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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Quando eu decidi ser mais egoísta.


 Que eu mudei não tenha dúvidas!

Tudo começou quando a sementinha de um novo ser foi plantada dentro de mim e se concluiu após eu completar meus trinta anos de idade.

Concluiu não!

Afinal todos nós somos uma metamorfose ambulante.

Estou em uma mudança constante e às vezes fico me perguntando se isto é bom ou ruim.
A conclusão que já cheguei é que hoje sou muito mais egoísta.

Explico: não vamos levar aqui o conceito de egoísmo ao pé da letra e sim, o mínimo de amor próprio que a pessoa deve ter para consigo mesma.

Pois é, antes eu não era assim!

Sempre coloquei tudo e todos em primeiro lugar e esquecia-se de mim.

Agora mais do que nunca eu optei por sair de cena, dar uma trégua e reconciliar comigo mesma.

Isso não é ser covarde e sim ter coragem o suficiente para se amar em primeiro lugar.

Coragem, pois, a partir do momento em que esta decisão é tomada e colocada em prática você vira o EGOISTA com letras garrafais.

As pessoas te apedrejam sem ao menos se quer tentar entender o que de fato está acontecendo.

Repito, somos uma metamorfose ambulante e em algum momento da vida temos que nos abrir para o novo ou até então adormecido dentro de nós.

Todo mundo passará por isso um dia.

Quero e preciso ultrapassar meus limites, vencer meus medos, superar minhas próprias barreiras, lutar contra os meus defeitos (que não são poucos) e aí sim, poder buscar e realizar os meus objetivos.

Antes eu perdia pessoas por omitir o que sentia e não querer magoa-las, agora perco por ser sincera. Ou seja, vamos perder de qualquer forma!

As amizades, por exemplo, se tornam um funil natural da vida e permanecerá do seu lado não quem você quer e sim quem quer e se identifica ou sabe respeitar as diferenças existentes entre vocês.

Foto Pessoal
Meus amigos de infância não são os mesmos da época do colégio, que não são os mesmos da faculdade, que não são os mesmos dos vários trabalhos pelos quais já passei que não são os mesmos desta nova fase que estou vivendo, digamos assim.

E não há nada de errado nisso. Aqueles com conseguem conviver com as nossas mudanças continuarão ao nosso lado. Os que não, se vão naturalmente... Sem culpa e sem cobranças.

O gostoso é se reencontrar e matar as saudades e isso já compensa a vida. Mostra que seja qual for à fase em que você está agora, matar a saudade é a prova do que passou foi bom e apenas abriu caminhos para que novas experiências aconteçam.

Antes eu me despedaçava para garantir a felicidade alheia e deixava a minha autoestima de lado.

Hoje aprendi que se me coloco em primeiro lugar NA MEDIDA CERTA, consigo ser melhor até com o meu próximo.

Mais um exemplo, é a maternidade:

Agora consigo ser egoísta com a minha própria filha.

Desde o seu nascimento estava sendo a última dormir e a que menos dormia, pois, a cada vez que eu acordava a noite para vê-la demorava no mínimo de trinta quarenta minutos para dormir novamente. A matemática é simples: se eu levanto umas cinco vezes na noite, perco no mínimo e por alto umas três horas de sono. Quanto eu durmo por dia então?

Isso afeta meu humor, minha paciência e minha saúde.

Agora se estou com sono corro para me deitar e a deixo com o papai que é obrigado a ficar de olho nela. Se ela resmunga a noite peço a ele para se levantar também e assim vamos fazendo um rodizio.

Às vezes, corta meu coração vê-la chorando ou me chamando, mas, consigo fingir que estou dormindo e ela inclusive, vai aprendendo a se virar sem mim que estava sendo super protetora.

Tá vendo?

Acho que me cobrei e ainda me cobro muito para ter uma maturidade após a maternidade e com o avanço da idade.

E isso dói!

Pois, afinal, não é visto com bons olhos pelos outros.

Você se torna a chata, a ingrata, a metida, a ausente, a arrogante....A EGOISTA.

Mas, mesmo doendo e com todos estes adjetivos que ganhei e continuarei a ganhar, prefiro continuar por este caminho.

Caminho que me permite ser quem eu sou de verdade. No intimo da minha essência, sem abrir mão dos meus valores, dos meus princípios e daquilo que julgo ser certo para mim e para minha felicidade.

Minhas escolhas não precisam ser iguais as suas e saber conviver com estas diferenças é o que vai nos permitir caminhar lado a lado.

O respeito e a democracia são o que há de belo na vida!

Seguirei egoísta e “prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”...

(Textos malucos a gente se vê por aqui)


Até o próximo post.


domingo, 13 de março de 2016

Pois é sou mãe, e esta é a minha escolha.

Imagem de Juro Valendo
Estou em falta com o blog e ai os acasos da vida serão a minha “desculpa da vez”...

Acho que volto com um post redundante, mas, este assunto sempre é a bola da vez (incrível!).

Iasmin está prestes a completar seus dois aninhos e minha vida está de pernas para o ar.

Pois é trintei e de fato a vida depois dos trinta é outra, depois da maternidade então nem se fala.

Muitos devem pensar: “não entendo as mães, reclamam e reclamam logo, para quê foram inventar ter filhos”?

Outras dizem: “amo meu filho, mas, odeio ser mãe”! (...)

Você encontra diversas justificativas ou teorias sobre a vida após a maternidade.

Eu amo minha filha e amo ser mãe!

Se você não quer ser mãe, não gosta de crianças ou algo do tipo, respeite a minha escolha de ter filhos e vice e versa e assim nossa convivência se torna mais sociável.

Assino embaixo daquela frase que diz “quando a vida te vira do lado avesso é que você encontra o seu lado certo”.

A questão é que o meu lado anda meio incerto, mas se tudo fosse certo, nada teria graça não é mesmo?

De fato me vejo como outra mulher!

Já tomei decisões importantes em minha vida e não vou voltar atrás (em breve espero poder contar para vocês). Não faço ideia de quais serão as consequências disso tudo, mas, acredito que ouvir o coração é a decisão mais racional que existe.

Certa vez li em algum lugar uma moça dizendo que não concorda com o fato das mulheres abdicarem tanto de sua vida pessoal por conta dos filhos.

Bom, é o ponto de vista dela!

Não vejo como uma renuncia e sim como uma escolha passageira. Filhos não são nossos para sempre e mais rápido do que possamos imaginar já estão caminhando por conta própria.

Então, se há um momento que tenho que aproveitar, este momento é o agora.

Vou sim abrir mão de coisas que me impedem de ser uma mãe mais presente. Isso pode significar meu trabalho, os eventos sociais que não são apropriados para uma criança, coisas que eu fazia antes de ser mãe e que são impossíveis de fazer agora, por enquanto.

E que saber? Não sinto nenhuma falta disso!

Certa vez saímos para um encontro que só tinha adultos. Rimos, nos divertimos, foi perfeito. Depois, parei para pensar e me dei conta que a Iasmin ficou o tempo todo sentada no meu colo. Por mais que conversássemos com ela, ela ficou o tempo todo ali em um mundo que não era dela.

Fiquei arrasada!

Você que ainda não é mãe vai achar que é exagero da minha parte. E eu também achava todas as mães exageradas antes de ser uma.

Anote: Ser mãe é pagar língua!

Então, por favor, não me cobre  e nem questione as minhas escolhas ou ausências, pois, amanhã você poderá agir da mesma forma.
Pior é a mãe que critica a outra mãe!

Ai é pedir para morrer...

Estou passando por algo parecido: uma pessoa do nosso convívio parece estar com raiva porque eu “sumi” e não me importo mais com eles depois que virei mãe. Detalhe: ela também é mãe!

Vocês estão carecas de saber que meu horário de trabalho é antissocial. Se não vejo nem a minha filha direito, piorou os meus conhecidos!

Restam-me os finais de semanas e feriados para ser mãe, cuidar da casa, de mim, do marido, e tentar ter uma vida social. Mas, obvio, não dá tempo de visitar todos que conheço ou fazer tudo que tinha planejado.

E você? Quantas vezes me ligou ou me visitou?

Acho que toda vida de mãe é assim né?!

Ou seja; é o sujo falando do mal lavado!

Para encerrar mais um desabafo virtual, recentemente recebi uma lição de moral de uma jovem que me deixou emocionada...

Ela está com 18 anos e na faculdade de Direito. Comentei que fico com a Iasmin pouco mais de meia hora por dia durante a semana.

Ela ficou espantada e disse que quando era criança sua vida também era assim.

Sua mãe sempre trabalhou em casa de família e com faxina e ela ficava sozinha com o irmão mais novo.

Disse que sonha muito em ser mãe, mas, antes vai terminar os estudos e passar em um concurso público para trabalhar somente meio horário e assim ter tempo com os seus filhos.

Que ela sempre diz para a mãe que não reclama da sua ausência no passado, mas, apenas quer ser uma mãe diferente.

Que tem a consciência que se não fosse o esforço (e ausência) da mãe para cria-los, ela não estaria onde está hoje e não seria a jovem que é.

Não preciso dizer mais nada né?!

Prefiro acreditar que filhos são as nossas versões mais evoluídas.

E para que a Iasmin seja eu com 100% de up grade amanhã, mil vezes melhor do que sou hoje, cabe a mim pelo menos tentar lhe mostrar o caminho que julgamos correto.

Não adianta eu só falar, preciso ser exemplo!

E se quando ela tiver com seus 18 anos ter a consciência parecida com a da jovem que me deu este relato, vou ter a certeza de que tudo que estamos passando agora valeu a pena!

Fiz as escolhas corretas...

Que o blog sobreviva até lá para a gente saber o resultado.

Foto Pessoal
Até o próximo post!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

"Se eu quiser falar com Deus..."

Venho de uma ausência nas postagens do blog pois, por mais que pareça clichê, o fim do ano sempre é mais corrido para todos nós.

É o período que mais me consome no emprego: provas, encerramento do semestre, preparação do novo ano que vai começar, tarefas que me fazem trabalhar mais de 12 horas por dia como já comentei com vocês.

Venho também de um período pessoal triste. Em pouco mais de um mês foram quatro perdas entre vizinhos, amigos, parentes e entes queridos que de repente nos deixaram sem ao menos termos tempo de dizer adeus.

E queira ou não, é a dor da perda e da partida que fazem a gente refletir mais sobre a vida, se estamos no caminho certo e aproveitando o tempo (que não sabemos o quanto temos) da melhor forma possível.

Está sendo também neste fim de ano que estou tendo que aprender como ensinar a minha filha que na vida há sentimentos bons e ruins, momentos em que ficamos tristes e alegres. E ela tão pequenina já tendo que lhe dar com emoções tão diferentes.

Se não é fácil para gente, imagina para eles?

Se olharmos a nossa volta infelizmente nos deparamos apenas com notícias ruins e nestes casos o questionamento é inevitável: Porque tanta tragédia meu Deus?

No último sábado participamos de mais um círculo do nosso Encontro de Casais com Cristo (ECC) e o tema foi justamente a Oração.

Me surpreenderam com a seguinte pergunta: “ Como está a Oração da Rúbia? ”

Respondi: “Não está! ”

Estou em uma fase de questionamentos em que ainda não consegui entender o tempo e os propósitos de DEUS.

Não estou aqui para falar de religião, mas, da fé como um fator necessário para nos dar um norte na vida, creia você em que quiser.

Na sexta por exemplo, sai aos prantos do trabalho após ter uma conversa com minha líder sobre o quanto está sendo difícil para mim conciliar a vida profissional com a maternidade (Iasmin já vai fazer dois anos e ainda não superei este dilema).

Que bom que ela também é mulher, já que estamos em um momento em que a sociedade está tão machista e que o mercado de trabalho ainda não acolheu a mãe. 

Por sorte, trabalho em uma empresa com uma visão diferenciada e como disse minha líder sou uma excelente profissional, mas, que se cobra ser uma excelente mãe. Ou a sociedade me cobra isso e por este motivo as coisas se tornam mais difíceis.

É poder ser... 

A questão é que ainda não me encontrei como mãe e profissional e para resumir esta parte faço as palavras da Cinthia Dalpino as minhas palavras. Belíssimo texto... (leia aqui)

São nestes desacertos e dúvidas, perdas e partidas que eu questiono tanto a Deus e talvez peque nas minhas orações.

Mas, poder refletir sobre isto já pode ser o início do caminho, para se ter a resposta que as vezes é necessário passar por estes enfrentamentos.

Que o propósito do “cara lá de cima” pode ser totalmente diferente daquilo que acreditamos ser o ideal no momento.

Se eu quiser falar com Deus, “tenho que encontrar a paz”, “tenho que me aventurar”...

Não é fácil, mas vou tentar! 

E que no ano que se aproxima, eu tenha a maturidade e o discernimento para compreender tudo que passou...


Até o próximo post.
Rúbia Lisboa.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Uma semana quase perfeita... (Na verdade não sei qual título dar)



Jogo dos 7 Erros: Eu e Iasmin :)
 Meu encantamento por crianças existe desde que me entendo por gente.  Fui uma criança que sempre gostou de crianças, “aborrescente” que gostava de crianças e agora adulta que gosta de crianças.

Ops! Mas quem disse que eu deixei de ser criança?

É, acho que não! E sinceramente não quero ser gente grande.

Gosto tanto de crianças que para mim esta semana de outubro é a melhor do ano. Mais gostosa do que o Natal.

Até as redes sociais ficam mais bonitas, pois, todo mundo volta a ser criança.

Hoje ao deixar a Iasmin na escolinha quase que eu não vinha trabalhar.

Dava para ouvir os gritos da criançada da esquina, e quando a tia abriu o portão para nos receber, estava todo mundo tomando banho de mangueira.

Tem coisa melhor? Jura que eu não poderia ficar?

A tia me perguntou se a Iasmin poderia brincar também e mais do que depressa eu respondi: Claro! Que graça tem só ficar olhando?

Cena linda de se ver! Faltou a máquina na mão para fazer aquela foto.

Meu Pai e Eu
Gargalhadas gostosas, sem preocupação nenhuma com a vida ou problemas para resolver. A única coisa que importa é ser feliz e se divertir.

Por isso, gosto tanto de criança...

O meu dia das crianças particularmente é uma mistura de sentimentos. Gosto muito, por todos os motivos que eu disse acima, mas, as vezes me entristeço pois, foi justo nesta data que meu pai me deixou.

E meu pai era a criança mais perfeita de todas! Um eterno garotão! Nunca conheci ninguém igual... Meus amigos admiravam ele, dava briga para ver quem brincava mais.

Esta semana meu primo teve um momento de nostalgia devido a uma edição especial do programa de tv Disney Club que fez sucesso nos anos 90 e sim! Nós imitávamos eles!

Nosso esconderijo era uma casinha na árvore, feita pelo meu pai.

É, meu pai fazia as minhas vontades, mas não me deixou mimada. Simplesmente me ensinou a ser feliz. A brincar sempre, sorrir sempre, e levar a vida com bom humor independente das circunstâncias.

Iasmin e meu "Piu-Piu"
Acho que nunca vi meu pai triste. Nem durante a doença que o levou. Eu estava com 12 anos na época, ganhei um “Piu-Piu” de presente neste Dia das Crianças. O mesmo que a Iasmin usou no ensaio com os meus brinquedos antigos na semana passada.

Mesmo tão nova, optei por não ir ao enterro. E sinceramente foi a melhor coisa que eu fiz. Não me arrependo e com isso só me lembro do jeito criança de ser do meu pai.

Acho que é isso que faz eu ser quem eu sou. Tentar deixar a criança que existe dentro de mim prevalecer sempre. Porém, não sou tão forte quanto ele e tenho meus momentos de recaída.

Agora mesmo estou em um deles: perco minhas forças ao ter que voltar a fingir que sou gente grande, deixar a Iasmin na escolinha e vir para o trabalho.

Queria ter curtido mais o recesso do dia das Crianças com a minha pequena, mas, por motivos idiotas de gente grande (que não vem ao caso agora) jogamos o nosso preciso tempo em família no lixo.

Por isso não gosto de ser adulta. A gente peca pelo pouco. Tem atitudes desnecessárias que prejudicam os nossos dias. Mudamos as ordens das prioridades em nossas vidas e depois nos arrependemos pelo tempo perdido ou por aquilo que deixamos de fazer.

É tarde demais! Simplesmente crescemos e nos tornamos estes adultos medíocres que somos.

Conversa para boi dormir né?! Vocês não devem estar entendendo nada (risos).

É porque me estressei muito nos últimos dias e também estou estressada hoje devido à uma perda aqui no trabalho (coisas de gente grande).

O que quero dizer com isso tudo é que não vale a pena essa vida de adulto. Nós criamos os nossos problemas e depois ficamos nos lamentando pelos cantos.

Agora criança não! Criança não tem disso...faça chuva ou faça sol ela quer é aproveitar a vida.

E meu pai também era assim!

Minha inspiração, meu norte....

Por isso o texto fluiu desta maneira hoje. Uma mistura de sentimentos! Da certeza de que o bom da vida é ser criança e do medo em poder arriscar mais...

Criança se arrisca e por isso é feliz!

Um dia eu ainda me arriscarei mais e apesar dos apesares, esta uma semana está sendo quase perfeita. Com todos os seus altos e baixos o que importa é que Iasmin está feliz! Nem seu deu conta que ao seu redor o mundo estava desabando em nossos problemas de gente grande. Curtiu o seu dia das Crianças da melhor maneira possível e isto já faz tudo valer a pena.

Encerro este meu texto maluco de hoje com uma frase que meu pai sempre dizia:

“Não se desespere, vai melhorar”!
Meu Pai e Eu

E eu acho que a vida é isso, não é mesmo?

Até o próximo post e em tempo: Feliz Dia das Crianças!

Não vamos deixar a criança que há dentro de nós morrer...

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O dia que a Iasmin ficou de mal do papai e da mamãe e meu coração despedaçou… :(

Imagens da Internet
Como vocês já sabem, as segundas e terças são meus dias de glória pois, consigo trabalhar em horário comercial e ficar mais tempo com a Iasmin.

Na última terça-feira não foi diferente. Cheguei em casa a tempo de pegá-la acordada, fizemos a maior bagunça, brincamos, rimos e cantamos até que de repente: pá!

Ela me deu um tapa na cara do nada.

Não fiquei brava, não revidei e comecei a explicar em um tom bem pausado e amigável que aquilo não se faz, que é feio e o certo é fazer carinho nas pessoas.

Fui conversando tranquilamente e de novo: pá!

Ela deu outro.

O papai que estava do lado, disse firmemente que se ela fizesse novamente, pegaria o chinelo.

Ela encolheu, baixou os olhinhos e ficou assim, sem dizer uma palavra por longos minutos.

Estou preparada para receber as críticas (afinal este é preço que pagamos pela exposição) e foi o que aconteceu antes mesmo de vir aqui contar para vocês. Minha mãe que não viu a cena do princípio chegou e encontrou a Iasmin cabisbaixa.

Foi um caos!

Perguntou o que tinha acontecido, o que tínhamos feito com a menina, chamava a Iasmin para brincar e ela continuava feito uma estátua olhando para baixo.

Não chorou em nenhum momento, mas, se isolou.

Minha vontade era de pegar ela nos braços e tenho certeza que a do papai também.

Ao mesmo tempo algo nos dizia que não podíamos amolecer em um momento de correção (ainda não sei se o que fizemos era uma correção).

Não podíamos voltar atrás. Já bastava a avó ali que nas tentativas de adular tirava a nossa “moral” (se é que posso chamar assim) de pais.

Foram os minutos mais longos e apreensivos da minha vida no que diz respeito à criação e educação da Iasmin neste um ano e meio.

Por fim, me rendi e fui abraça-la e para despedaçar o meu coração ela se esquivou e disse não.

Me matei naquele momento.

Senti a pior mãe do mundo, achei que já tinha traumatizado a menina para o resto da vida (mãe marinheira de primeira viagem é dramática né?!).

Mas, ao mesmo tempo não entendia, pois, acreditávamos não ter feito nada demais. Conversamos, não batemos.

Já assumi aqui que dei umas palmadinhas nela e nem nesta ocasião ela reagiu desta maneira (pelo contrário ria da minha cara).

Dizem que palavras machucam mais do que determinadas atitudes, mas, não acho que tenhamos sido duros em excesso (vai saber!).

Imagens da Internet
Meu Deus...como é difícil educar!

Já li diversos artigos a respeito. Alguns dizem que devemos ser duros, não podemos deixar que isso aconteça com frequência e perderemos o controle. Outros dizem que é uma questão de fase, passageira e assim vai.

Mas na pratica, você não lembra da teoria. Faz aquilo que acredita ser certo no momento e depois fica questionando se foi a melhor atitude ou não.

Eu ainda me pergunto e não encontrei uma resposta.

Depois de quase meia hora ela foi amolecendo e fazendo as pazes conosco. Peguei um livro e lhe contei uma história. Ela interagiu com os personagens, riu um pouquinho e adormeceu.

Eu custei a pegar no sono né?!

O papai não se pronunciou mais (acho que ficou na mesma dúvida cruel também e nem respondeu meus comentários sobre o fato).

No dia seguinte ainda encarei o interrogatório da minha mãe que não acreditava que não havia acontecido “nada”. Disse que até sonhou de tanto dó que ficou da Iasmin por ela se mostrar tão sentida.

Banco a durona com a minha mãe, mas, eu também estava arrasada.

Enfim, de fato passou. No dia seguinte ela acordou alegre e levada da breca como sempre.

Graças a Deus não aconteceu de novo e se acontecer não sei como vou agir.

Não sou especialista, não sou mãe perfeita e sim, sinto culpa.

O consolo (se é que há algum) é que ser mãe é um aprendizado constante.

É, fico triste quando lembro...

Mas, vai passar!

Até o próximo post.




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Amélia é que era mulher de verdade...


Setembro de 2015: mais de cinquenta anos depois, comparados quando a minha avó tinha seus 30 anos de idade enquanto, entre minha mãe e eu a diferença são de quase três décadas.

As mudanças na vida da mulher da época da minha avó, para a minha mãe, para mim e para a Iasmin são inenarráveis. Estamos falando de quatro gerações diferentes.

Das histórias que já ouvi de quando a minha mãe era criança, sei que minha avó criou os nove filhos lavando roupa para fora em córrego enquanto ainda cuidava DA CASA.

Nem todos os filhos estudaram. Minha mãe mesmo não terminou o ensino médio até hoje. E quando eu nasci, ficou um tempo sem trabalhar (exigência do meu pai) para cuidar de mim e DA CASA e depois foi fazendo unhas e usando o que recebia apenas para os gastos comigo, enquanto as despesas DA CASA eram únicas e exclusivas do meu pai, até o momento em que ele viveu.

Eu já estudei até a pós-graduação. Mesmo trinta anos atrás, meus pais optaram por terem apenas um filho o que já é uma diferença gritante comparada à minha avó. Lembro-me que nas tarefas DE CASA meu pai sempre lavava o banheiro, fazia as comidas mais gostosas (minha mãe vai pirar quando ler isso), enquanto ela cuidava do restante DA CASA. Mas, nada impedia meu pai de também lavar, passar, varrer... Que comparado ao meu avô então, seria considerado coisas absurdas para um homem fazer.

Entrei nas tarefas DE CASA antes da adolescência. Adorava ajudar o meu pai a lavar o banheiro, comecei arrumando meu quarto, tirando uma poeira e aos poucos já fazia de tudo. Exceto cozinhar e passar que não levo jeito até hoje.

Nunca tivemos uma ajudante mas, as tarefas sempre foram divididas. Por coincidência do destino, meu marido também é o principal responsável pelo banheiro. Porém, como eu fico fora por mais tempo e ao contrário da minha mãe, contribuo com as despesas, hoje ele faz de tudo e me ajuda pra caramba.

O problema está justamente no conflito entre as gerações. Explico: 

Minha avó tinha nove filhos e cuidava Da CASA sozinha ou com a ajuda deles à medida que iam crescendo, porque meu avô naquela época jamais faria uma atividade doméstica.

Minha mãe cuidava DA CASA com mais frequência pois, não trabalhava fora até um determinado tempo e ainda assim tinha a ajuda do meu pai e obvio, não tinha nove filhos.


Eu cuido DA CASA menos ainda, por que fico fora de casa pelo menos onze horas por dia, divido as tarefas com meu marido SIM (embora ele faça mais do que eu), não acho que casa seja só obrigação da mulher e muito menos acho que seja a prioridade da minha vida. Convenhamos, você só tem os finais de semana para curtir seu filho: Opção A – vai colar a barriga no fogão, lavar roupa, passar e deixar a casa um “brinco” para daqui cinco minutos seu filho espalhar todos os brinquedos novamente ou Opção B – vai dá um “tapinha de leve” de forma que mantenha o higiene da casa (é claro), vai trocar o fogão pelo restaurante ou marmitex sempre que puder e ao invés de ficar caprichando e caprichando em vão, vai fazer um mega passeio e se divertir com sua família?

As votações estão abertas! Nem preciso dizer qual é a opção que eu escolhi (risos).

Mas ai meus caros, acontece a terceira guerra mundial. Como vocês sabem, minha mãe mora conosco e o conceito dela de arrumação da casa é completamente oposto ao meu.

Vocês podem ir até minha casa agora e garanto-lhes que não está um chiqueiro. Há o mínimo de organização possível até a Iasmin chegar da escolinha (kkkkkkkkkk). Ela vai brincar, espalhar tudo mas, para a nossa praticidade compramos um baú para os brinquedos e assim que ela dormir, com segundos jogamos tudo lá dentro e a casa estará organizada novamente.

Simples assim!


Passar pano, lavar banheiro e derivados deixamos para fazer uma vez por semana e está de bom tamanho, exceto para a minha mãe!

Na última sexta trocamos, eu lavei o banheiro e o maridão varreu e passou pano em toda casa. No sábado curtimos a preguiça e fizemos passeios rápidos. No domingo eu tirei poeira de tudo enquanto a Iasmin dormia. Na segunda-feira minha mãe fez tudooooooooooooo de novo dizendo que não fazemos nada, que a casa tá uma bagunça, que ela não é a nossa empregada e blá blá blá.....É mole?

A questão é: jamais vamos entrar em um acordo! Eu não tenho vocação para ser Amélia, e imaginem a geração da Iasmin daqui trinta anos. Tenho certeza que vou comparar o pouco que faço hoje com o nada que talvez ela fará no futuro (é o que imagino).

Mas, vamos aceitar que dói menos! Os tempos são outros e as Amélias da época da minha avó estão extintas do mercado.

Hoje o que mais se houve por ai é que os filhos sentem a ausência dos pais que estão sempre mais atarefados com os seus empregos. O pouco tempo que temos para ficar com eles vamos nos ocupar com as tarefas de casa?

“Nem a pau Juvenal!”

É lógico que tem que haver um bom senso, mas, jamais terei obsessão por limpeza ou tarefas domésticas. 

E digo mais! Digite ai no Google “Planejamento das Atividades Domésticas” e verás milhões de dicas que recomendam distribuir as tarefas pelos dias das semanas e não se matar ao fazer tudo de uma vez como era antigamente.

Minha mãe sempre reclama: o que a adianta passar pano e não tirar poeira?

Mas, onde está escrito que os dois devem ser feitos obrigatoriamente juntos?

O planejamento dos afazeres otimiza a realização das atividades, exigindo menos do seu tempo para manter a casa em ordem e agradável. Com um cronograma do que deve ser feito, é mais fácil também delegar tarefas quando não se mora sozinha.

Economizando tempo (e energia!) com as tarefas domésticas, terá mais disposição para as atividades que você realmente ama.

Por fim, só lamento mãe! (Vou dar a louca quando a Iasmin falar assim comigo, ráh! Mas, faz parte do ofício rsrsrsrsrs...)

“Amélia é que era mulher de verdade...”

E eu? Estou longe disso e nem quero ser uma!

Até o próximo post!

Fonte:


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Horário flexível no trabalho: por tempo limitado, mas consegui!

Recentemente compartilhei um link na fanpage do blog que falava sobre o horário flexível no trabalho dizendo que estava muito feliz com este pequeno passo que causaria uma enorme diferença em minha vida pessoal.

Pois é: eu consegui!

Hoje é o meu primeiro dia no novo horário.

Diante da minha novela de conciliar trabalho com as responsabilidades familiares, esta foi à alternativa que minha líder e eu encontramos neste primeiro momento.

Foi pesquisando que descobri que o horário flexível pode ser solicitado por pais e mães com filhos menores de 12 anos, portadores de deficiência ou com doença crônica, independentemente da idade.
Inclusive tem sido uma alternativa para solucionar problemas de atrasos dos funcionários em grandes capitais como São Paulo, por exemplo.

As vantagens vão desde o aumento da produtividade individual, a redução do número de faltas e atrasos, o aumento da capacidade de concentração e diminuição dos acidentes de trabalho, além da diminuição da necessidade de horas extras, devido ao melhor acoplamento dos horários às necessidades de produção.

O meu maridão tem a cada semana um dia em que ele pode trabalhar de casa desde que bata as metas. Não é ótimo?

Sem contar que é uma forma sensacional de motivar funcionários, incentivar e reter os talentos da empresa.

Voltando ao meu caso em especifico, o trato é válido até o final deste ano. Mas não deixa de ser um bom começo.

Não vou sofrer por antecipação e o ano que vem só a Deus pertence. (Diante do cenário econômico que o País se encontra, não podemos fazer planejamentos a longo prazo e por este motivo, o combinado foi temporário).

Vou trabalhar em horário comercial toda segunda e terça-feira. Desta forma, levo a Iasmin para a escolinha e vou direto para o trabalho. Em contrapartida, poderei sair mais cedo e terei mais tempo para curtir minha filha no final do dia, já que nos demais sempre a encontrava dormindo e ficava arrasada por só dedicar à minha pequena pouco mais de uma hora ao longo de um dia inteiro.

Muitas empresas já praticam o horário flexível, porque verificaram que é muito mais importante o cumprimento satisfatório das tarefas do que a observância rígida dos horários de início e término do trabalho.

E é por estas e outras que muitas mães optam por trabalharem de casa, mas como eu ainda não descobri um dom que me gere renda vou me virando do avesso na busca de alternativas que me permitam conciliar a vida profissional com a maternidade.

Estou doida para ler e aceito de presente (risos) o livro Aprendiz de equilibrista: Como ensinar os filhos a conciliar família e carreira de Cecília Russo Troiano. Nele ela diz que mães, em maior ou menor intensidade, quase sempre têm culpa por trabalharem fora. Culpa de não estar o tempo todo com os filhos, de se ausentar de algum evento da escola, etc. Para a autora, a culpa já vem instalada na maternidade, como um “chip”. (olha eu usando as palavras dela, para justificar a minha culpa rsrsrsrs.)

Tá bommmm culpa não!

Mas é mais forte do que eu...buáááááá!

De qualquer forma, sinto-me mais aliviada com estes dois dias que ganhei para ficar mais perto da minha filha e família (afinal, não posso esquecer que tenho um marido que tem sido pai e mãe e preciso zelar por meu casamento também).

Tenho certeza que este pequeno passo já será suficiente para a Iasmin agradecer e eu recuperar as energias para poder seguir em frente por mais algum tempo.

Cenas dos próximos posts...

Até lá!




Fontes:

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Era uma vez uma mãe zumbi! Parte II

Ainda continuo lendo todos os artigos e matérias possíveis e impossíveis sobre o sono dos bebês.

Na primeira vez que escrevi sobre este assunto disse que não daria nenhuma dica, pois até então, nada tinha funcionado comigo e não tínhamos nenhuma orientação médica.

Logo depois, uma pediatra amiga sugeriu um remedinho homeopático para usarmos durante 30 dias.
Escrevi o primeiro post em junho e assim fizemos até julho e de fato funcionou.

Iasmin dormia noites inteiras...

Dormimos as férias inteiras...

Fomos à consulta com a pediatra dela mesmo e recebemos uma explicação que até então achávamos que era ao contrário.

A doutora disse que para os bebês, quanto mais eles dormirem ou tiverem um dia tranquilo, mais terão uma boa noite de sono.

Porém, nós mães e pais de primeira viagem acreditamos que quantos mais eles dormirem durante o dia menos vai dormir a noite. Mito!

Comecei a observar a Iasmin e foi batata!

Durante as nossas férias, dormíamos até três horas durante à tarde além da ajuda do remedinho, é claro.

A noite ela dormia como um anjinho e nós ficamos felizes para sempre.... #sqn

E nós ficamos felizes até as aulas voltarem. Explico:

Passaram-se os trinta dias, paramos de dar o remedinho e as aulas começaram.

Iasmin não dorme mais à tarde.

Na agenda da escola vem anotada uma média de quarenta minutos à uma hora de soneca depois do almoço. E só!

Iasmin fica o resto do dia ligada no 220w... Brinca e apronta o tempo inteiro!

O que voltou acontecer?????

Vocês não imaginam como estou um urso panda!

Ela chega da escolinha “pregada” e, no máximo às 18:30 já está apagada.

Por volta das 21, 22 horas (horário em que estou chegando do trabalho) ela acorda com toda a bateria recarregada.

Que horas ela vai dormir novamente????

Meia- noite e meia, uma, duas horas da manhã...

São vários “round’s” na luta Iasmin x Sono e ela sempre ganha.

Fica esgotada, chora, fica brava conosco, começa a fechar os olhinhos, mas desperta, dança, canta, roda...faz tudo, menos dormir!

Só é vencida na marra, quando já estamos exaustos e às altas horas da madrugada.

Acho não, tenho certeza que vamos ter que comprar o remedinho outra vez.

Não sei se vai dar certo de novo, pois, a rotina dela na escolinha é pra lá de agitada.

As professoras até estão tentando faze-la dormir à tarde, mas, em vão!

E eis que ela surge novamente:

“Olhos de panda... cabelo atrapalhado... 10 mil bocejos por segundo...força na peruca no trabalho...e muita disposição para brincar com a filha que possui uma bateria sem fim!”

É um pássaro? Não!

Um avião? Não!

Quem é então?

É aaaaaa superrrrrrrrr Mãeeeeeeeeee Zumbiiiiiiiiii!

Que deixa a Mulher Maravilha e a She-Ra no chinelo...Quem são elas para terem os super poderes que só nós temos. 

E esta batalha ainda não está perdida. A esperança é a última que “dorme”.

Até o próximo post onde, ainda vou contar sobre quando enfim a Iasmin voltou a dormir bem DE-FI-NI-TI-VA-MEN-TE.

Ráh!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

De volta para a realidade


Foto pessoal: Trabalho x Maternidade
Hoje ao invés de dizer “até mais tarde” tive que dizer “até amanhã minha filha”!

E ai, foram meus olhos que encheram de lágrimas no lugar dela chorar ao ter que ir para a escolinha.

Pois é: minhas férias acabaram e meu coração está despedaçado...

Trabalho desde os meus doze anos de idade e como disse no post anterior foi a primeira vez que eu não senti falta do serviço externo.

Deus realmente escreve certo por linhas tortas, não entendo nada de questões trabalhistas e creio que nos últimos dez anos, foi a primeira vez em que eu tirei férias com trinta dias consecutivos.

Acho que o “Cara” lá de cima falou “vou deixar suas férias de trinta dias só para quando você for mãe”.

Mas ai me sacaneou né?! Fiquei mal acostumada e agora dói e muito para retornar.

Desde o inicio da gravidez tenho pesquisado muito a respeito de mães que trabalham em casa e se tornaram empreendedoras.

Acho um máximo, mas ainda não descobri a minha vocação para a coisa.

Estou estudando e procurando alternativas. Trata-se de um investimento em longo prazo e enquanto não me encontro tenho que continuar trabalhando fora.

A internet pode ser o caminho. O blog ainda não me gera renda, mas, não deixa de ser um meio. Como contei na fanpage para vocês ontem, começo arriscando com vendas virtuais. Vamos ver no que vai dar!

Há mães que tem o dom para o artesanato. Conheci uma que faz bolsas em Florianópolis e tem peças de até R$100. Fazendo uma conta rápida, com poucas vendas ela já conquista o nosso “digno” salário mínimo.

A questão é ser paciente e perseverante (espero que eu consiga ser), mas, para iniciantes tudo é sempre mais difícil.

Li um artigo que diz que no caso da internet o segredo são as parcerias. Porém na pratica, percebi o quanto as pessoas são egoístas.

Na teoria é fácil: você curte ou segue uma pessoa ou página, que curti você também. Vocês trocam figurinhas, um fala do trabalho do outro e juntos conquistam mais visibilidade.

Na internet há espaço para todos, mas as pessoas ignoram aqueles que estão chegando agora. Sente medo de perderem publico. Você pede apoio na divulgação e nem o “não” recebe. Passei por isso na tentativa frustrada do Projeto Smiles.

Penso que se são atitudes para o bem, porque não divulgar, ajudar?

Mas infelizmente nem todos pensam assim.

Para vocês terem uma ideia nem parente apoia ou divulga, quanto mais gente de fora. O caminho é longo meus caros e estou sentindo isso na pele.

Há uma mãe de uma amiguinha da Iasmin (ela saberá que estou falando dela, rs) que vai iniciar o seu blog em breve. E dou a maior força! Quanto mais tivermos oportunidade de trocarmos experiências sobre os nossos filhos, mais teremos sucesso na educação deles, por exemplo. (logo quero contar do blog dela para vocês).

Então deixa eu ir a luta na minha jornada das 11 às 21.

Quando eu voltar Iasmin já estará dormindo e eu só a verei por pouco mais de uma hora amanhã de manhã antes de leva-la para a escola.

E choro novamente hehehehehe...fazer o que né?!

Espero que lá na frente ela entenda a minha ausência e principalmente que essa ausência seja passageira.

Que eu possa contar para vocês que enfim consegui me tornar uma mãe empreendedora ou trabalhar fora em um horário que me permita estar mais próxima da minha filha.

Respira, inspira e não pira!

Força na peruca que vai começar tudo outra vez...

Meu consolo é que mãe é aquele ser de luz, tipo com super poderes que sempre da conta do recado.

Pode demorar, mas eu vou conseguir!

Até o próximo post.











segunda-feira, 22 de junho de 2015

Era uma vez : Uma Mãe Zumbi!



Já li todos os artigos e matérias possíveis e impossíveis sobre o sono dos bebês.

Iasmin até então, nunca me deu problemas à noite.

Não teve cólica, não acordava durante a madrugada e desde que saímos da maternidade, dorme sozinha em seu quartinho.

Porém à medida que está crescendo as coisas não tem sido bem assim.

Deu para acordar durante as noites, ficar em pé no berço, falar sozinha, chorar, dormir de novo, acordar e assim vai.

Ainda não tenho nenhuma orientação médica a respeito e o pouco que sei refere-se às pesquisas que venho fazendo na internet.

Mas ontem ela se superou:

Tivemos visita a tarde e por volta das 18 horas ela tirou um cochilo. Imaginei que seria uma soneca rápida ou que até mesmo ela iria direto já que não dormiu durante o dia. Sonho né?

Às 23 horas ela acordou nos 220 e meus caros, só foi dormir novamente as 3 da manhã....Meu Deus!

Passamos todos os DVD infantis que temos em casa, apagamos as luzes e quando achava que ela estava caindo no sono, vinha uma música preferida fazer ela dar um pulo e dançar ou simplesmente acabava e ela se despertava gritando: “cabôôôô”.

E lá íamos nós colocar mais um DVD....

Nós cochilávamos e ela continuava acordada.

Por fim ficou nervosa por se sentir sozinha e começou a puxar meu cabelo. Eu com muito sono pela primeira vez perdi a paciência com ela que chorou e chorou.

Hoje o peso da minha consciência mais o meu sono absurdo pesam mais do que uma tonelada.

Ela dormiu na marra e eu sinto que fiz tudo errado.

Hoje sou a verdadeira mãe zumbi!

Não vou dar nenhuma dica para ajudar a criança dormir, pois até agora nenhuma funcionou.

Minha mãe briga comigo, alegando que fazemos a menina dormir cedo.

Mas como impedir que uma criança durma quando está com sono?

Vou aguardar a próxima consulta com a pediatra para tirar todas as minha duvidas.

Enquanto isso continua a minha saga.

Estou aqui curiosa para saber se ela está dormindo ou acordada na escolinha.

Se tiver dormindo, não vai dormir a noite.

Se estiver acordada e brincando com os coleguinhas, pode ser que durma melhor hoje.

Óh dúvida...

Óh sono...

Óh dor no coração por ter brigado com minha pequena (que graças a Deus acordou sem nenhuma mágoa hoje, mas, eu fico aqui me crucificando)...

É por estas e outras que digo:

Pois é: Sou mãe!

E tudo isso faz parte...



Até o próximo post, com menos sono!