando em casa quase as 22 horas (agora com exceção das segundas e terças para a honra e gloria do Senhor, rs), Iasmin já está dormindo e nós dormimos também (quando ela não acorda de madrugada – leiam os posts sobre a mãe zumbi).

Nós sábados, domingos e feriados há todas as atividades domesticas e tenho que compensar os momentos que não tive com a minha filha durante a semana. Consequência? O corpo não aguenta!

Se fosse só brincar e passear com ela ótimo! Mas tem que lavar, passar, varrer, fazer comida (e ainda sou uma negação na cozinha) e ai, quando ela dorme a tarde nós desmaiamos também e o serviço só vai acumulando....

Voltando na questão da minha saúde, tenho um agravante que é a pressão baixa. Minha ginecologista aplaudia, todos os médicos falam que é muito melhor você ter a pressão baixa do que alta. Mas, na pratica meus caros, não é bem assim!

Fico para morrer quando ela chega nos 9.5 e até 8.4. Eu definitivamente não funciono, fico lerda, sonâmbula, as lagrimas escorrem pelos olhos sem controle. Preciso me segurar para não cochilar no trabalho repetitivo na frente do computador. Custo a processar respostas que precisam ser dadas de imediato. Fico esgotada ao extremo e o mesmo acontece quando tenho que acompanhar as Iasmin que está ligada no 220w.

Ai vem o cansaço físico, fico ofegante quando faço um esforço mínimo que para mim parece ser gigante. Coluna então? Sinto que já não tenho mais...Surgem dores em lugares que eu nem sabia que existiam em meu corpo (risos).

A primeira pergunta dos médicos é se meu estado emocional vai bem, pois, a depressão pode ocasionar dores e fadigas injustificáveis. Ráh!

Tenho tempo para ficar deprimida? Claro que há aquela súbita vontade de chutar o balde e ligar o fo#@da%&8-se.

Não para a minha filha, jamais! Mas para tudo e todos que me ocupam o tempo em que eu poderia estar com ela.

Ops! Sou um ser racional, não posso chutar o balde (será?) e a gente vai aguentando.

Enfim, não acho que isso seja depressão, mas vai saber né? Um dia prometo que farei terapia, acho que todos nós devemos afinal, é difícil falar e assumir isso.

A questão é que os males físicos (ou emocionais) de fato existem e os resultados dos exames foram????

Que eu estou ótima! A culpa é do tipo de vida que eu levo. Totalmente sedentária, alimentação precária e principalmente falta da bendita atividade física.
Meu marido, por exemplo, joga o seu futebol todo final de semana e é bem mais motivado, disposto e saudável do que eu.

Antes eu não sentia, pois não era tão exigida. Agora tenho que ter disposição e pique para acompanhar minha pequena que está com as energias a todo vapor. Segundo os médicos, se eu fizer nem que seja uma dança ou natação já vou mudar totalmente a minha vitalidade. A pressão vai melhorar, vou corrigir minha postura e consequentemente minimizar as dores nas colunas, não ficarei tão cansada e sonolenta, terei mais apetite e comerei melhor e, assim por diante.

A desculpa que não pode faltar é usada por todos:

Falta-me tempo! Tempo de tempo e tempo de dinheiro.

Mas prometi para mim mesma que tomarei alguma atitude a partir do mês que vem.

Xiiiiii...não me imagino em uma academia. Afs!

Ok! Eu juro! Vou tentar! Me cobrem, me ajudem...

Afinal, quero ou não quero curtir a minha filha?

Que seja por ela então!

Força, foco e fé!

Não é assim que se diz?

E que venha os 30 anos com força na peruca, corpinho de 15 e saúde de 10... Eu chego lá!

(Forcei!kkkkkkkk)

Cenas dos próximos posts.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Era uma vez uma mãe zumbi! Parte II

Ainda continuo lendo todos os artigos e matérias possíveis e impossíveis sobre o sono dos bebês.

Na primeira vez que escrevi sobre este assunto disse que não daria nenhuma dica, pois até então, nada tinha funcionado comigo e não tínhamos nenhuma orientação médica.

Logo depois, uma pediatra amiga sugeriu um remedinho homeopático para usarmos durante 30 dias.
Escrevi o primeiro post em junho e assim fizemos até julho e de fato funcionou.

Iasmin dormia noites inteiras...

Dormimos as férias inteiras...

Fomos à consulta com a pediatra dela mesmo e recebemos uma explicação que até então achávamos que era ao contrário.

A doutora disse que para os bebês, quanto mais eles dormirem ou tiverem um dia tranquilo, mais terão uma boa noite de sono.

Porém, nós mães e pais de primeira viagem acreditamos que quantos mais eles dormirem durante o dia menos vai dormir a noite. Mito!

Comecei a observar a Iasmin e foi batata!

Durante as nossas férias, dormíamos até três horas durante à tarde além da ajuda do remedinho, é claro.

A noite ela dormia como um anjinho e nós ficamos felizes para sempre.... #sqn

E nós ficamos felizes até as aulas voltarem. Explico:

Passaram-se os trinta dias, paramos de dar o remedinho e as aulas começaram.

Iasmin não dorme mais à tarde.

Na agenda da escola vem anotada uma média de quarenta minutos à uma hora de soneca depois do almoço. E só!

Iasmin fica o resto do dia ligada no 220w... Brinca e apronta o tempo inteiro!

O que voltou acontecer?????

Vocês não imaginam como estou um urso panda!

Ela chega da escolinha “pregada” e, no máximo às 18:30 já está apagada.

Por volta das 21, 22 horas (horário em que estou chegando do trabalho) ela acorda com toda a bateria recarregada.

Que horas ela vai dormir novamente????

Meia- noite e meia, uma, duas horas da manhã...

São vários “round’s” na luta Iasmin x Sono e ela sempre ganha.

Fica esgotada, chora, fica brava conosco, começa a fechar os olhinhos, mas desperta, dança, canta, roda...faz tudo, menos dormir!

Só é vencida na marra, quando já estamos exaustos e às altas horas da madrugada.

Acho não, tenho certeza que vamos ter que comprar o remedinho outra vez.

Não sei se vai dar certo de novo, pois, a rotina dela na escolinha é pra lá de agitada.

As professoras até estão tentando faze-la dormir à tarde, mas, em vão!

E eis que ela surge novamente:

“Olhos de panda... cabelo atrapalhado... 10 mil bocejos por segundo...força na peruca no trabalho...e muita disposição para brincar com a filha que possui uma bateria sem fim!”

É um pássaro? Não!

Um avião? Não!

Quem é então?

É aaaaaa superrrrrrrrr Mãeeeeeeeeee Zumbiiiiiiiiii!

Que deixa a Mulher Maravilha e a She-Ra no chinelo...Quem são elas para terem os super poderes que só nós temos. 

E esta batalha ainda não está perdida. A esperança é a última que “dorme”.

Até o próximo post onde, ainda vou contar sobre quando enfim a Iasmin voltou a dormir bem DE-FI-NI-TI-VA-MEN-TE.

Ráh!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Era uma vez : Uma Mãe Zumbi!



Já li todos os artigos e matérias possíveis e impossíveis sobre o sono dos bebês.

Iasmin até então, nunca me deu problemas à noite.

Não teve cólica, não acordava durante a madrugada e desde que saímos da maternidade, dorme sozinha em seu quartinho.

Porém à medida que está crescendo as coisas não tem sido bem assim.

Deu para acordar durante as noites, ficar em pé no berço, falar sozinha, chorar, dormir de novo, acordar e assim vai.

Ainda não tenho nenhuma orientação médica a respeito e o pouco que sei refere-se às pesquisas que venho fazendo na internet.

Mas ontem ela se superou:

Tivemos visita a tarde e por volta das 18 horas ela tirou um cochilo. Imaginei que seria uma soneca rápida ou que até mesmo ela iria direto já que não dormiu durante o dia. Sonho né?

Às 23 horas ela acordou nos 220 e meus caros, só foi dormir novamente as 3 da manhã....Meu Deus!

Passamos todos os DVD infantis que temos em casa, apagamos as luzes e quando achava que ela estava caindo no sono, vinha uma música preferida fazer ela dar um pulo e dançar ou simplesmente acabava e ela se despertava gritando: “cabôôôô”.

E lá íamos nós colocar mais um DVD....

Nós cochilávamos e ela continuava acordada.

Por fim ficou nervosa por se sentir sozinha e começou a puxar meu cabelo. Eu com muito sono pela primeira vez perdi a paciência com ela que chorou e chorou.

Hoje o peso da minha consciência mais o meu sono absurdo pesam mais do que uma tonelada.

Ela dormiu na marra e eu sinto que fiz tudo errado.

Hoje sou a verdadeira mãe zumbi!

Não vou dar nenhuma dica para ajudar a criança dormir, pois até agora nenhuma funcionou.

Minha mãe briga comigo, alegando que fazemos a menina dormir cedo.

Mas como impedir que uma criança durma quando está com sono?

Vou aguardar a próxima consulta com a pediatra para tirar todas as minha duvidas.

Enquanto isso continua a minha saga.

Estou aqui curiosa para saber se ela está dormindo ou acordada na escolinha.

Se tiver dormindo, não vai dormir a noite.

Se estiver acordada e brincando com os coleguinhas, pode ser que durma melhor hoje.

Óh dúvida...

Óh sono...

Óh dor no coração por ter brigado com minha pequena (que graças a Deus acordou sem nenhuma mágoa hoje, mas, eu fico aqui me crucificando)...

É por estas e outras que digo:

Pois é: Sou mãe!

E tudo isso faz parte...



Até o próximo post, com menos sono!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Pausa para dar uma "surtadinha" básica e aliviar o stress. Ráh!


O telefone do seu trabalho toca e é sua mãe para dizer que a geladeira queimou e perguntar o que fazer.

Você que trabalha 10 horas por dia, está no ápice do stress, pensa por alguns instantes em qual resposta dar para não parecer mal educada.

Prefere o silencio e a mãe diz: posso chamar o concerto? Tem dinheiro?

E você sem responder, continua a pensar: “acho que ninguém vive sem geladeira hoje em dia né”?

Por fim se manifesta: “vamos ver o orçamento”!

 Ela disse 'ok' e desliga.

Quando você enfim chega em casa bem tarde da noite, sua filha já está dormindo.

Que pena não vê-la acordada, mas, que bom para colocar as coisas em ordem.

O sofá está lotado de roupa para passar, o banheiro precisa ser lavado, há brinquedo por todo lado, o marido está vendo o programa de futebol e a geladeira?

Continua estragada.

O gelo derretendo e todos os alimentos lá dentro.

Você pergunta: “Não ligou para o concerto”?

E a resposta de sua mãe: “Eu não! Estou esperando vocês resolverem, faço tudo nesta casa”!
Você olha ao redor, da um beijo de boa noite na filha e pensa nas possibilidades:

Passar roupa? Lavar banheiro? Juntar brinquedo? Ligar para o concerto? Ou....?

Escolhe expressão utilizada quando a pessoa não está nem ai com os outros, quando está indignada, ou sem paciência.

Como se não bastasse uma tosse seca de cachorro te domina há duas semanas.

Sua mãe (será que é mal de mãe e também vou ser assim?) ao tentar puxar assunto diante do seu mau humor diz: Vai ao médico!

E você pensa: já estou me medicando com os xaropes da Iasmin (O Ministério da Saúde adverte: não faça isso!).

Por fim, faz um lanche e reflete um pouco sobre o orçamento do mês e a nova despesa que surgiu, mas chega à conclusão que pensar em contas depois das 22 horas pode ser muito prejudicial à saúde além de atrapalhar a sua noite de sono.

Dormir!

Se sua filha de um ano e dois meses dormiu cedo, está ai uma oportunidade dos Deuses!

Vá dormir também!

O resto é o resto e a gente resolve depois .

Chore um pouco para aliviar a tensão e quando amanhecer comece um novo dia!

Ossos do ofício...





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Game Over Férias

As férias passaram tão rápidas quem nem postei nada no blog. Já voltei ao batente, Iasmin já está de volta à escolinha e a vida segue outra vez.

Nossa como o tempo voa!

Minha pequena já está engatinhando, está levada da breca, fica em pé sozinha, já tem dois dentinhos, em breve vai andar e daqui dois meses, meu Deus dois meses, fará um aninho!

Se você quer ver o tempo correr torne-se mãe! 

Eu confesso que estou um pouco assustada com a velocidade que as coisas estão acontecendo e já entrei em contradição em um monte de teorias que postei aqui no blog.

Na prática é bem diferente....

Imaginava que seria uma mãe moderninha, sempre arrumada, bonita, que não deixaria de cuidar de mim.

Mas na verdade, nunca mais tive “tesão” por compras pessoais. Sempre que vou ao shopping olho apenas as vitrines infantis e me esqueço da Rúbia mulher, Rúbia esposa. Só compro algo pessoal se está relacionando à Iasmin. Por exemplo: chegou o batizado, preciso de uma roupa nova!

Hoje, 10 meses depois da chegada dela, que me dei de presente duas sapatilhas que estavam na promoção e de tanto minha mãe falar que estou com sapatos horríveis, que meu marido não deixou de comprar as coisas dele, enquanto eu ando um molambo. Afs!

Eu sei! Falei que não tínhamos que deixar de se cuidar da gente, que mulher feia é falta de maquiagem e blá blá blá...Mas não sei o que acontece! Quero aproveitar ao máximo cada minuto com a minha pequena que simplesmente esqueço-me do resto e de mim.

Compartilhei um texto recentemente na fanpage do blog que fala exatamente sobre isso. É de uma mãe contando para a filha o que é ser mãe. E o trecho abaixo foi o que mais me tocou:

“Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida — não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.”

E é bem isso que sinto: hoje sou uma Rúbia totalmente diferente de um ano atrás. Tudo que eu faço, penso, sinto é relacionado à Iasmin. Passei a ter muito mais medo da morte porque quero ver a minha filha crescer. Antes era inconsequente agora, até para atravessar a rua tomo mais cuidado. Resfriado então? Nem pensar! Mãe não tem o direito de ficar doente.

A mais engraçada das minhas mudanças radicais é que dizia convicta que festa de um aninho é bobagem. Que a criança não aproveita nada, nem vai se lembrar depois....e agora não sonho com outra coisa (cenas dos próximos posts).

Mudei também profissionalmente, é pois é! Não em termos de falta de profissionalismo, responsabilidade e comprometimento. Inclusive já trabalho bem perto de casa e isso é um bom começo. Mas mesmo assim, busco mais. Ainda anseio por conseguir conciliar melhor a maternidade com a profissão e o meu horário ainda não me permite isso.

Agora o meu ponto de vista sobre mães que trabalham fora é que só vale a pena se você conseguir se dedicar ao seu filho (a) o mesmo tempo que se dedica ao trabalho. E hoje a sensação que tenho é que não estou conseguindo fazer isso com sucesso (outra contradição: dizia que não ia ficar me culpando, mas mães sempre se culpam). 

O interessante é que convivo com várias mães com filhos de idades próximas a de Iasmin. Duas pediram demissão, outras duas preferiram a babá, e eu estou neste dilema pessoal: não quero tirar da escolinha, pois é gritante a diferença no desenvolvimento da minha pequena, e quero continuar a trabalhar desde que o tempo que eu fico fora de casa seja o mesmo em que ela esta na escola. Porém, querer nem sempre é poder e um dia vou ter que me decidir.

Tenho fé em Deus que vou conseguir. Do contrário, terei que colocar na balança até que ponto vale a pena curtir a minha filha somente nos finais de semana (e a resposta nós já sabemos).

Enfim as férias foram fundamentais para recuperar a energia e o tempo que fiquei longe da minha cria no final do ano. Foram importantes também para eu repensar que ser mãe não é algo que você aperta um botão e faz tudo no automático. Pelo contrário, exige paciência consigo mesma, dedicação total com seu filho e definitivamente nos transforma em novas mulheres.

Eu estou mudando da água para o vinho, mas, ainda não tenho noção de que mulher ou que mãe irei me tornar.

A única certeza que tenho é que quero viver cada minuto como se fosse o último com minha Iasmin, (jargão de mãe) que não sei o dia de amanhã e que o futuro só a Deus pertence.

Então, vamos viver o que 2015 reserva para a gente.

Abraços e até o próximo post.

*Rúbia Lisboa

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Minuto Desabafo


Se segunda – feira é o dia internacional do stress, hoje eu sou a prova! Acordei cuspindo marimbondos.
Não curto muito desabafos pessoais em redes sociais, mas,  se tem uma coisa que está me deixando extremamente irritada e estressada na minha missão de ser mãe são as cobranças alheias.
Explico:
Ser mãe é uma verdadeira prova de resistência.
No caso de mães como eu que ainda trabalham fora, tempo vale ouro e após a maternidade viramos verdadeiras administradoras do senhor relógio, e ainda sim a vida é uma correria.
O meu horário de trabalho foge ao convencional e chego bem tarde em casa.
Logo as outras tarefas de mãe ficam para os finais de semana: lavar, passar, dar a faxina na casa, ainda conseguir tempo para fazer unha, arrumar o cabelo, e quando você assusta o domingo já acabou!
Será que é muito difícil para as pessoas entenderem isto?
Não aguento mais ser cobrada de: “você não traz a Iasmin aqui!”, “que dia vamos ver a Iasmin?”, “você ficou chata depois que virou mãe! Nem deixa a gente ver a menina!”.
Na boa!
Quem de fato quer ver minha filha e se importa com a gente, sabe o nosso endereço e não fica inventando desculpas para nos visitar ou simplesmente ligar.
Graças a Deus, em meio toda a correria dos finais de semana conseguimos receber com muita alegria os verdadeiros amigos.
Então vamos parar com essa inversão de responsabilidades, se é que posso chamar assim.
Vou ter que fazer umas trinta Iasmin, para conseguir dar conta de levar a menina em todas as pessoas e lugares que conhecemos.
Então se não vamos a um determinado evento familiar ou a algum convite que tenhamos recebido, não é por má vontade, frescura e afins...
Talvez aquele dia seja o único que eu tenha para colocar a minha vida domestica em ordem ou simplesmente para descansar (já que dormir também virou uma raridade).
Nosso deslocamento também é bem mais complicado na ausência de um carro. Afinal que tem filho sabe que é impossível sair sem levar o guarda roupa inteiro junto.
Então por favor, não me julguem sem saber o que de fato está acontecendo.

Não me critiquem sem saber os nossos reais motivos.
Não sou uma mãe fresca, pelo contrario, sempre zelei por uma vida social saudável e continuo zelando a medida do possível e de nossas condições.
Por fim, nossas portas estarão sempre abertas.
Se não vamos até você, venha até a gente. Será um prazer recebe-lo (a) e a Iasmin agradece todo o seu “carinho” e “preocupação”.

Gostem ou não, precisava deste desabafo!

*Rúbia Lisboa