sábado, 24 de outubro de 2015

O blog & eu: O primeiro degrau que subimos!

Minha história com a escrita começou na infância. Fui garota de diário, daqueles que comprávamos na papelaria e que vinham com cadeado de coração, mas, que qualquer grampo de cabelo abria.

Era o meu tesouro, tinha prazer em escrever. Para quem ler? Não sabia! O bom era ver eles acabarem logo de tanta história, para comprar um novinho de novo.

Pensava: quem sabe quando eu morrer não seriam transformados em livro?

Minha professora da primeira série me prometeu isso com as minhas poesias. Entreguei todas para ela e depois nunca mais a vi. Se tem livro meu por aí, um dia vou descobrir (risos).

Lembro-me que quando meu pai adoeceu mostrei meu esconderijo de diários só para ele. E disse: “não conte para minha mãe, será nosso segredo! ”

Se ele contou eu nunca soube, se foi lá ler cada um levou minhas histórias contigo.

A internet chegou e o costume de escrever em diários foi deixado de lado. Positiva ou negativamente, o vício passou a ser online.

Muitos criticam a exposição virtual, dizem que confundimos as redes sociais com divãs. Eu não vejo desta forma. Ao contrário do passado em que gostava de guardar os meus “tesouros”, defendo hoje que boas histórias merecem ser compartilhadas.

E assim passei a fazer, seja atuando mesmo que voluntariamente em blogs e jornais dos mais diversos assuntos (ação social, política, família – é, quando criança escrevia o jornal da família), ou seja simplesmente contando a vida como ela é.

Sou uma verdadeira “bico”, penetra, xereta da vida e sempre gostei de transformar em conto ou “causo” algo excepcional que presenciava. (Os amigos mais próximos, vão se lembrar dos meus “Causos do Buzão”)

Talvez esta seja a forma encontrada para mascarar a frustração de não trabalhar na profissão que escolhi para mim. De não me tornar uma jornalista enferrujada e continuar fazendo aquilo que sempre gostei: escrever!

Com a maternidade, ai sim! Agora tenho assunto para o resto da minha vida e se já escrevi sobre de tudo um pouco, porque não?

Assim nasceu o blog Pois é, Sou Mãe!

Meu diário público e online sobre a maternidade.

Para quando eu morrer a Iasmin ter o registro de como foi toda a nossa vida de mãe e filha.

No início este era o único objetivo. Mas, com o passar dos tempos passei a perceber no blog uma alternativa de poder ser mais presente na vida da minha filha. Me espelho em várias mães blogueiras que conseguiram este triunfo.

E mesmo que ainda esteja tudo muito tímido (embora ainda não tenha clareza de quais são os indicadores que me façam ser uma blogueira de verdade) considero-me uma aprendiz de sucesso.

Acredito que estou no caminho certo.

É o que eu gosto e sempre gostei de fazer. Acho que nasci para isso. Sinto-me útil, sinto-me jornalista de alguma forma mesmo que ainda não tenha retorno financeiro para tal. Sinto-me mãe!

Como já disse uma vez: se o blog me der 1% de chance para ficar mais próxima da Iasmin, eu vou lutar por esta chance até o fim.

Hoje subi mais degrau nesta meta de vida.

Entusiasmo e emoção resumem a manhã maravilhosa que tive.

Costumo a usar a frase: “As pessoas não falham, elas desistem! ”

E eu não vou desistir mesmo!

Se Deus quiser, isto é só o começo e segunda-feira conto como foi. (huahauah,suspense!)

Encontro de Mães Blogueira realizado pela revista
Canguru com a participação de Cris Guerra



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