domingo, 5 de abril de 2015

O dia mais que perfeito...

O que dizer sobre ontem?
Acho que foi melhor do que conto de fadas...
Quando cheguei em casa e me dei conta do quanto foi magico ,lindo, perfeito...não consegui conter a emoção ( e ai eu poderia chorar sem culpa de borrar a maquiagem, que aquela que tem o dom de levantar a minha alto estima, faz com tanta perfeição. Obrigada Maquiagens By Ana Laura)
O que seria de mim sem minhas três fadas madrinhas que preparam tudo com tanto carinho e mergulharam de cabeça neste meu sonho maluco que se tornou realidade? Love Sabrina, Michelle e Carla.
Ao meu super Chef Ailton com todo seu zelo e atenção, fez que todos saboreassem e se derretessem por seus dotes culinários. Deus lhe pague tio!
A turma mais eletrizante que já conheci, que não deixou ninguém ficar parado, fez todo mundo voltar a ser criança, sacudir o esqueleto e se divertir de montão. Obrigada Trupe Animação e Animaê, vocês são nota 1000!
Duda Festas BH (Flávia Galvão) e Patricia Veloso Lembranças por criarem um cenário tão encantador e permitir que cada criança levasse um pedacinho da festa para casa.
Ao best fotografo TB Fotografia que teve a missão de eternizar este momento. E toda vez que eu ver cada fotografia, vou me emocionar outra vez e de novo e de novo na certeza de que valeu a pena e que faríamos tudo outra vez.
A cada convidado, familiar e amigo presente não somente ontem mas neste primeiro um aninho de vida da Iasmin. Se vocês não teria graça!
E por fim, ao meu digníssimo marido companheiro e amigo Diego. Que viajou na maionese comigo e em nenhum momento cortou o meu barato. Pelo contrário, colocou a mão na massa, participou de cada produção, organização e planejamento. Gastou todos os dias de suas férias nos preparativos da festa e me deu o nosso bem mais precioso, nossa filha linda que aproveitou cada minuto, dançou, pulou, brincou e nos encantou.
Obrigada pela família linda e abençoada que somos.
Fica aqui o gostinho de quero mais, aquela saudade gostosa e a certeza de que a vida deve sim ser comemorada e agradecida. Pois, momentos assim só acontecem uma vez e Deus é “o cara” por nos dar oportunidades como esta.
Amém!



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Hoje é dia de festa: Um Aninho da Iasmin!

Foto pessoal
Há dias estou pensando no que escreveria quando minha pequena completasse um aninho.

Primeiro fui reler o post em que relatei o seu nascimento e todo um filme passou por minha cabeça, fazendo os olhos encherem de lagrimas.

Pode ser clichê, mas, definitivamente parece que foi ontem. 360 dias é coisa pra caramba e ainda não me dei conta de como tudo passou tão rápido.

Minha pequena está fazendo aniversário....Meu Deus que alegria!

Já parece uma mocinha prestes a andar e conversando muito no dialeto que só os bebes entendem. 
Pois é, Sou mãe ha um ano quem diria não?

E acho que estou me saindo bem nesta missão. Ver a alegria contagiante de minha filha já é um ótimo indicio de que estou no caminho certo.

Cada fase do desenvolvimento dela, cada descoberta, gargalhada ou choro são únicos e não voltam nunca mais.

Foto pessoal
Fiquei arrasada semana passada quando ela deu seus três primeiros passinhos e eu não estava presente (meu marido cabeção nem para filmar).

Dança e se diverte com suas musicas favoritas, já faz pirraça quando é contrariada e cai na gargalhada quando lhe chamo atenção (preciso melhorar nesta parte).

Faz charminhos e tem manias que não sabemos onde aprende. Morre de amores pelas tias da escolinha, enlouquece quando vê algum bichinho de estimação, acena e dá pulos e gritos de alegria toda vez que vê a lua (quem entende?).

Ficamos assim, boquiabertos, enamorados e sem reação.

Aprendemos muito mais com ela do que ela com a gente e este ano sem sombra de dúvidas foi o ano mais feliz de nossas vidas.
Foto pessoal

Tivemos momentos difíceis? Claro que sim!

Mas a magia está justamente no fato de termos conseguido superá-los e continuarmos uma família unida acima de qualquer coisa.

Chorei muito, achei que não seria capaz (e sei que ainda passarei por estas fraquezas inúmeras vezes). Fiquei enfurecida com opiniões alheias que não acrescentavam nada e só me diminuíam e me faziam pensar que eu sempre era a errada.

Mas se tem uma coisa que aprendi rapidinho é que a filha é minha e dane-se o resto. Se você não tem nada de positivo para acrescentar também não critique e nem se intrometa.

Pensar no futuro? Acho difícil por demais e quero viver intensamente o presente.

Trata-se de uma espécie de mistura de expectativa com receios: como vai ser quando ela falar? Como vai ser quando ela estiver mais crescidinha? Como será o nosso relacionamento? Será que vou ter saúde e viver para poder acompanhar cada momento dela? Este mundo está tão perdido....e agora?

Foto Pessoal
Então trato logo de varrer esta nuvem carregada da minha mente e viver cada detalhe, cada minuto como se fosse o último. Fazendo o possível e o impossível não para ser a mãe perfeita, mas sim a ideal e sob medida para a minha filha.

Afinal Deus escreve certo por linhas tortas não é mesmo? E não nos coloca na família que não merecemos ter. Estava escrito! Estávamos predestinadas a ser mãe e filha sabe-se lá desde quando e assim será enquanto respirarmos...

Faz parte do nosso show!

E se o “Cara lá de Cima” nos deu a graça e a benção do Milagre da Vida, temos que ser eternamente gratas a ele, tentando viver conforme os seus princípios, amando o próximo como a nós mesmos, fazendo o bem sem olhar quem.

Só assim, podemos pensar no futuro com um pouco mais de esperança e certeza de que o mundo que teremos e deixaremos para os nossos filhos e netos será o melhor possível.

Foto Pessoal
Fazendo todos os medos caírem por terra e comemorando não somente o primeiro aninho de vida, mas todos aqueles que Deus nos permitir.

Por fim, só me resta dizer parabéns minha Linda e Doce Flor de Iasmin...

Que honra e orgulho em poder ser sua mãe...

Que o Papai do Céu lhe proteja hoje e sempre para que você continue crescendo assim feliz e com saúde.

Que lá na frente quando você estiver adulta e vivenciando os encantamentos do que é ser mãe também, este simples blog lhe mostre o quanto você foi desejada e amada por nós. 

“Amor inocente, inconsequente, que mata a gente, que não aprende, não se arrepende, não se defende... que vai com tudo, abala o mundo, vai na alma e  não se acalma”.

E que venham as comemorações \o/

Cenas dos próximos posts.

Até lá!

*Rúbia Lisboa

quinta-feira, 19 de março de 2015

A primeira reunião de pais a gente nunca esquece...

Esta semana tivemos a primeira reunião de pais na escolinha da Iasmin.

Como fiquei ansiosa. Não faço ideia de como eram as reuniões de pais na minha época.

Lembro-me que meu pai era o que mais ia e consequentemente as professoras me adulavam, pois como isso na teoria era “coisa de mãe”, meu pai impunha respeito (hoje em dia eles estão cada vez mais presentes).

Fiquei o dia todo imaginando com seria a primeira reunião da Iasmin e lá fomos nós: eu e meu marido para mais uma novidade do mundo pais de primeira viagem.

A escola enviou o convite com antecedência e a pauta para nos prepararmos.

Fomos recepcionados com um mural de fotos dos nossos pequenos. Encantei-me ao ver a foto da minha pequena engatinhando pelo corredor da escolinha bem à vontade.

A reunião não tinha o proposito de falar sobre cada criança (o que é feito individualmente) e sim de expor normas e condutas além de decidir coletivamente pelo bem estar dos nossos pequenos.

Iniciamos com a leitura de um texto (compartilharei com vocês ao final) que expressa exatamente às angustias e dúvidas de mães e pais ao deixarem seus filhos na escola.

O interessante foi que um pai se prontificou voluntariamente a fazer a leitura (pai de primeira viagem como nós) e várias mães se emocionaram com o texto.

Depois começamos um debate sobre este assunto. Vários dizendo que ainda sofrem ao terem que trabalhar fora e deixar os filhos na escolinha. Pais bem participativos afirmando que ver a criança feliz naquele ambiente e sendo bem tratada é um consolo para o coração.

Gostei de ouvir tantos depoimentos positivos. Todos ali presentes estavam certos de que escolheram uma boa escola.

Partimos para temas ligados a alimentação, desenvolvimento e segurança. Conhecemos mais de perto a rotina de nossos babys, saciamos aquela vontade de ser um mosquitinho e ver o que eles costumam a fazer no dia a dia e longe da gente.

Rimos, choramos e aprendemos.

Por fim ainda poderemos contar com um relatório de desenvolvimento individual, que fala em detalhes como foi o ano da criança e é inenarrável a sensação de saber que seu filho (a) ganhou o primeiro 10!

Pais corujas? Presente!

E que venham mais reuniões!

Que possamos continuar fazendo esta parceria saudável entre família e escola, contribuindo para que nossos filhos se tornem cidadãos de bem no futuro (...)

Até o próximo post.

Primeiro dia de Aula

A primeira vez que levei meu filho à escola...
Será que estou bem? Não... Acredito que não estou agindo corretamente...
Meu bebê na escola! (sim ele ainda é um bebê).
Meu Deus, eu precipitei. Preciso sair daqui. Não! Acho que não dá mais, todos vão ver.
Afinal, quem será a professora de meu filho? E se ela não o entender quando ele tiver medo ou fizer birra?
Será que ela vai gritar com ele?
Se ela (a professora) for um amor, meu filho vai se apaixonar por ela. E eu?
Como ficarei se ele gostar mais dela que de mim? Valha-me Deus?
Qual será a sala de meu filho?
Onde é o banheiro? Estará limpinho, cheiroso? Será que meu filho dará altura na pia para lavar a mãozinha?
E a merenda? Quem faz a merenda? Isso é sério, gente... Será como são preparadas as refeições aqui? Lá em
casa é feito com tanto amor! Quando meu pequeno não come, faço aviãozinho para ele.
Meu filho será feliz aqui? Estará tão longe de mim...
Eu sentirei saudades.
Meu Deus, cadê meu filho? Mal virei o rosto e pude vê-lo com uns coleguinhas a tagarelar.
Mas os bebês não falam!
Logo percebi que meu filho não é mais um bebê, mas uma criança capaz de se relacionar com outras pessoas,
ficar em outros ambientes. Enfim crescer e ir de encontro à vida.
A vida não se resume apenas em mim e nele. A vida é dele!
Hoje ele ganhou asas para ir ao encontro de saberes novos e novas aventuras.
- Meu Deus... Mas e se ele chorar? ...Sim, ele poderá chorar; afinal a escola é novidade para ele.
Olhei para o meu filho. Acenei a mão me despedindo.
Orei a Deus: "Pai cuida bem do meu pequenino, não deixe que nada de mal aconteça a ele.
Desculpa se fui egoísta... Mas meu filho é meu presente mais precioso.
... Minha essência...
... Minha continuidade...
Ele é meu filho.
Abençoe também está escola, pois ela receberá todos os dias várias crianças, e dentre elas, o meu filho.



sexta-feira, 6 de março de 2015

Mas esta geração....

Foto Pessoal
Olá pessoal, em meio às correrias da vida acho um tempinho para um novo post...

E aqui estamos prestes a completar um aninho da chegada da Iasmin. Meu Deus!

E antes do post de aniversário (ansiosa por este dia) eu tinha que escrever alguma coisa né?!

Nas minhas leituras diárias sobre maternidade, deparei com um tema que prendeu a minha atenção e compartilho com vocês.

Impressionante como a cada paragrafo que eu lia, visualizava direitinho a minha Iasmin. 
Explico:

Vamos falar da geração Alpha!

Eles estão invadindo o mundo de 2010 para cá. A diferença da geração Z (nascidos nos anos 90) é a interação com a tecnologia.

Os bebês de hoje parecem que já conheciam computadores, smartphones e tablets antes mesmo da gestação.

Iasmin pode ter todos os brinquedos à sua volta, mas troca o que estiver fazendo por um controle remoto, notebook ou qualquer parelho eletrônico. Detalhe: nunca a ensinamos mexer em nada, mas, o instinto dela é preciso e certeiro.

Outro dia me deparei com uma dúvida cruel: assistindo ao canal de desenhos animados com minha filha passou um comercial de aplicativos para os pequenos. Fiquei com uma ponta de desejo para baixá-los já que Iasmin chora para pegar meu tablet e não se contenta mais em assistir “Galinha Pintadinha”. Ela quer tocar, sentir, explorar este mundo virtual... Masssssss a voz da consciência me impediu e lá no fundo algo me dizia que criança tem que ser criança, brincar com coisa de criança e que aquilo poderia quebrar a magia da infância e fazê-la amadurecer muito depressa.

Sentiu o drama e a complexidade do assunto?

Especialistas acreditam que crianças nascidas após 2010 são, de fato, mais evoluídas que as outras gerações. “Nosso cérebro está mudando, estamos ficando mais capazes”, comenta a psicóloga Fernanda Fúria. Essa mudança traz um desafio aos pais e aos professores: como educar uma geração que não se contenta apenas com os meios tradicionais de ensino e que exige um aprendizado mais dinâmico, acelerado e conectado às tendências tecnológicas?

Uma boneca ou brinquedo pedagógico não prende a atenção da Iasmin por 5 minutos. E com isso temos que convir que nós vamos ter que nos adaptar a estas tendências.

Foto Instagram Pessoal
Se para mim que tenho total facilidade com a tecnologia é difícil imagina para minha mãe que é da década de 50? Já tivemos discussões calorosas onde ela alega que está falando sozinha enquanto eu e meu marido estamos presos em nossos celulares e que Iasmin irá para o mesmo caminho (ou pior).

As escolas, por exemplo, não terá sucesso se manterem o ensino somente a base de lápis, papel e borracha. Com isso,a tendência é que o foco deixe de ser o conteúdo para se tornar o aluno. Os especialistas acreditam que o professor será um mentor, as aulas serão baseadas em projetos, as classes vão misturar crianças de idades e perfis diferentes.

É meus caros, vamos aprender muito mais com estes pequenos do que eles com a gente.

A geração Alpha vive um momento em que se preza a diversidade e a espontaneidade. Não é necessário ter um papel definido, cada um tem suas "subidentidades".  – Iasmin quem diga! Ela é tudo ao mesmo tempo e, só para quando dorme rs.

Para as crianças, tudo isso é natural (o que explica que minha pequena já saber sem ninguém ensinar que o controle é da TV, que no computador a gente digita, no tablet passa o dedinho, a maquina fotográfica coloca no olho e diga ‘x” e assim vai...). Nós é que estamos assustados e nem sempre sabemos lidar com tantas mudanças.

Mas para nos ajudar com este assunto, vale a pena assistir o documentário “Alpha – A Nova Geração” – que com a participação de especialistas e pais de crianças dessa geração, o vídeo trata sobre a experiência que é educar e conviver com essas crianças nascidas na nova era tecnologia e compara a geração Alpha com as passadas.

Afinal: “O mundo não precisa formar mais gente que pense igual aos outros, precisa de gente que pense diferente.” (Denis Russo).


Até o próximo post!



Fontes:

Geração Alpha é mais inteligente

Geração Alpha: conectados com a tecnologia desde o berço

Geração Alpha – Como criar as crianças nascidas a partir de 2010?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Game Over Férias

As férias passaram tão rápidas quem nem postei nada no blog. Já voltei ao batente, Iasmin já está de volta à escolinha e a vida segue outra vez.

Nossa como o tempo voa!

Minha pequena já está engatinhando, está levada da breca, fica em pé sozinha, já tem dois dentinhos, em breve vai andar e daqui dois meses, meu Deus dois meses, fará um aninho!

Se você quer ver o tempo correr torne-se mãe! 

Eu confesso que estou um pouco assustada com a velocidade que as coisas estão acontecendo e já entrei em contradição em um monte de teorias que postei aqui no blog.

Na prática é bem diferente....

Imaginava que seria uma mãe moderninha, sempre arrumada, bonita, que não deixaria de cuidar de mim.

Mas na verdade, nunca mais tive “tesão” por compras pessoais. Sempre que vou ao shopping olho apenas as vitrines infantis e me esqueço da Rúbia mulher, Rúbia esposa. Só compro algo pessoal se está relacionando à Iasmin. Por exemplo: chegou o batizado, preciso de uma roupa nova!

Hoje, 10 meses depois da chegada dela, que me dei de presente duas sapatilhas que estavam na promoção e de tanto minha mãe falar que estou com sapatos horríveis, que meu marido não deixou de comprar as coisas dele, enquanto eu ando um molambo. Afs!

Eu sei! Falei que não tínhamos que deixar de se cuidar da gente, que mulher feia é falta de maquiagem e blá blá blá...Mas não sei o que acontece! Quero aproveitar ao máximo cada minuto com a minha pequena que simplesmente esqueço-me do resto e de mim.

Compartilhei um texto recentemente na fanpage do blog que fala exatamente sobre isso. É de uma mãe contando para a filha o que é ser mãe. E o trecho abaixo foi o que mais me tocou:

“Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida — não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.”

E é bem isso que sinto: hoje sou uma Rúbia totalmente diferente de um ano atrás. Tudo que eu faço, penso, sinto é relacionado à Iasmin. Passei a ter muito mais medo da morte porque quero ver a minha filha crescer. Antes era inconsequente agora, até para atravessar a rua tomo mais cuidado. Resfriado então? Nem pensar! Mãe não tem o direito de ficar doente.

A mais engraçada das minhas mudanças radicais é que dizia convicta que festa de um aninho é bobagem. Que a criança não aproveita nada, nem vai se lembrar depois....e agora não sonho com outra coisa (cenas dos próximos posts).

Mudei também profissionalmente, é pois é! Não em termos de falta de profissionalismo, responsabilidade e comprometimento. Inclusive já trabalho bem perto de casa e isso é um bom começo. Mas mesmo assim, busco mais. Ainda anseio por conseguir conciliar melhor a maternidade com a profissão e o meu horário ainda não me permite isso.

Agora o meu ponto de vista sobre mães que trabalham fora é que só vale a pena se você conseguir se dedicar ao seu filho (a) o mesmo tempo que se dedica ao trabalho. E hoje a sensação que tenho é que não estou conseguindo fazer isso com sucesso (outra contradição: dizia que não ia ficar me culpando, mas mães sempre se culpam). 

O interessante é que convivo com várias mães com filhos de idades próximas a de Iasmin. Duas pediram demissão, outras duas preferiram a babá, e eu estou neste dilema pessoal: não quero tirar da escolinha, pois é gritante a diferença no desenvolvimento da minha pequena, e quero continuar a trabalhar desde que o tempo que eu fico fora de casa seja o mesmo em que ela esta na escola. Porém, querer nem sempre é poder e um dia vou ter que me decidir.

Tenho fé em Deus que vou conseguir. Do contrário, terei que colocar na balança até que ponto vale a pena curtir a minha filha somente nos finais de semana (e a resposta nós já sabemos).

Enfim as férias foram fundamentais para recuperar a energia e o tempo que fiquei longe da minha cria no final do ano. Foram importantes também para eu repensar que ser mãe não é algo que você aperta um botão e faz tudo no automático. Pelo contrário, exige paciência consigo mesma, dedicação total com seu filho e definitivamente nos transforma em novas mulheres.

Eu estou mudando da água para o vinho, mas, ainda não tenho noção de que mulher ou que mãe irei me tornar.

A única certeza que tenho é que quero viver cada minuto como se fosse o último com minha Iasmin, (jargão de mãe) que não sei o dia de amanhã e que o futuro só a Deus pertence.

Então, vamos viver o que 2015 reserva para a gente.

Abraços e até o próximo post.

*Rúbia Lisboa

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Para fechar o ano com chave de ouro: O primeiro tombo a gente nunca esquece!

Achei que não ia dar tempo de fazer a última postagem do ano.
Tempo! Palavra que ficou bastante valiosa nestes meus últimos meses de 2014.
A prova é o quanto caiu a frequência das minhas postagens aqui no blog.
Confesso que ainda estou me adaptando a nova vida, e a falta de um “mãenual” de instruções faz com que marinheiras de primeira viagem como eu batam muito a cabeça.
Iasmin foi e é sem sobra de dúvidas a minha maior conquista do ano que se encerra hoje.
Conciliar a maternidade com essa nossa vida agitada não é uma tarefa para os fracos e ser forte é que eu tenho aprendido dia após dia desde a chegada dela.
Os últimos meses exigiram de mim um esforço inenarrável. Minha vida profissional e pessoal deu uma reviravolta que ainda não sei qual será o desfecho e apenas 2015 poderá me dizer.
O cansaço físico e emocional estão estampados no meu rosto e apenas o sorriso da minha pequena é capaz de recuperar a minha energia.
Hoje não poderia ser diferente, e o último dia do ano se resume no maior susto que tive com minha Iasmin até então.
2015 chegará junto com os nove meses dela, e ela está na fase de explorar o mundão que lhe cerca. Ninguém segura à levada da breca.
Acabei de dar banho nela como de costume e a coloquei no meio da cama cercada por travesseiros. Dei três passos para pegar uma calcinha e o lacinho de cabelo e um estrondo me doeu no fundo da alma.
Iasmin caiu da minha cama, uma Box muito alta. Não vi o que ela bateu ou de que forma foi. Apenas a peguei do chão com o coração disparado e olhava seu corpinho na busca de algum machucado.
Ela chorava sem parar, a entreguei para minha mãe e fui logo trocando de roupa e preparando a bolsa para correr para o hospital, enquanto ela simplesmente dormiu.
Dizem que não pode dormir após a queda, mas foi o seu sono que me fez manter a calma e entrar na internet antes de sair feito uma louca pela rua.
De fato, não há perigo em dormir desde que seja supervisionado e a criança acorde normalmente. Verifiquei se não havia nenhuma lesão e como estava a cabecinha dela. Até o momento, graças a Deus, nenhum “galo” ou hematoma apareceu.
Enfim, depois de uns vinte minutinhos ela acordou com o sorriso mais lindo do mundo. Fazendo arte e querendo se jogar no chão outra vez. E eu?
Chorei muito, de soluçar. Choro entalado a meses, choro de alivio, choro de frustação, de sensação de culpa, de mãe que falhou pela primeira vez e não cuidou corretamente de filha.
Quanto mais ela sorria, mais eu chorava.
Sei que tenho que observá-la nas próximas 24 horas. Mas Deus é mais e ela não terá nada de grave.
Pelo contrário, caiu para me dar uma lição de moral no último dia do ano: que a vida é feita de tombos e a diferença está em saber superá-los sorrindo. Cair quantas vezes for necessário, mas levantar e seguir em frente sem perder a alegria de viver e ciente que cairás outras vezes.
Para criança então? Cair faz parte do seu desenvolvimento e depois que passa vira motivo de gargalhada.
Eu precisava disso neste ultimo dia. Estou em um momento que preciso aprender a rir dos meus próprios tombos. Não ficar segurando choro, mas chorar quando der vontade e principalmente sorrir depois que as lágrimas secarem.
Minha tão pequena filha me ensinou isso hoje e, estou aprendendo mais com ela do que ela comigo.
Agora ela dorme outra vez (mas estou de olho). Nem deve se lembrar mais do que aconteceu, não é como nós adultos que ficamos remoendo aquilo que nos machucou.
Vai acordar com o mesmo sorriso no rosto, doida para aprontar outra vez. Afinal vem ai um ano inteirinho para ela cair muito ainda. E assim encerramos e desejamos um feliz Ano Novo, com quedas, mas, principalmente com força de vontade para levantar e continuar, sem perder o sorriso.
É o que eu preciso para mim, é o que desejamos para vocês. E que venha 2015!
Até o próximo post, até o ano que vem.
 *Rúbia Lisboa
 
Foto pessoal